MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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tipo de sociedade há diferença na tributação, na apuração dos lucros.
Direito do Trabalho: muitas vezes conforme a caracterização do vinculo da relação de emprego, se vai incidir ou não contribuição previdenciária. 
Direito Internacional: aborda a questão dos tratados internacionais para evitar a bitributação. Ex: jogador de futebol que trabalha na Europa, não lhe será tributado duas vezes o mesmo bem ou a mesma renda. No máximo há uma competência de alíquotas. Estabelecimento de mercados comuns, como União Européia e Mercosul. Direito Internacional Tributário sub-ramo.
Direito Penal: ilícitos tributários. Ex: descaminho (tentar entrar com mercadoria estrangeira dentro do território nacional). 
Direito Processual Civil: modos como se vai fazer valer os direitos pleiteados. Direito líquido e certo mandado de segurança. Direito que não é liquido e certo e que demande provas, ação ordinária. Ação de repetição de indébito, declaração de inexigibilidade de valores cobrados, anulatória de auto de infração, cautelar fiscal para garantir que a empresa não se desfizer dos bens, permitindo seu bloqueio.
Direito Processual Penal: persecução penal. 
Relação do DT com a economia e com a contabilidade
Economia: prevê a maneira pela qual os bens serão distribuídos, em virtude da escassez. A disputa pelos bens faz com que haja a necessidade de regramentos e, a própria tributação implica na expropriação de uma parte desta riqueza para o Estado, de maneira cogente e compulsória. Portanto, com uma carga tributária demasiada, a economia pode arrefecer e impedir de fazer esta riqueza circular, empregar pessoas e distribuir bens.
O que se questiona é a justiça da tributação. O sistema é justo? Divide a carga tributária entre a população?
Isso pode comprometer a livre iniciativa que compreende um dos fundamentos da ordem econômica juntamente com a valorização do trabalho humano.
Quanto maior a carga tributária, maior o custos de transação. 
Contabilidade: retrato da empresa em alguns momentos. Livros contábeis e registrá-los para que ao final do exercício se tire o balanço que se vai ver apurar inclusive quanto foi o lucro e qual o tributo vai incidir sobre esse lucro. A contabilidade vai munir a tributação. Dependendo da categoria da empresa, muda a tributação com alíquotas diferenciadas, como o SIMPLES NACIONAL. 
AULA 3 \u2013 02/02/16
Prova: CTN e CF.
Tributos
- Definição: art. 3º, CTN.
Estudos dos tributos. 
Tributo prestação pecuniária compulsória porque não é voluntária. Ninguém paga porque quer. Ex: IPTU. 
Em moeda: não pode ser pago em trabalho. 
Cai na prova: não constitui sanção por ato ilícito. Penalidade não é tributo. A pessoa sofre penalidade por descumprimento. Tributo não é sanção por ato ilícito.
Prevista em lei: princípio da legalidade.
Tributo tem que ser instituído por lei.
Com processo e cobrança: exercício anual, lançamento pelo fisco, exigência por meio administrativo ou por ação. 
- Espécies tributárias: 5 espécies tributárias
 Teoria pentapartite: prevalece esta teoria
Espécies tributárias: taxas, impostos, contribuições de melhoria (art. 145, CF), (teoria tripartite competência comum) contribuições especiais (art. 149, CF) e os empréstimos compulsórios (art. 148, CF) competência exclusiva. CAI NA PROVA. 
CF/ 88: a CF não institui tributo. Ela apenas atribui poder para que os entes tributários o façam. A CF não institui IPVA, ICMS. 
Os entes tributários são: União, Estados, DF e municípios.
A CF delega as competências, o que cada ente vai poder instituir, para evitar conflito de competência, para que o mesmo tributo não seja instituído por dois entes. 
Não constitui tributos.
Competência Tributária: 
Sistema tributário rígido: a distribuição de competências tem caráter rígido prevalecendo o disciplinado no texto constitucional. Se a CF diz que a União institui o IR, um município não o poderá.
Conceito: é a prerrogativa atribuída aos entes da federação para instituir e disciplinar os tributos através do poder legislativo, no âmbito e estritos aos limites de seu poder de tributar. 
Aspectos importantes: se complementam
I \u2013 Indelegável: em hipótese alguma pode ser violada a vontade constitucional. Qualquer pretexto para se transferir o poder de tributar é inaceitável. Se a CF fala que cabe a União os compulsórios, nenhum outro ente poderá ter essa competência, sob pena de tal lei ser inconstitucional. 
A competência tributária é diferente de capacidade tributária ativa.
A capacidade tributária ativa é delegável. A competência tributária não. 
Capacidade tributária ativa consiste no poder de exigir o cumprimento da obrigação tributária. Ex: o art. 153, da CF traz quais são os tributos de competência da União. Inciso VI ITR compete a União instituir e disciplinar o ITR imposto federal. 
EC 42/2003 delegou esta capacidade tributária para o município.
Mas, quem cobra é o município através de suas procuradorias, por meio de ação. 
Art. 149: contribuições para classe profissional. Quem institui é a União, quem cobra é a OAB, CREA.
II \u2013 Incaducável: não tem prazo, não caduca o seu exercício. Não caduca o direito do ente de poder exigir, legislar, instituir o tributo. Ex: imposto sobre grandes fortunas que ninguém nunca aprova.
III \u2013 De exercício facultativo: a União delega as competências, mas cada ente político vai exercer ou não as competências. O ente político não está obrigado a exaurir a sua competência. Art. 8, CTN: não é porque a União não instituiu este imposto que os outros podem instituir. Ex: imposto sobre grandes fortunas. 
IV \u2013 Inampliável: não pode ampliar por meio de lei ou outro meio legislativo alterar a CF, só por meio de emenda 
V \u2013 Irrenunciável: o ente político não pode abrir mão da competência tributária em caráter definitivo. A União não pode dizer que nunca vai instituir um poder que a CF deu. 
Espécies de competência: a Doutrina não é harmônica. 
1º: Cumulativa ou comum: instituída no art. 145 da CF, competência atribuída a uma ou mais entidades políticas. 
Cada ente político poderá instituir imposto especificado pela CF.
2ª Privativa ou exclusiva: é atribuído específica e exclusivamente a um ente público. Ocorre quando algum ente público poderá instituir determinado tributo.
3ª Residual: é o poder de instituir outros tributos não previstos na CF. Só a União detém esta competência \u2013art. 154, CF. Este imposto tem que ter um fato gerador e base de cálculo distintos dos demais. 
4ª Especial ou extraordinária: a CF atribui à União a possibilidade de instituir imposto extraordinário ou de guerra art. 154, II. Imposto especial criado naquela situação e deixado de cobrar se a situação parar. Pode ter competência distinta da competência da União sobre um fato gerador de um tributo que não seria dela.
5ª Cumulativa: duas situações
Art. 147, CF: nos territórios não tem estado, quem cobraria o imposto estadual é a União. Se o território não for dividido em município, a União cobraria o IPTU também. 
Art. 32, CF: competem ao DF os impostos estaduais ou municipais, porque o DF não está dividido em municípios. 
mariana@pss.adv.br
AULA 4 \u2013 03/02/2016
IMPOSTOS
- Uma das espécies tributárias de competência comum. A distribuição da CF adota alguns critérios.
- Critérios para distribuição das competências
1º critério material
A CF estabeleceu a competência de cada uma das pessoas políticas de tal forma que uma não pode invadir a esfera da outra. Assim, cada ente político só poderá tributar os fatos descritos na hipótese de incidência dos seus impostos. 
Hipótese de incidência? Situação hipotética. Ex: cabe a União instituir imposto de grandes fortunas. Se for criado este imposto, a situação hipotética (fato gerador é ter grande fortuna).
Já estão estabelecidas pela CF todas as hipóteses (163, CF) 7 situações em que União poderá instituir impostos: produtos importados, produtos a serem exportados, renda, produtos industrializados, operações financeiras, território rural e grandes fortunas.