MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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pactual e não dispositiva, mas se bem observado não incidirá juros, multa, etc.
AULA \u2013 20/04/2016
Conceito de tributo
Obrigação de pagar em dinheiro: sempre, qualquer tipo de tributo precisa ser pago em moeda, porque existem outras prestações obrigatórias que não são em moedas e, portanto, não são tributos. Ex: prestação do serviço militar, desempenho da função de jurado, trabalhar nas eleições.
Compulsório: independe da vontade das partes.
Decorre de lei.
Não constitua sanção pro ato ilícito. Tributo é diferente de pena. 
Para tributação a origem da renda é irrelevante (CAI NA PROVA). O dinheiro pode provir de prostituição, tráfico de drogas, jogo do bicho, se declarou tem que pagar. O fisco não olha se a renda é lícita ou ilícita. 
Cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada. A Administração Pública tem todo um procedimento a seguir na instituição, na fiscalização e na execução de um tributo não pago.
Somente exigida por pessoas jurídicas de direito público ou entes políticos.
Natureza jurídica
Art. 4º: natureza jurídica determinada pelo fato gerador (CAI NA PROVA).
Às vezes tem-se um imposto com nome de taxa, mas ele continua sendo imposto pelo fato gerador. 
Observar o fato gerador para saber qual a espécie tributária.
A doutrina fala que fato gerador não define, porque o mesmo fato gerador do imposto pode ser o de uma contribuição.
A CF só obriga a diferenciar o fato gerador, entre impostos e taxas e não contribuições.
Para a doutrina é necessário analisar também a base de cálculo e a destinação para saber se é imposto ou taxa.
A grande característica da contribuição é a destinação que é específica.
CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
São 5 (pós CF).
- 3 estão no artigo 145, CF: impostos, taxas e contribuições de melhoria;
-art. 148, CF; art. 149: empréstimos compulsórios e contribuições sociais.
Se perguntar na prova responde estas 5.
O FGTS não é considerado tributo, mas benefício trabalhista (CAI NA PROVA).
Impostos
Art. 145, I, CF: delega competências sobre quem compete instituir impostos.
O conceito está no CTN \u2013 art. 16.
Independente de qualquer atividade não vinculado.
Visam mostrar a riqueza dos contribuintes. Nas taxas pagamos o valor pelo serviço todos pagam iguais. A contribuição de melhoria paga-se o valor da obra dividido e a valoração no imóvel.
O imposto: se você compra um produto mais caro você paga mais.
É diferente de contraprestação por valor justo.
O imposto se destina ao financiamento geral do Estado: saúde, educação, etc princípio da não afetação.
Ressalvas: algumas situações que o imposto pode ser destinado saúde, educação.
Essa destinação é definida na lei orçamental anual, onde é dividida a arrecadação.
Os impostos são de competência comum.
Art. 153: impostos da União.
Art. 155: impostos dos estados.
Art. 156: impostos dos municípios.
A União sobre os territórios federais também cobra os tributos de estados e municipais (porque não existem as outras pessoas políticas).
DF: cobram os tributos estaduais e municipais porque não é dividido em estados e municípios.
Art. 17, CF: O rol de impostos é taxativo: competem a União instituir IR, estados IPVA e municípios ISS.
Taxa
É vinculado ao efetivo exercício poder de polícia ou utilização efetivo ou potencial de atividades estatais, específico e divisível.
São de competência comum: União, estados e municípios, claro dependendo de quem presta o serviço.
Só pode cobrar poder de polícia desde que ele exista, se é efetivo (esta taxa é para fiscalização dos estabelecimentos comerciais).
Efetivo ou potencial: o município disponibiliza o esgoto, mesmo que você não utilize você paga o mínimo pela disponibilização.
Tributo vinculado: produto da taxa deve fazer frente às despesas com aquele serviço.
Se o produto não tiver a destinação legal, tem-se a descaracterização daquele tributo.
Não prevalece o princípio da não afetação dos impostos. As taxas são afetadas, vinculadas.
Não podem custar 10 e cobrar 100 (é um tributo de justiça, de troca).
Serviços públicos gratuitos não podem ser cobrados por taxas. Ex: taxas para inscrição em exame de universidade pública.
As taxas não podem ter base de cálculo de imposto, pois a base de cálculo da taxa é o serviço prestado.
Contribuição de melhoria
Art. 145, III: competência comum.
Art. 81, CTN: definida.
Fato gerador misto: realização de uma obra e enriquecimento do contribuinte. 
Exemplos: aberturas de vias, pavimentação, arborização, praças, aeroportos.
Produto destinado arcar com os custos da obra (é um tributo vinculado).
Limite total é a despesa com a obra e o individual é o acréscimo.
Art. 82: principais requisitos respeitados pela lei que institua: publicação de edital sobre a obra, plano de custeio, lei específica para instituir a contribuição paga a contribuição parcelada. 
Empréstimos compulsórios
Não estão no CTN e sim na CF.
Dependem de lei complementar.
Calamidade pública, guerra externa.
Grande interesse nacional.
Tributo excepcional, o tributo deve estar vinculado.
Mútuo permite a restituição.
O STF decidiu que a restituição tem que ser feita por moeda.
O fator gerador não está definido no artigo 148. Pode ser vinculado ou não vinculado. Pode ter fato gerador semelhante a um tributo ou uma taxa: consumo de energia elétrica, aquisição de veículos importados.
Contribuições especiais
Art. 149
Instituída pela União, competência exclusiva.
São elas: sociais, de intervenção do domínio econômico (CIDEs), de interesse de categorias profissionais e econômicas, contribuição de iluminação pública (RT. 149-A).
Finalidades específicas.
Grupos de contribuintes. Ex: contribuições para a OAB, SEBRAE.
Foge à regra a contribuição do INSS.
Instituição e cobrança observar os arts. 146, III: normas gerais, art. 150, I e III (princípio da legalidade, irretroatividade, anterioridade nonagesimal e geral).
Legalidade: instituída por lei.
Irretroativa: não retroage.
Anterioridade: só passa a viger no ano seguinte a sua instituição ou noventa dias após a sua instituição (nonagesimal). 
Ressalva: contribuições destinadas ao INSS devem observar apenas a anterioridade nonagesimal.
Na CIDE: se ela for instituída hoje passa a vigorar no ano que vem.
A contribuição ao INSS instituída hoje passa a vigorar daqui a noventa dias.
As contribuições têm relação de pertinência princípio da referibilidade contribui apenas aqueles grupos. Exceção: INSS \u2013 financiado por toda a sociedade.
STJ: algumas CIDEs não estão sujeitas a estes princípios. Ex: INCRA cobrada só das empresas rurais, mas o STF determinou a cobrança das empresas rurais e urbanas. Outro exemplo é a contribuição do SEBRAE que é cobrada de todas as empresas, não só das micro e pequenas empresas.
A referibilidade que seria o traço mais característico das contribuições não vem se firmando na doutrina por conta das exceções.
A finalidade das contribuições são aquelas elencadas nos próprios artigos. Finalidade específica: INSS, OAB. Desvio na arrecadação pode invalidar a contribuição.
Finalidade são 4.
Fato gerador pode ser diverso.
Não confundir finalidade com fato gerador.
Contribuição Social
Da ordem social.
Atuação na área social.
O constituinte já fala quais são: saúde, previdência, assistência social, educação, rol exaustivo.
CPMF destinada à saúde.
Salário-educação: educação fundamental.
Seguridade social artigo 195. 
As bases econômicas: o que vai poder ser cobrado, de onde e de que forma também estão previstas nos artigos 149, § 2º; artigo 195, I a IV.
CIDEs 
- combustíveis
Estado pode atuar em algumas atividades do domínio econômico.
Princípios do artigo 170, CF: da ordem econômica.
Ex: contribuição ao INCRA função social da sociedade.
Contribuição SEBRAE: estímulo às micro e pequenas empresas.
Finalidades da ordem econômica.
Bases econômicas art. 149.
Contribuições de interesses de categorias profissionais e econômicas
Custear entidade conselhos profissionais de profissão