MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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AULA 1
Código Tributário Nacional e CF.
Direitos de 1ª geração: individuais
Direitos de 2ª geração: Estado \u2013 econômicos e sociais.
Direitos de 3ª geração: não estão desenvolvidos suficientemente na Doutrina. 
Abordagem no âmbito do direito de fraternidade e difusos. 
Desenvolvimento sobre o ponto de vista econômico e não jurídico. 
Livros
Direito Tributário
Profª. Carla Rister
Dra. Direito Econômico \u2013 Financeiro
Direito ao Desenvolvimento \u2013 Antecedentes, significados e conseqüências. Ed. Renovar \u2013 RJ. 
Curso de Direito Tributário Completo \u2013 Leandro Paulsen 
Ed. Livraria do Advogado \u2013 Ed. 2017 (7ª edição).
Delegacia de Julgamento \u2013 1ª Instância
Conselho de Contribuintes, que passou a ser:
CARF \u2013 Conselho Administrativo de Recursos Fiscais \u2013 membros que além de julgar podiam advogar. 
Intervenção deste Conselho por Joaquim Levi.
Atualmente os membros deste Conselho não podem advogar.
Modos que o Estado tem de auferir recursos. A tributação é inerente ao Estado para que este possa prestar o serviço público.
Dois grandes sistemas protetivos:
- Previdência Social: contributiva, exceto benefícios da assistência social
- Sistema único de saúde
Seguridade social engloba saúde, previdência e assistência social, de modo que a assistência social prevê um beneficio ao idoso e ao deficiente, cuja subsistência não possa ser provida pela sua família, este sim, não tem caráter contributivo.
Estado de bem-estar social: vem do Direito Europeu Estado tem que ter recursos para prover estes benefícios.
CTN é de 1966.
Arrecadação: um dos meios do Estado obter recursos. 
O Estado tem alguns meios universais para auferir o dinheiro necessário à despesa pública (Aliomar Baleeiro).
Quais seriam?
- Doações ao Estado;
- Extorsões sob outros povos (ilícito, ocorreu no passado, no sistema colonialista);
(Refugiados econômicos) crises econômicas estão exportando pessoas que esbarram em problemas legais e na condição de vida que terão nestes Estados.
- Recolhimento das rendas produzidas pelos bens e empresas do Estado, que pode exercer a atividade econômica, de maneira subsidiária, pontuada pela CF no capítulo da ordem econômica. Ramos em que se entende que a presença do Estado é fundamental. 
- Exigir coativamente os tributos. 
O Direito Tributário apenas se preocupa com a arrecadação, mas devido a sua autonomia com o tempo, hoje se questiona dentro do DT a aplicação destes recursos, ou seja, os gastos que antes eram estudados apenas pelo Direito Financeiro. 
- Tomar empréstimos;
- Fabricam dinheiro metálico ou de papel, que não pode ser infinita, pois há a necessidade do lastro de recurso (lastro ouro de antigamente). A verdade é que o Estado não pode fabricar o tanto de papel moeda que quiser. O dinheiro tem que estar lastreado. 
Medidas de contenção da inflação que são impopulares, porque tira dinheiro dos mais necessitados, se mal feita. Boa política monetária tem reflexos sociais interessantes. 
Modelo fundado no consumo via endividamento.
O modo de obter recurso, portanto, não é somente pela tributação, mas o Estado faz má gestão de recursos e quer somente aumentar tributos, perdendo o respaldo popular e a desvalorização da moeda. 
Limites à tributação: CF e leis vigentes. Como conter o ímpeto de tributação por parte do Estado. 
AULA 2 \u2013 27/01/2016
Sobre o avanço da necessidade de tributação, quando há excessos, há a ocorrência de rebeliões e movimentos contrários a essas atitudes do Estado.
Exemplo da Inglaterra com a \u201cMagna Carta\u201d.
Magna Carta de 1215
Rei João Sem Terra
Rei impopular chamado João que quis aumentar o número de tributos. Há época houve uma grita pelas pessoas. Isso resultou num movimento para a elaboração deste documento e que trouxe alguns parâmetros para a instituição de tributos, entre eles, a necessidade de aprovação por parte do Parlamento Princípio da Separação dos Poderes. 
Esse rei capitalizou este movimento e ele foi lembrado por ter concordado com este movimento e com esta Carta. 
Essa Carta entrou em vigor, foi revogada, mas depois foi novamente revigorada. Teve influência em outras declarações de direitos, consagrou vários pilares do sistema jurídico, como o contraditório e a ampla defesa. Esses pilares serviram de inspiração para outras Cartas, como a das colônias americanas (independência dos EUA) e a Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão. 
Representa o feixe de direito dos contribuintes contra os arbítrios do Estado. 
Nosso sistema vem da codificação francesa. Tradição romana, francesa, canônico e lusitano.
O Brasil está incorporando alguns institutos, como compliance, mas ainda estamos fundados na codificação.
Carga tributária demasiada pode ocasionar algumas revoltas.
Ex:
Derrama
Inconfidência Mineira
Cobrança abrupta e violenta dos quintos atrasados. 
Quintos: forma de tributação em que cobrava um quinto para Portugal de toda a produção de ouro e minério produzido no Brasil.
A cobrança passou a ser de forma sanguinária.
E foi o que resultou na própria inconfidência mineira.
Outro exemplo foi a Revolução Farroupilha, movimento separatista do Rio Grande do Sul, pelo excesso de tributação. 
Questão da autonomia dos ramos dos Direito
Autonomia seria aquele ramo ter princípios próprios. Não se confunde com independência. É a figura da árvore jurídica com seus ramos. Se você cortar o tronco, os galhos morrem. Os ramos estão interligados. O direito tributário derivou do direito financeiro, mas foi um ramo crescido e desenvolvido que veio do direito financeiro.
Não mais se discute a autonomia.
Autonomia dos ramos:
D. Tributário
D. Financeiro
D. Econômico
Art. 24, I, da C.F. 
Competência concorrente sobre direito tributário, econômico e financeiro.
O Direito Tributário pressupõe conhecimento de alguns outros ramos. Saber conceitos da contabilidade, conceito de propriedade e bem imóvel. 
 
Diferenças do Direito Financeiro com o Direito Tributário
O Direito Financeiro abarca sobre o sistema normatizador de toda a atividade financeira do Estado. Tem por objeto a disciplina do orçamento público, das receitas públicas, da despesa pública e da dívida pública. Toda a atividade financeira, tanto as entradas quanto as saídas. 
Ramo do Direito Público.
O Direito Econômico versa sobre a atividade econômica do Estado e as relações aos particulares. 
Título VI \u2013 Da Tributação e do Orçamento \u2013 arts. 145 a 169 (Direito Financeiro e Tributário).
Ordem Econômica \u2013 art. 170 em diante.
O Sistema Tributário Nacional ocupa o primeiro capítulo \u2013 arts. 145 a 162.
Caráter cogente das normas tributárias: Direito Público.
A relação do DT com outros ramos do Direito.
Direito Constitucional: grande parte do regramento tributário tem a matriz na CF que não cria tributos, apenas distribui competências. \u201cCada ente federado poderá criar tal tributo sobre\u201d. O exercício desta competência é feito por leis ordinárias e, em alguns casos expressamente previstos, por lei complementar. 
Direito Administrativo: processo administrativo fiscal, atividade do auditor fiscal. O processo de quantificação dos tributos devidos é do processo administrativo. 
Direito Civil: normas de competência. Ex: quando a CF fala em tributação de operação de compras e vendas de imóveis \u2013 ITBI (competência municipal). Tem que se respeitado o instituto do direito civil. Não se pode alterar a competência de bens imóveis para móveis porque o responsável por esta tributação é o estado e não o município. O artigo que proíbe que haja uma alteração da natureza dos institutos é o art. 110 CTN.
Isso é para se evitar a invasão de competência. 
Impossibilidade de uma norma de direito tributário alterar a natureza de um instituto privado.
Direito Comercial: em relação às sociedades comerciais. Dependendo do tipo de sociedade, o sócio responde de uma maneira ou de outra. Responsabilização dos sócios da pessoa jurídica. Mesmo sendo de iniciativa, ele está instado ao instituto da norma, porque a empresa pode ser responsabilizada. Conforme o