Livro   I Congresso Ibero Americano ABOP   Rev04 (com marcadores)
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Livro I Congresso Ibero Americano ABOP Rev04 (com marcadores)


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PARA
A ÁREA DA SURDEZ/DEFICIÊNCIA AUDITIVA E OS DESAFIOS ATUAIS
DA INCLUSÃO NO MUNDO DO TRABALHO...........................................................................221
Elianes Terezinha Klein
6
APRENDIZAGEM PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA:
REALIDADE SOCIOPROFISSIONAL, MATURIDADE VOCACIONAL
E AUTOEFICÁCIA DE JOVENS APRENDIZES............................................................................227
Fernanda Aguillera, Lucy Leal Melo- Silva
7
DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA COMO ESTRATÉGIA DE
AMPLIAÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DE ADOLESCENTES BENEFICIÁRIOS
DE PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA.................................................................239
Fernanda Vieira Guarnieri, Lucy Leal Melo-Silva
8
ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA ESCOLA PÚBLICA:
REDES SOCIAIS, SENTIDOS DO ESTUDO E PLANEJAMENTO DE VIDA................................247
Iúri Novaes Luna, Vanderlei Brasil
9
PLANEJAMENTO DA CARREIRA DENTRO DA UNIVERSIDADE:
UMA INTERVENÇÃO EM CONTEXTO DE UMA EMPRESA JÚNIOR.......................................255
Luiza Wille Augustin, Maiara Lopes da Luz, Edite Krawulski
10
A INFLUÊNCIA DA AUTOEFICÁCIA NA ESCOLHA
PROFISSIONAL: UM RELATO DE CASO....................................................................................265
Thaís Cristine Farsen, Marúcia Patta Bardagi
11
CONTRIBUIÇÕES DA ESCUTA PSICANALÍTICA NA MODALIDADE DE ORIENTAÇÃO
DE CARREIRA INDIVIDUAL NO ÂMBITO DE UMA FACULDADE............................................275
Michele Gouveia
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SUMÁRIO
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA PARA UNIVERSITÁRIOS:
ESTUDO PARA A CONSTRUÇÃO DO PROGRAMA..................................................................283
Edgar Pereira Junior, Elaine Aparecida Rodrigues, Larissa Cristiane de Araújo, Sara Francisca Mariano Tiveron
13
PROJETO ENEM.COM: PROFISSÃO & CARREIRA \u2013 A UTILIZAÇÃO
DA MÍDIA COMO VEÍCULO DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL..............................................291
Yangla Kelly Oliveira Rodrigues, Roberta Maria Fernandes Cavalcante, Aroliza de Drummond Miranda
14
ORIENTAÇÃO DE CARREIRA: OFICINAS COM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS...................299
Marcos Henrique Antunes, Marucia Patta Bardagi, Viviane da Luz Monteiro
15
PROCESSOS DE LIDERANÇA E DE MUDANÇA DE CARGO NO
CONTEXTO JÚNIOR: DESENVOLVENDO UM GUIA DE COGESTÃO......................................309
Talita Caetano Silva, Karla de Oliveira Cruz, Edite Krawulski
16
INTERVENÇÕES DE CARREIRA E SERVIÇOS DE APOIO AO
ESTUDANTE UNIVERSITÁRIO NA GRANDE FLORIANÓPOLIS.................................................319
Suliana Silva, Talita Caetano Silva, Marucia Patta Bardagi
17
PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO PARA APOSENTADORIA
COM SERVIDORES PÚBLICOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA......................................................329
Marcos Henrique Antunes, Renatto Cesar Marcondes
18
A TÉCNICA MAPA DA APOSENTADORIA COMO POSSIBILIDADE
DE SENSIBILIZAÇÃO E INTERVENÇÃO EM ORIENTAÇÃO PARA
A APOSENTADORIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA.....................................................................337
Aline Bogoni Costa, Dulce Helena Penna Soares
19
ORIENTAÇÃO PARA A APOSENTADORIA: POSSIBILIDADES
DE ATUAÇÃO PARA O ORIENTADOR PROFISSIONAL............................................................345
Dulce Helena Penna Soares, Aline Bogoni Costa
20
O PAPEL DO PSICÓLOGO-ORIENTADOR NO FORTALECIMENTO
DE VÍNCULOS: UMA EXPERIÊNCIA EM UM CRAS...................................................................355
Joice de Paiva, Lucy Leal Melo-Silva
21
PARTE 1
INVESTIGAÇÕES E ENSAIOS TEÓRICOS
AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS
SOCIAIS DE TRABALHO DESTINADOS
AOS JOVENS: COMPROMISSO COM
A EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
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PARTE 1
INVESTIGAÇÕES E ENSAIOS TEÓRICOS
15-28 1
Ângela Carina Paradiso1, Jorge Castellá Sarriera2
1 Psicóloga, Mestre e Doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Formação em Orientação Profissional pelo 
Instituto do Ser \u2013 SP. Secretária da ABOP na gestão 2001-2003. Membro do Grupo de Pesquisa em Psicologia Comunitária da UFRGS. 
angelaparadiso@hotmail.com
2 Psicólogo e Psicopedagogo, Mestre pela PUCRS e Doutor em Psicologia pela Universidade Autónoma de Madri (UAM). Pós-doutorado 
em Análises Multivariadas pela UB (Espanha) e Psicologia Comunitária pela USF (USA). Coordenador do Grupo de Pesquisa em Psicologia 
Comunitária desde 1993. jorgesarriera@gmail.com
Trabalho apresentado no I Congresso Ibero-Americano de Orientação de Carreira da ABOP / XII Simpósio Brasileiro de
Orientação Vocacional & Ocupacional, realizado de 16 a 19 de setembro de 2015 em Bento Gonçalves-RS, Brasil
O presente capítulo aborda a avaliação de programas sociais de trabalho des-
tinados aos jovens sob a ótica da eficiência \u2013 otimização dos recursos dispo-
níveis \u2013 e da eficácia \u2013 alcance dos objetivos propostos. Na primeira parte 
do texto são apresentadas questões gerais sobre a avaliação de programas 
sociais, uso de critérios de eficiência e eficácia e principais tipos de avalia-
ção. Na segunda seção é feita uma breve descrição dos principais programas 
sociais de trabalho dirigidos aos jovens executados pelo governo federal na 
última década e, na sequência, são apresentadas informações de caráter ava-
liativo sobre esses programas disponíveis em artigos científicos de periódicos 
nacionais. A fim de oferecer subsídios para a avaliação de programas sociais, 
na terceira parte do texto são apresentadas questões teóricas que envolvem 
a definição de indicadores de resultados e após é relatado o percurso meto-
dológico utilizado na definição de indicadores de resultados de programas 
de Aprendizagem Profissional. Ao final, é feita uma discussão geral sobre os 
temas e questões abordados nesse trabalho. O propósito desse texto é esti-
mular que profissionais e gestores de programas sociais de trabalho busquem 
identificar - através de critérios objetivos e tangíveis \u2013 se o investimento 
Ângela Carina Paradiso, Jorge Castellá Sarriera
16
financeiro e o esforço de todos os envolvidos com o programa estão de fato 
contribuindo para alcançar os resultados esperados.
Avaliação de programas sociais sob a ótica da eficiência e eficácia
O termo avaliar significa, em geral, determinar, fixar, estimar ou julgar o 
valor de algo a fim de tomar decisões (Aguilar & Ander-Egg, 1994; Cohen & 
Franco, 2012; Fernández-Ballesteros, 1996; Kusek & Rist, 2005; Rebolloso, 
Fernández-Ramirez & Cantón, 2008; Stufflebeam & Shinkfield, 2007). Ao 
mesmo tempo em que a avaliação se constitui em uma ferramenta ou ati-
vidade estratégica de gestão (Costa & Castanhar, 2003), avaliar as ações do 
Estado permite prestar contas para a sociedade de forma clara e objetiva 
sobre a utilização racional dos recursos financeiros e a qualidade dos pro-
gramas. Dessa forma, favorece o controle social sobre os gastos públicos e as 
ações de governo, contribuindo, em última análise, para a qualidade de vida 
da população (Costa & Castanhar, 2003; Ramos & Schabbach, 2012; Sano & 
Montenegro Filho, 2013).
O uso de critérios de avaliação representa medidas para aferir diferentes 
aspectos de um programa, sendo que a escolha dos critérios depende dos as-
pectos que se deseja privilegiar (Costa & Castanhar, 2003). A avaliação con-
forme o critério de eficiência tem origem nas ciências econômicas e significa 
obter a menor relação possível entre custo-benefício ou, dito de outro modo, 
otimizar os recursos disponíveis e maximizar os benefícios oferecidos pelo 
programa (Costa & Castanhar, 2003; Rebolloso et al., 2008). A busca pela efi-
ciência envolve identificar a melhor alternativa (entre programas, atividades, 
etc.) que permite atingir os mesmos resultados com o menor custo (Tanaka & 
Melo, 2004). A eficácia, por sua vez, visa medir o alcance dos objetivos de um 
programa na direção desejada, sem considerar os