MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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aptidão para incidir tributos.
Normas de imunidade ou isenção não concedem aos mesmos fatos a aptidão de gerar tributos. 
Campo de incidência: campo ocupado pelos fatos que refletem aquela hipótese legalmente prevista de gerar a obrigação de recolher tributos. Fora deste campo, não se pode falar em incidência, mas em normas de imunidade ou isenção.
Todos os fatos que não têm aptidão de gerar tributos ou obrigação de recolher tributos chamam-se o campo da não incidência.
Tudo que está fora da incidência, é a não incidência (não foi previsto pelo legislador como obrigação de pagar tributos).
Ocorre que dentro do campo de incidência, subtrai-se uma determinada parte chamada de isenção que está dentro do campo de incidência, só que é dispensado dele a obrigação de pagar tributos por certos motivos:
- por motivos que tenham uma justificativa própria na Constituição, no sistema jurídico como um todo. 
Ex: isentar de ICMS produtos da cesta básica (produtos essenciais) dignidade da pessoa humana.
Isenção condicionada: sob o pressuposto de que o contribuinte deva atender a certos requisitos. Ex: IPTU para instalação de fábricas com a condição de contratação de pessoas da região. Concedida sob prazo e condições determinadas e não pode ser revogada a qualquer tempo. 
A isenção depende de lei e não mediante decreto!
Ex: alguns em que nem cogitam cobrar tributos por enquanto campo da não incidência respirar, olhar para o céu.
Campo da não incidência: ou porque o legislador entendeu que não fazia sentido cobrar tributos ou porque não tinha competência para tanto.
Há a possibilidade da CF não conceder a competência para instituir tributos, quando ela mesma, por exemplo, diz que existe imunidade sob os livros ausência de competência.
No caso da imunidade há situações em que a CF não reconhece competência para criação de tributos. 
Esta imunidade está no prisma constitucional.
Enquanto a isenção está no patamar legal.
Isto porque quem define se há incidência ou se está isento é a lei (plano legal).
A imunidade está fora do campo de incidência, porém num patamar constitucional, porque a imunidade é uma ausência de competência, sendo que nenhum dos entes pode cobrar tributos se não competência para isso.
Se a CF fala que há imunidade dos impostos sobre os livros, então nenhum dos entes federados poderá fazê-lo, por ausência de competência.
Se por lei for instituída uma tributação sobre uma situação imune, esta seria inconstitucional. 
Se houver num universo de cem espécies eu resolver tributar noventa e dez seriam imunes, fora do campo de incidência. Mas, pode ocorrer que o legislador em vez de tributar noventa ele opte pela técnica da isenção que deixam algumas dentro do campo de incidência, porém com pagamentos dispensados.
Rigorosamente falando, a isenção está dentro do campo de incidência, onde se excepciona a tributação, por razão de política fiscal ou extrafiscalidade.
Quando diz \u201cnão incide\u201d. A CF não é técnica: às vezes fala \u201cestão isentos\u201d ou \u201cnão incide\u201d. Tudo isso são situações de imunidade. Não há rigor técnico na CF.
Alíquota zero:
Qualquer base de cálculo multiplicada por 0 vai dar 0.
Não incidência, imunidade, isenção e alíquota zero são fenômenos diversos.
Imposto devido = base de cálculo x alíquota.
No caso de alíquota zero, qualquer valor multiplicado será igual a zero.
Diferenças de técnicas legislativas, pode se chegar à mesma conclusão de que não há imposto a ser pago, mas as técnicas são diversas.
Imunidade e isenção distinguem-se em função do plano em que atuam. Está se definindo a competência pelo constituinte. \u201cCompete a União tributar a renda, exceto as das instituições de assistência social\u201d, não comporão o campo de competência.
Imunidade está no plano da competência que é plano constitucional.
Isenção está no plano da incidência. O legislador pode tributar várias situações, mas podem deixar algumas fora do campo de incidência.
Técnica de exceção deixando fora do campo de incidência o que não se quer tributar.
Cuidado porque a nomenclatura pode ser enganosa e onde a CF diz que é isenção e na verdade é imunidade.
Essas imunidades podem ser suprimidas por Emenda Constitucional se a CF diz que \u201cnão incide\u201d?
Doutrina: as imunidades são mais fortes e estão protegidas de reformas constitucionais, sendo consideradas como direitos e garantias fundamentais e individuais, como cláusulas pétreas. 
Ex: 
Art. 150, VI, CF.
Art. 60, §4º, IV.
Imunidades = cláusulas pétreas e não podem ser tiradas por emendas constitucionais.
Isso não é unânime e há divergência da Doutrina.
Para que se volte a tributar uma situação isenta é necessário revogar aquele preceito que definiu isenção. 
A transmutação do campo de incidência depende da aprovação de uma lei.
É mais difícil aprovar uma lei que revogar uma isenção. Revogar uma lei que concede isenção é mais fácil que aprovar uma lei dentro do campo de incidência. 
Por isso que se prefere essa situação de isenção a essa de não incidência. Porque a surpresa é menor.
É mais fácil tirar do campo de isenção do que colocar no campo de incidência.
Essa dispensa do pagamento de tributo (isenção) se critica o modo como esse favor é concedido previsto pelo Código.
Essa situação de isenção é chamada de favor legal para dispensa do pagamento do tributo.
Nesse caso da isenção, o tributo é devido (está dentro do campo de incidência). Existe a obrigação, mas a lei dispensa o pagamento.
Crítica da Doutrina: o nome que o CTN dá a isenção é a \u201cexclusão da obrigação do crédito tributário\u201d (art. 175, CTN).
Esse termo é criticado. 
O crédito tributário é resultado do lançamento que se chega aos valores exigidos e pode-se chegar o quanto é devido de tributo.
O CTN ao prever esta situação tenta neutralizar esta conseqüência jurídica normal que é a obrigação de pagar o tributo. 
Esta dentro do campo de incidência, mas o efeito será o não pagamento.
AULA \u2013 04/05/2016 
Imunidade: retirada de competência plano constitucional.
Incidência: subsunção do fato à norma.
Não incidência: não foi previsto aquele fato como gerador de tributos.
Isenção: Doutrina diz que seria a dispensa legal do pagamento do tributo se assemelha à remissão (perdão). Está dentro do campo de incidência.
Relações:
Relação jurídica cujo foco é o pagamento cunho contributivo.
Outros tipos de relação.
Alguns contribuintes ou terceiros são obrigados a outras obrigações de outra natureza de cunho acessório (emitir documentos, escrituração contábil, não permitir que a mercadoria circule sem nota fiscal).
É dever de colaboração com o fisco. São obrigações de fazer ou não fazer.
Exemplo: obrigações das imobiliárias de informar os contratos de aluguel. Cruzamento de dados, se a pessoa não declarou, cai na malha fina. Isso vai gerar uma multa por falta de declaração.
Dever de colaboração muitas vezes é imposto a terceiros envolvidos no contexto.
Não há possibilidade de cobrar de terceiros estranhos ao contexto.
Relações de cunho punitivo: decorrentes de infrações, ilícitos. Aplicação de penalidades com a função de cumprir as leis.
Pagar tributo natureza contributiva (revelação de capacidade contributiva). Nexo de relação com o fato imponível.
Obrigação tributária arts. 113, 114, 115 do CTN.
Art. 175, § único: o fato de a empresa ser isenta não dispensa das obrigações acessórias.
Obrigações acessórias têm autonomia em relação às obrigações principais. Não vale aqui a regra do direito civil de que o acessório segue o principal. Se eu não entregar a declaração acessória de declarar o imposto de renda, esta obrigação se converte em principal, que é a geração de multa.
Art. 113, § único.
Tributo não é sanção a ato ilícito, mas neste artigo englobou o pagamento e penalidade pecuniária. 
A obrigação acessória decorre da legislação tributária. Podem ser previsto por atos infralegais.
O fato de haver isenções, não exime obrigações acessórias. Ex: dever de tolerar os fiscais, facilitar a fiscalização.
Art. 114
A obrigação principal vai surgir de