MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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já que aqueles vinculados não (taxas). Então, seriam os impostos, contribuições e empréstimos compulsórios.
Art. 77, CTN define taxa e suas hipóteses de incidência. Mas, existe a isenção de taxas para situações de pobreza, aplicando assim, o princípio da capacidade contributiva.
Mas, segundo a teoria mais clássica não se aplicam às taxas pelo seu caráter comutativo o Estado faz algo e nós retribuímos, custeando. 
A própria cobrança da taxa já seria a aplicação da justiça fiscal, não sendo necessário graduá-la de acordo com capacidade contributiva de cada um.
Teoria do mínimo vital: aquele que tem tão pouco para sua sobrevivência não deve ser privado pelo Estado daquilo que é indispensável a sua subsistência.
Princípio do não-confisco: não avançar tanto na tributação a ponto de confiscar o bem que está se tributando.
Ainda que de maneira esparsa, vê-se a aplicação da capacidade contributiva às taxas, como por exemplo, o caso da isenção de taxas para pessoas de baixa renda. Lembrando que a própria CF previu acesso para os reconhecidamente pobres.
AULA 16/08/2016
Aplicação concreta do princípio da capacidade contributiva: imunidades, isenções, seletividade e progressividade.
Imunidade significa a vedação à tributação. Aplica-se também às contribuições sociais. 
Não incidência constitucionalmente qualificada existe vedação de tributos em função de alguns valores que a CF escolheu. Ex: imunidades dos livros.
A imunidade está no plano constitucional e não legal. A dispensa por lei chama-se isenção.
A própria CF utiliza o termo isento quanto se trata de imunidade.
Isenção é a dispensa legal do pagamento de tributo pela lei. Ex: isenção de taxa de pagamento de certidões de nascimento para os reconhecidamente pobres teoria do mínimo vital. Ex: dispensa de taxa de inscrição de concurso público para desempregados.
Progressividade: agravamento do ônus tributários conforme o aumento da base de cálculo. Alíquotas mais altas para rendas mais altas proporcionalmente. Ex: IR.
Seletividade: tributar de maneira diferenciada em função da essencialidade. Menores alíquotas para produtos mais essenciais exemplo, produtos da cesta básica. A CF fala expressamente sobre isso no artigo 153, §3º, I (IPI) será seletivo.
ICMS \u2013 art. 155, § 2º, III: poderá ser seletivo. 
Seletividade conforme o tipo e a utilização de veículo automotor: veículos de carga têm alíquotas diferenciadas para IPVA utilitários de cabine simples têm alíquotas menores.
Localização e uso do imóvel IPTU. 
Art. 155, §6º, II: alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização (seletividade).
Previsão expressa na CF por questões judiciais. Ex: na capital paulista, Marta Suplicy tentou implantar o IPTU progressivo em função do bairro e valor do imóvel. 
A CF fala sempre que possível e não uma obrigação.
A solução foi criação de uma EC nº 42/2003: em função do fato de que no passado houve tentativas de se instituir a progressividade, mas fracassadas porque o entendimento do STF é que este princípio só se a aplica com autorização constitucional expressa para tributação de impostos reais.
Art. 156, §1º, I: progressividade.
Art. 156, §1º, II: seletividade.
Elevação de alíquota em face do aumento da base de cálculo progressividade simples.
Desconto a base de cálculo que ultrapassa esse limite previsto da alíquota inferior. Esse \u201cpulo\u201d de alíquotas é de maneira gradual e mais justa. Aplicação de alíquotas maiores para bases de cálculos que ultrapassem o limite para alíquota inferior.
 Ex: até 1000 mil reais, tributa 10%, de 1000 \u2013 3000 mil tributam-se 20% mensal. Se houver progressividade simples, e a base de cálculo for 1500 mil 300 reais. 
Se houver progressividade gradual, tributa os 1000 mil com 10% e os 500 que ultrapassar com alíquota de 20%. 100 + 100 = 200 reais. Normalmente é esta a praticada. 
AULA 17/08/2016
Progressividade gradual: são aplicáveis para os impostos pessoais.
Para impostos reais: só pode ser aplicada essa progressividade se houver fundamento constitucional expresso.
Se for verbal salarial incidirá IR ao tempo que se fosse paga normalmente.
Vedação do tributo confiscatório
Confiscar: tomar para o Fisco. Desapossar alguém de seus bens em proveito do Estado. Onde há proteção à propriedade privada, não se imagina o confisco de bens.
Art. 5º, incisos XXII e artigo 170, II, CF; garante o direito de propriedade. A CF proíbe o confisco de bens. Nos casos de desapropriação art. 5, XXIV, artigo 182, §§ 3º e 4º e artigo 184 prévia e justa indenização em caso de desapropriação que não é confisco.
Art. 170, CF: garantia de propriedade seja no âmbito pessoal, como nos artigo de produção.
A CF admite a pena acessória de perda de bens do condenado artigo 5º, XXII efeito da sentença penal condenatória.
Art. 150, IV: proíbe a utilização do tributo com efeitos de confisco. 
Art. 5º, LXV e XLVI, \u201cb\u201d: prevista a perda de bens como efeito da sentença penal condenatória.
Não posso através do tributo, praticar um confisco. Qual o parâmetro matemático? Não há. O que há uma pretensa aplicação do princípio da razoabilidade, sendo um pouco subjetivo.
Esse princípio do não confisco deve pautar-se pela razoabilidade e o critério informador a atividade do legislador e deve ser dirigido ao intérprete e ao julgador.
Não é um princípio matemático como dito, isso porque não há um parâmetro. 
Limites da capacidade contributiva: a carga tributária está tão alta ou já atingimos o limite? Exemplo: retorno da CPMF.
Aceita uma alíquota alta em casos de extrafiscalidade: bebidas, cigarros, artigos de luxo capacidade contributiva e políticas de saúde para se desestimular o consumo.
Princípio da proibição de limitação ao tráfego por meio de tributos interestaduais e intermunicipais, ressalvado o pedágio artigo 150, V, da CF.
Pedágio direito irrestrito de ir e vir e por isso alguns entendiam que o pedágio seria ilegal. O pedágio é voluntário ou obrigatório? Voluntário, porque em tese pode-se mudar o caminho.
Discutia-se se tinha a natureza de taxa ou não. Cobrança pelo uso da rodovia conservada pelo poder público.
A única restrição de ir e vir permitida pela CF o pedágio.
Esse princípio impede a instituição de tributos de passagem, ressalvado o pedágio pelo uso de rodovia conservada pelo poder público.
Se houve tributação mais gravosa para as operações interestaduais ou intermunicipais, isso implicaria restrição ao tráfego e ao direito de ir e vir. 
A rodovia é um bem de uso comum do povo. 
Esse serviço de conservação é diferente de obra de ampliação. Se a rodovia for ampliada deve-se buscar recurso do orçamento e não do dinheiro do pedágio.
	
Imunidades
Regra geral: consistem em normas negativas de competência.
Onde há imunidade não se pode tributar. Proíbe-se a tributação de determinadas pessoas ou bens ou bases econômicas relativamente a tributos específicos.
Art. 150: fala de impostos. 
Rol acaba trazendo situações que se inspiram na proteção de direito fundamentais. A imunidade dos livros, por exemplo, protege o direito à informação e acesso à cultura.
 O texto constitucional não emprega especificamente o termo imunidades. Ele emprega as expressões: \u201cveda a instituição de tributo\u201d; \u201cdetermina a gratuidade\u201d; \u201cestão isentos\u201d; \u201cgratuito\u201d; \u201cnão incidência, não incide\u201d.
Imunidade: plano constitucional.
Isenção: benefício fiscal que pressupõe a competência tributária e seu exercício e tem como fonte a lei.
Conceito de não incidência: está fora do campo de incidência. Aquele fato não foi previsto na norma como apto à obrigação tributária. A situação não se enquadra na hipótese de incidência. 
Imunidades: somente aquelas previstas pela CF, já que não se poderia se ampliar este rol inspirado na proteção de direito fundamentais garantias fundamentais que não podem ser suprimidas por ECs.
Ex: imunidade dos templos Estado laico, livre crença, tolerância religiosa.
Mas, as atividades religiosas devem ser fiscalizadas, para evitar uma possível atividade econômica com fins de lucro, visto