MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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CF: imunidades aos impostos.
Outras espécies.
Art. 5º, XXXIV: imunidade em relação às taxas.
Art. 195, § 7º, CF: contribuições sociais. 
Art. 149, § 2º, I, CF: imunidades das receitas com exportação. 
AULA \u2013 06/09/2016
Se houver extensão da imunidade para atividades econômicas poderá ocorrer uma concorrência desleal já que a imunidade não se destina ao fito de lucro. Preservação ao princípio da livre concorrência.
Imunidades objetivas e subjetivas
Imunidade objetiva: aquele que se exclui da tributação determinado bem, riqueza ou operação. Ex: livros, jornais ou periódicos. Não se estende às editoras, autores e as livrarias.
Imunidade subjetiva: outorgada em função da pessoa do contribuinte. Ex: imunidades dos templos (entidades religiosas); imunidade dos partidos políticos.
O partido político não teria como finalidade essencial o fito de lucro. Na verdade essa imunidade nunca é absoluta e incondicionada. Art. 150, inciso VI. 
Em alguns casos a regulamentação da imunidade é expressamente requerida texto constitucional.
Art. 146, II, CF: exigência de lei complementar para regulamentação das limitações do poder de tributar. As imunidades são limitações do poder de tributar. Princípio é haver a necessidade de LC.
Art. 150, VI, \u201cc\u201d: faz menção à isenção de impostos de partidos políticos, sindicatos, entidades assistências, atendidos os requisitos previstos em lei. O que se entende é que quando a CF se refere à lei (entenda-se lei ordinária). 
Quando se estiver falando de condições materiais para o exercício da imunidade isso é matéria de lei complementar já que o artigo 146 é expresso neste sentido.
No entanto, os requisitos da entidade são matéria de lei ordinária. Algumas entidades têm o título de entidades de fins filantrópicos através de certificados tratados por lei ordinária.
Requisitos formais para a constituição e funcionamento das entidades de fins filantrópicos devem ser estipulados e tratados por lei ordinária.
Obrigações acessórias: mesmo que a pessoa jurídica seja imune, a pessoa jurídica deve cumprir obrigações acessórias, para efeitos de fiscalização.
A imunidade a determinadas pessoas não dispensa a necessidade de cumprimento das obrigações acessórias, pelo caráter formal e instrumental e o Fisco tem o direito e dever de fiscalizar para se aferir se a finalidade desta imunidade está sendo atingida dever de colaboração com o Fisco (art. 194, § único, do CTN). 
Imunidades genéricas a impostos \u2013 art. 150, VI, da CF (não se aplica às contribuições, apenas aos impostos, quaisquer).
Rol de imunidades
Caput: vedado à União, Estados, Município e DF instituir impostos sobre...
Pode ser objetivas (em função de bens) \u2013 alínea \u201cd\u201d. Livros: imunidade aos papéis destinados a sua impressão matéria prima. Abrange toda a cadeia produtiva do livro.
Ou subjetivas (para determinadas pessoas) \u2013 alíneas \u201ca\u201d, \u201cb\u201d e \u201cc\u201d.
Patrimônio, renda ou serviços seriam abrangentes e praticamente todos os impostos. Em última análise tudo recai sobre eles.
§§ 3º e 4º: vedações
Empreendimentos privados pela livre concorrência. 
Contraprestação: refere-se a taxas. E aqui se tratam de impostos.
Exemplo: partido político compra um imóvel. Tem imunidade para as atividades exercidas, mas se comprar um imóvel deve pagar o tributo correspondente à transação.
Patrimônio, renda ou serviços relacionados às finalidades essenciais nelas mencionadas. Ex: templos finalidades essenciais os templos não se destinam ao exercício de atividade econômica. 
Art. 9º, § 1º, CTN: se uma entidade imune paga salários a terceiros e tem a obrigação de reter na fonte ela continua com essa obrigação a imunidade não a dispensa desta obrigação.
Imunidades recíprocas
Significa que os entes políticos não devem cobrar impostos:
- Patrimônio, renda ou serviços uns dos outros: impedem que os entes políticos cobrem impostos uns dos outros. Não diz respeito às outras espécies. Decorre do princípio federativo.
Art. 150, VI, \u201ca\u201d: impostos sobre patrimônio, renda ou serviços entendimento do STF abarca todo e qualquer imposto.
É proibido que o estado cobre ICMS do município, etc.
Seja no presente ou no futuro.
E se o ente político tiver sob sua alçada algumas ramificações (administração indireta)? Portanto, essa imunidade abrange não só o ente político, mas as suas autarquias e fundações, com base no artigo 150, § 2º, CF. Qual o sentido disso? Autarquias consistem em pessoas jurídicas de direito público que exercem atividades que o Estado sozinho não consegue exercer. Ex: INSS, INCRA, Conselhos de Fiscalização Profissional. Sejam elas federais; estaduais ou até municipais.
Não alcança as pessoas jurídicas de direito privado (art. 173, §2º, CF): empresas públicas e sociedades de economia mista, em regra.
CEF empresa pública não tem imunidade.
Banco do Brasil sociedade de economia mista não tem imunidade.
Apesar de terem regime híbrido por existir capital do Estado e recurso público nessas empresas.
Exceção: STF estende essa imunidade às sociedades de economia e às empresas públicas, desde que prestem serviço em regime de monopólio. Ex: ECT (Correios).
Petrobrás não tem mais o monopólio do petróleo.
Codesp: sociedade de economia mista monopólio de infra-estrutura porto marítimo.
AULA \u2013 12/09/2016
Imunidade dos templos de qualquer culto
Proteção às diversas formas de expressão da religiosidade proteção de valores constitucionais livre manifestação religiosa. 
\u201ctemplo\u201d: entidade religiosa.
- não exige regulamentação imunidade do inciso VI, alínea \u201cb\u201d do art. 150 da CF. Onde está tributos leia-se impostos. Não há menção à regulamentação. 
Essas entidades podem fazer qualquer coisa? Em princípio não, incondicionada à regulamentação. 
Art. 150, § 4º da CF impõe vinculação à finalidade essencial manifestação da religiosidade.
O pastor e o padre não têm imunidade. Essa finalidade essencial engloba reverter os recursos arrecadados para aquela atividade essencial. Aquilo que não é relacionado à atividade essencial gera tributação. Ex: lojas dentro dos templos auferindo lucro. Ex: comprar vassouras para entrar no céu.
Desvios de finalidade nem sempre são fiscalizados. Não existe um efetivo da RFB para fiscalizar estes templos.
A imunidade dos templos abrange apenas os impostos!! Essas entidades pagam taxas e contribuições.
STF a imunidade engloba os imóveis utilizados como residência de padres ou pastores.
Remessa de recursos ao exterior?
- Igreja Católica Romana
- Igreja Adventista
Essas entidades podem ter sede em outros países. Nesse caso, entende-se que são igrejas plurinacionais, é normal que haja uma crença espalhada que se auto-auxiliam. Ex: Vaticano. Então, defende-se que essa remessa de recursos ao exterior deve ser abrangida por esta imunidade.
Casos os templos desenvolvam atividades econômicas submetem-se este ponto à tributação.
A CF veda a imunidade às entidades que auferem lucro, sob pena de violação à livre concorrência.
- Igualdade de tratamento art. 170, CF.
E cemitérios pertencentes às entidades religiosas têm imunidades? O STF entendeu que sim, uma vez que não há finalidade de lucro e não haveria desvirtuamento. Desvirtuamento da finalidade. Justificativa de que os fiéis podem processar a fé sem sair de casa, porém as emissoras de TV lucram!
Imunidade dos partidos políticos, sindicatos, entidades educacionais e assistenciais alínea \u201cc\u201d do inciso VI.
- Abrangem todos os impostos STF. Não só os impostos sobre patrimônio, renda ou serviços. Por quê? Porque os impostos acabam sempre incidindo sobre renda, patrimônio ou serviços. 
STF interpretação ampla.
- As condições materiais para a fruição da imunidade estão sob reserva de lei complementar art. 146, II, CF: este artigo assim preconizar. Agora os requisitos que as entidades devem cumprir para ser imunes; isso é matéria que pode ser regulada por lei ordinária.
- apenas os requisitos formas de constituição e funcionamento dos entes imunes é que podem ser estabelecidos por lei ordinária. Alínea \u201cc\u201d \u2013