MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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O critério material dos estados está definido no artigo 155, CF.
Assim, evita-se a bitributação, que dois entes políticos tributem sobre o mesmo fato gerador.
2º critério territorial
A pessoa política somente poderá tributar os fatos ocorridos em seu território. O município só vai tributar imóvel rural que esteja dentro de seu limite. A União só pode tributar renda de brasileiros.
Gera muita polêmica. Ex: ISS \u2013 competência municipal. 
Tributa-se no local do domicílio do escritório, por exemplo, não importando onde o serviço advocatício foi prestado.
Ex: IPVA estadual \u2013 briga fiscal entre os estados nas divergências entre alíquotas. Exige-se que você tenha o endereço físico naquele estado para evitar que as pessoas comprem carros em outros estados com alíquotas menores.
Bitributação internacional: se não forem definidas as situações hipotéticas. Ex: multinacionais. Isso se resolve através dos tratados e convenções internacionais. 
DOS IMPOSTOS DA UNIÃO OU IMPOSTOS FEDERAIS 
Art. 153, CF.
II: Imposto de importação (de produtos estrangeiros) \u2013 o regramento básico está nos arts. 19 a 22 do CTN que traz as regras básicas. O fato gerador está definido no artigo 19, CTN: entrada do produto estrangeiro no território nacional. Esse momento é no registro da declaração de importação, porque as empresas quando importam, elas tem que declarar. Os contribuintes estão definidos no art. 104 do regulamento aduaneiro. 
IE: Imposto de exportação
Estes dois impostos têm característica extra fiscal: finalidade além da arrecadatória. Utilizados como instrumento de atuação do governo do comércio exterior e interior forma de atuar no comércio, na finalidade econômica do país. 
Fiscal é quando o tributo é arrecadatório, ganhar dinheiro para os cofres públicos, ex. IR.
Art. 23, CTN: fato gerador saída para o estrangeiro de produto nacional ou nacionalizado.
Quando é essa saída? Jurisprudência e Doutrina: na data do registro da exportação no SISCOMEX.
IR: tem característica fiscal. A CF traz princípios próprios dele: generalidade (todos devem arcar com estes impostos sem haver desigualdade fiscal, deve ser o mais amplo possível), universalidade (direito do Estado de exigir de todos os membros da coletividade este imposto), progressividade (a carga tributária do IR deve aumentar à medida que cresça a renda possuída pelo contribuinte) \u2013 CAI NA PROVA este último princípio. A União cumpre isso na alíquota das porcentagens e faixas de contribuição. 
Art. 43, CTN: fatos geradores do IR.
IPI: imposto sobre produtos industrializados. Segundo a CF, obrigatoriamente tem que se submeter ao princípio da essencialidade. Terão alíquotas menores os produtos mais essenciais e alíquotas maiores os produtos supérfluos. Princípio da não-cumulatividade: permite a compensação do que for devido em cada operação com o montante recolhido em operações anteriores. Na prática, a montadora compra o motor, peça, pneu do fornecedor. Todos os fornecedores já pagaram IPI. A montadora quando for vender para a concessionária, ela desconta os valores já pagos por IPI dos fornecedores, para evitar a bitributação. 
IOF: Imposto sobre operações financeiras incide sobre varias operações (art. 153, V, CF): crédito; câmbio; seguros. Característica extra fiscal intervenção no domínio econômico e mercado financeiro. A CF permite que o poder Executivo altere as alíquotas de IOF por meio de Decreto. 
Fato gerador: 63, CTN.
ITR: a competência de disciplinar é da União, mas a capacidade tributária ativa é dos municípios (EC 42/2003).
Art. 29, CTN dispõe sobre o ITR: fator gerador domínio útil e posse do imóvel fora da zona urbana do município.
I. Sobre grandes fortunas: CF atribui competência para a União, mas até não foi instituído. 
AULA 5 \u2013 10/02/16
DOS IMPOSTOS ESTADUAIS E DO DF
Art. 155, CF.
ITCMD: Imposto sobre transmissão causa mortis e doação. Art. 35, CTN compete aos estados instituir sobre a transmissão de bens imóveis e bens relativos a estes. Agora, de acordo com a CF, versa sobre quaisquer bens e direitos, não só bens imóveis (CAI NA PROVA). Art. 155, I, CF.
Se a transmissão é inter vivos não incide mais ITCMD, incide ITBI, que é municipal. Mas, só se a transmissão é financeira, de compra e venda que incide ITBI. 
O ITBI incide apenas sobre bens imóveis. 
Se for doação ou causa mortis, é ITCMD. 
Os contribuintes estão no artigo 42, do CTN: qualquer das partes da operação tributada não se sabe se é quem doou quem recebeu, quem faleceu. Aí os estados fazem a legislação própria. Ver a o estado de São Paulo: Lei nº 10.705/2000, art. 7. 
ICMS (Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre as prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS exportação) \u2013 Art. 155, CF: é o que proporciona maior arrecadação para o Brasil, para os entes políticos. Embora de competência estadual, na divisão das receitas vai uma parcela para os municípios. 
Os serviços são taxativos: transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.
Todos os demais serviços são tributados pelo ISS que é municipal.
Antes CF/88 = ICM
CF: LC 87/96 de caráter nacional. Todos os estados ao instituir o ICMS deverão observar o contido na LC, evitando que os estados atribuam alíquotas menores que os permitidos por essa lei. 
Pode ser seletivo: para produtos mais essenciais a tributação é mais baixa como no IPI. Mas, aqui ele pode ser seletivo, o estado pode optar por alíquotas menores, mas não é obrigado. 
Não cumulativo: em cada operação se desconta o que foi pago na tributação anterior, para evitar a bitributação na circulação de mercadorias \u2013 art. 155, § 2º, I, CF. 
Definição de Contribuinte do ICMS art. 4º, da LC 87/96. 
Toda pessoa física ou jurídica que faça essa circulação com caráter habitual e visando lucro. 
IPVA: Imposto sobre a propriedade de veículos automotores. 
No CTN não há nada sobre o IPVA, porque ele é de 1966 e o IPVA foi criado em 1985.
CTN não faz menção
Imposto real: incide sobre a coisa, assim como o IPTU.
Os impostos reais podem ser progressivos, os pessoais não. Progressivo porque se paga de acordo com o valor do veículo progressividade, pois a alíquota é a mesma.
Progressivo e periódico: periódico, porque é pago a cada ano.
Caráter fiscal: arrecadatório visa arrecadar dinheiro. 
SP: Lei nº 13296/08. Imposto estadual, portanto, cada estado segue sua lei que o rege. Atualizada pela Lei 16029/15.
Contribuinte é todo proprietário do veículo automotor.
DOS IMPOSTOS MUNICIPAIS
Art. 156, CF.
Os municípios ficaram com os impostos que arrecadam menos, por isso ficam com uma parte do ICMS.
I \u2013 IPTU: imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana. Imposto real que incide sobre a coisa. 
CTN, art. 32 trata deste imposto.
Fato gerador: proprietário/ possuidor, de imóvel localizado em zona urbana. 
Art, 32, § 1º: define o que é zona urbana.
\u201cConstruídos e mantidos pelo poder público\u201d: porque às vezes o dono da fazenda faz os melhoramentos, mas aí é ITR. 
Art. 32, § 2º vilas fora do município, desde que cumpridos os requisitos de zonas urbanas, são consideradas urbanas.
Progressividade no tempo (182, § 4º, II da CF): para aqueles imóveis que não são edificados, utilizados ou subutilizados (que não cumprem a sua função social). Terrenos baldios.
Progressividade em razão do valor venal: incluída pela EC 29/2000 que deu nova redação ao artigo 156, §1º, da CF.
Quanto maior o valor venal, paga mais IPTU.
- Alíquotas diferenciadas quanto à localização ou uso: localizado no centro ou em periferia (alíquotas diferentes). A CF permite que o imóvel utilizado por uma fundação, hospital tenha uma alíquota diferenciada do que se fosse um imóvel comercial.
Por mais que a CF diga, tudo deve estar disciplinado por lei municipal que regulamente.
Art. 33, CTN: base de cálculo, que é o valor venal do imóvel.
Art. 34, CTN: contribuinte do IPTU proprietário,