Livro   I Congresso Ibero Americano ABOP   Rev04 (com marcadores)
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Clark, Severy, 
& Sawyer, 2004; Ribeiro, 2012; Savickas, 2012; Stead & Bakker, 2010). 
Assim, criar-se-iam espaços nos quais as pessoas seriam incentivadas a 
considerar a articulação entre o social e o individual de forma integrada, 
sem uma concepção que operasse a separação entre essas duas dimensões 
da vida humana. 
Como agenda de pesquisa, uma clara recomendação é a replicação do 
estudo longitudinal em outros contextos regionais e de formação com o 
objetivo revalidar os resultados encontrados. Estudos multiculturais e com 
grupos minoritários são necessários. Ampliar o conjunto de variáveis ante-
cedentes (individuais e contextuais) seria interessante. Como sugestão para 
novas pesquisas incluiria variáveis individuais associadas à adaptabilidade 
de carreira, à personalidade, ao locus de controle e, variáveis contextuais re-
lacionadas ao rendimento acadêmico, ao envolvimento em atividades extra-
curriculares e à experiência profissional. Recomenda-se ainda a implantação 
de programas de preparação para a transição universidade-trabalho e sua 
posterior avaliação, o que contribuiria imensamente para a validação desse 
modelo psicossocial para pesquisa e intervenção.
Considerações finais
Espera-se que a proposta psicossocial apresentada possa fomentar no-
vas reflexões sobre o sucesso na transição universidade-trabalho, ao mes-
mo tempo em que inspire práticas contextualizadas. Fica o convite para a 
realização de novos estudos que avancem na compreensão do sucesso na 
Sucesso na transição universidade-trabalho | 91-97
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transição universidade-trabalho como um fenômeno complexo e multide-
terminado, no qual aspectos individuais e contextuais interagem mutua-
mente, influenciando na qualidade dos resultados alcançados após a conclu-
são da graduação. \uf06e
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\u201cNÃO ERA AQUILO QUE EU QUERIA...\u201d:
UM ESTUDO COM UNIVERSITÁRIOS
QUE VIVENCIARAM A
RE-ESCOLHA DE CURSO
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PARTE 1
INVESTIGAÇÕES E ENSAIOS TEÓRICOS
99-107 10
Carlos Alexandre Campos1, Scheila Beatriz Sehnem2
1 Graduando em Psicologia pela Universidade do Oeste de Santa Catarina \u2013 UNOESC, Campus Joaçaba. carloscampos_psico@yahoo.com.br
2 Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, mestre em Educação pela Universidade do Oeste de 
Santa Catarina e atua como docente e psicóloga na Universidade do Oeste de Santa Catarina \u2013 UNOESC, Campus Joaçaba. 
scheila.sehnem@unoesc.edu.br
A ação de escolher é algo presente na vida de todos os indivíduos, pois desde 
o nascimento é necessário realizar escolhas (Soares, 2002). A partir desta 
afirmação, podemos, por vezes, questionar o porquê de tantas dificuldades 
para se escolher uma profissão, processo este que se inicia na adolescência. 
Lucchiari (1993) infere que, além da escolha de uma profissão constituir-se 
como uma necessidade, o momento em que ela acontece coincide com essa 
fase do desenvolvimento na qual o indivíduo está se descobrindo novamen-
te \u2013 a adolescência \u2013, quando está definindo sua identidade; e em meio a 
esse mundo de descobertas, entretanto, cabe a ele escolher uma profissão. 
E o adolescente a escolhe, ou, na maioria dos casos, faz a escolha \u201cpossível\u201d 
no momento, sem ter muita consciência das influências por ele sofridas 
e, principalmente, sem ter informações suficientes sobre a profissão que 
está escolhendo (Lucchiari, 1993). Neste cenário, Lucchiari (1993, p. 12) 
afirma que a tarefa da Orientação Profissional (OP) é a de \u201c[...] facilitar 
o momento da escolha ao jovem, auxiliando-o a compreender sua situa-
ção específica de vida, na qual estão incluídos aspectos pessoais, familia-
res e sociais\u201d, proporcionando mais condições para a definição da melhor 
escolha possível.
Trabalho apresentado no I Congresso Ibero-Americano de Orientação de Carreira da ABOP / XII Simpósio Brasileiro de
Orientação Vocacional & Ocupacional, realizado de 16 a 19 de setembro de 2015 em Bento Gonçalves-RS, Brasil
Carlos Alexandre Campos, Scheila Beatriz Sehnem
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Ingressar na universidade significa, para