MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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II \u2013 ITBI: Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis
Incide sobre a transferência jurídica da propriedade ITBI, exceto no caso de doação e causa mortis.
Não incide sobre garantia, penhor, hipoteca, porque não está havendo a transferência definitiva do bem.
Não cabem alíquotas progressivas, apenas alíquotas fixas (Araraquara é 2%).
Não importa a localização ou uso, a alíquota é sempre a mesma.
Situação do bem onde está localizado o imóvel o município que arrecada.
O CTN art. 35: não é de competência dos estados, a CF que é posterior ao Código alterou para a competência dos municípios.
Fato gerador: transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso de bens imóveis. Exceto garantia, cessão de crédito. 
Registro no CRI: Cartório de Registro de Imóveis. 
Os municípios cobravam quando da lavratura da escritura no Cartório de Notas.
O STJ pacificou que o imposto incide no registro de imóveis.
Art. 38, CTN: base de cálculo valor venal do bem ou do direito transmitido (usufruto, arrendamento). 
STJ decidiu que a base de cálculo pode ser arbitrada com base no valor de mercado, por causa da discrepância entre valor venal e real. 
O Tabelião pode lavrar com o valor real. 
Art. 42, CTN: o contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada. A lei municipal disporá se será o comprador ou o vendedor.
III \u2013 ISS: Imposto sobre serviço ou ISSQN \u2013 de qualquer natureza
ISS x ICMS
O serviço de transporte intermunicipal e interestadual e comunicação é ICMS, o restante é tributado pelo ISS. 
O transporte municipal é ISS!
Só vai tributar sobre os serviços dispostos na lei disposição expressa (LC 116/2003).
Traz uma lista taxativa de quais serviços serão tributados por ISS.
Há serviços que não são tributados nem por um nem por outros porque não estão no rol taxativo.
Alguns serviços geram dúvidas se é ISS ou ICMS: operações mistas. Ex: baladas sobre a bilheteria e a música paga ISS, sobre a bebida vendida paga ICMS.
Tem que ver qual é a preponderância do serviço. 
O judiciário vai definir.
Se o serviço for personalizado, é ISS. Ex: software, cortina.
Bar e restaurante incide ISS, porque a pessoa vai para lá por causa da prestação do serviço global.
Fato gerador LC 116/03: prestação de serviços constante no rol taxativo da lei complementar.
Base de cálculo é o preço do serviço (de 2 a 5%). Alíquotas diferenciadas em razão do serviço prestado. 
O contribuinte é sempre o prestador de serviço.
A sociedade de profissionais paga ISS fixo. Ex: escritório de advocacia e de contabilidade. Recolhe valor fixo pelo numero de profissionais que eles têm art. 9º, § 3º, do Decreto Lei nº 406/68. 
AUALA 6 \u2013 16/02/16
PROCESSO DE CODIFICAÇÃO 
Tentativa de sistematização mais racional do sistema tributário. Surgiu pela necessidade de consolidar leis esparsas em código, porque o código representa racionalidade a um sistema. Os valores mais importantes devem constar no Código garantem mais previsibilidade e segurança às transações.
Em matéria tributária essa previsibilidade e segurança significam saber com antecedência o quanto vai se gastar com os tributos.
Isso vem da tradição das constituições modernas.
Esses sistemas considerados de direito positivo, colocado através de normas escritas e aprovadas por ritos próprios têm como fonte básica a lei.
No direito tributário a fonte básica é a lei.
Art. 59, § único: disposição sobre lei complementar que disporá sobre a elaboração das leis. 
Essa LC é a 95/98. Quando a CF disser que há necessidade de lei complementar ela fará de forma expressa.
Quando ela disser \u201clei\u201d, entenda-se lei ordinária.
Esse mundo dos códigos é o mundo da segurança jurídica. 
Codificação e ramos do direito: sistematização de normas e regras mais importantes e comuns a ramos do Direito.
O que não foi mais importante é previsto em leis esparsas.
O princípio da legalidade em matéria tributária é de suma importância, porque ele traz o anteparo ao poder real e vem concretizar o princípio da separação dos poderes no sentido de freios e contrapesos de Montesquieu.
Princípio da estrita legalidade diz que é necessária lei para regrar os principais aspectos em relação à cobrança dos tributos e isto está detalhado no artigo 97, do CTN.
Quando vigorar o princípio da legalidade estrita não se admite que um ato infralegal possa tratar do tema. Exceções no artigo 97: o que significa que este princípio da legalidade estrita veio mitigado comportou exceções.
Há tributos de caráter extrafiscal reflexos de políticas econômicas que poderiam conter inobservância à regra de alíquotas.
Para instituir e extinguir tributos é necessária lei, Mas, para fato gerador, majoração de tributos não (são exceções que são até postas no texto da CF).
Exemplo: possibilidade de aumento de alíquotas por algum decreto e não por lei.
O CTN é de 1966 e nesse aspecto foi um diploma que teve partes positivadas na CF, de modo que o que conflita com a CF não foi recepcionado.
Existem outras fontes que não a lei jurisprudência, doutrina, costumes, que exercem papel de proeminência que tentam dar maior fixação à norma tributária que é abstrata.
Art. 100, III, CTN. No direito tributário a maior proeminência está nas leis. Mas, o próprio CTN fala neste artigo em normas complementares que são diferentes das leis complementares.
As leis complementares complementam a CF.
As normas complementares complementam as leis propriamente ditas. 
Art. 100, CTN:
Inciso I: Normas complementares: instruções normativas, portarias, atos normativos. 
Inciso II: consulta tributária feita pela Administração que decide sobre tal assunto de tal maneira esta decisão tenha eficácia normativa atribuída pela lei. 
Inciso III: se algo for praticado de maneira reiterada pela Administração quer dizer que o costume está sendo utilizado como norma complementar.
Inciso IV: convênio entre entes tributadores. Ex: convênio para entrada e saída de mercadorias entre os estados para que não haja bitributação.
Fontes do direito tributário:
Lei partindo da CF. Inicialmente normas constitucionais estruturantes do sistema tributário. A CF distribui competências e institui limitações ao poder de tributar.
Diz quem é que vai poder cobrar e de que maneira será essa cobrança. 
Instituição por lei ordinária. Quando houver necessidade de lei complementar a CF será expressa.
Lei Complementar exige quórum qualificado. Conteúdo não é arbitrário e nem se presume. A própria CF é prevê a necessidade. Somente é necessário LC quando a CF expressamente a requer \u201cmatéria sob reserva de lei complementar\u201d.
Artigos que fazem menção à LC: 146, incisos I a III, CF; 154, I, CF; 155, §2º, XII; 156, III.
A Lei Complementar não é superior a Lei Ordinária.
Se a CF não exige lei complementar significa que lei ordinária pode dispor sobre o tema e não há hierarquia formal entre lei ordinária e lei complementar o que significa que já aconteceu de uma lei ordinária revogar uma lei complementar (pois não é necessário LC para aquele assunto). 
No passado, a lei ordinária 9430/96 revogou a isenção da COFINS que havia sido concedida por lei complementar 70.
Diz que a lei é formalmente complementar e materialmente ordinária.
LC é usada para harmonização de entes federados para se evitar guerra fiscal e limitações no direito de tributar. Atua no sentido de balizamento, de norma geral.
Normas gerais: são aptas a vincular todos os entes federados e os administrados. São diferentes de genéricas (Min. Joaquim Barbosa).
AULA \u2013 07 \u2013 17/02/16
Normas Gerais são aptas a alcançar todos os entes federados, quanto os administrados. Isto acaba sendo uma limitação à competência legislativa dos entes federados que devem observar as normas gerais tributárias. 
Leis complementares: complementam a CF e atua na harmonização da tributação entre os entes federados forma federativa.
Art. 146, III, CF: exemplificativo, que matérias da CF podem e devem ser veiculadas por normas