MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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gerais, ou seja, através das LCs. 
O STF já reconheceu inconstitucionalidade em leis ordinárias que não observaram as regras gerais (estabeleceram prazos decadenciais diferentes, por exemplo).
Não há hierarquia formal entre LC e LO.
Cabe à LC definir os modelos possíveis e os principais aspectos dos diversos impostos.
Ex: LC 87/96 \u2013 ICMS (em face do que é dito na CF).
LC 116/2203 para o ISS. 
A validade da legislação ordinária fica condicionada ao previsto nestas leis complementares. 
RESOLUÇÕES DO SENADO
(ato proveniente da casa legislativa \u2013 Senado) é mais fácil de ser aprovada. 
O Senado é a Casa dos estados federados e a Câmara dos Deputados representam o povo. 
As resoluções do Senado são particularmente importantes, em matéria de tributos estaduais. Ou seja, até no sentido de conferir limites a estes tributos. 
ITCMD \u2013 Art. 155, § 1º, IV, da CF necessidade de fixar alíquotas máximas (\u201cterá suas alíquotas fixadas pelo Senado\u201d entenda-se Resolução do Senado).
Isso é para evitar que os estados fixem alíquotas muito diferenciadas e muito altas.
Outro exemplo (ICMS) é aquele que o Senado aplica às alíquotas interestaduais e de importação. 
Senado estabelece as alíquotas aplicáveis às operações interestaduais e de exportação \u2013 art. 155, § 2º, IV, da CF. 
Por quê? Porque da mesma forma estas alíquotas definem o movimento de mercadorias entre os estados e sem essa limitação, geraria uma guerra fiscal para se atingir uma alíquota mais favorável. Os estados iriam guerrear para atrair estas alíquotas e as operações todas para si. 
Inciso V, \u201ca\u201d e \u201cb\u201d: facultado ao Senado Federal que pode estabelecer alíquotas mínimas.
(Res. 22/1989 e Res. 13/2012 para se evitar a guerra dos portos: da mesma forma os portos dos estados poderiam estar brigando para oferecer uma alíquota mais baixa sobre as alíquotas estaduais de exportação).
É facultado ao Senado estabelecer alíquotas mínimas e máximas de ICMS de operações internas (art. 155, § 2º, V, \u201ca\u201d e \u201cb\u201d).
Observar que estas resoluções têm caráter impositivo ou facultativo. Exercida esta faculdade, os estados estão vinculados a ela. 
CONVÊNIOS
São acordos celebrados entre os estados \u201ctratados\u201d internos. 
Estes acordos são celebrados no âmbito no CONFAZ \u2013 Conselho Fazendário Representantes das Fazendas dos Estados. Reúnem-se periodicamente em Brasília, onde celebram estes convênios. 
Tipos de convênios: 2
1 \u2013 Convênios de cooperação: relativos à permuta de informações entre os entes federados e assistência mútua para fiscalização. Ex: questão do IPVA para quem tem domicílio em SP porque licencia o carro no Paraná. Fiscalização para evitar a mudança de endereço fraudulenta para se evadir dos impostos.
O planejamento tributário é lícito: se a empresa tiver uma parte das operações no Paraná ela poderia licenciar os veículos no Paraná, mas se ela se mudou para lá apenas para fugir dos impostos, ela cometeu abuso de direito.
 
2 \u2013 Convênios de Subordinação: dizem respeito a algumas matérias que a CF faz menção para dar validade para as leis estaduais. Se o estado celebra um convênio com outro, ele tem que cumprir, via legislação estadual. 
Se existe um convênio entre os estados, ele tem que cumprir, assim como os tratados internacionais.
Dizem respeito às matérias reservadas constitucionalmente para deliberação entre os Estados \u2013 condicionam à validade das leis estaduais.
Art. 155, § 2º, XII, \u201cg\u201d: benefícios fiscais (ICMS).
\u201cmediante deliberação dos estados e do DF\u201d \u2013 entendam-se convênios.
Deliberação sobre a concessão de isenções, incentivos e benefícios fiscais de ICMS.
Se o estado conceder um incentivo que contrarie o convênio, poderá ser invalidado.
Ministro Hermam Benjamim: tratamento fiscal uniforme em matéria de ICMS (Recurso Mandado de Segurança 39554/ 2013/CE). 
O estado muitas vezes vai discutir no STF algum estado que estejam descumprindo o acordo. 
TRATADOS INTERNACIONAIS
Esses tratados consistem em acordos celebrados entres os países (pessoas jurídicas de direito público externo). 
Em matéria tributária podem ser veiculados em bloco econômicos - MERCOSUL. E pode haver tratados que sejam bilaterais, para se evitar a bitributação. Ex: pessoa domiciliada no Brasil que vai trabalhar no exterior --: acordos de bitributação.
Ex: jogador de futebol que joga na Itália que declara seu imposto de renda aqui no Brasil. E os seus rendimentos na Itália?
É feito então, um acordo de bitributação: diferença de alíquotas do que é permitido aqui e do que é exigido no exterior, mas para isso é necessário o acordo.
Cumpre uma complexa série de atos até que entrem em vigor. 
Esses tratados só produzem efeitos internamente após uma complexa seqüência de atos.
Estes atos são: previstos nos dispositivos constitucionais. 
Negociação: surge a necessidade de se celebrar um tratado em uma reunião (negociação prévia que poderá vir a ser tema de tratado no futuro).
Escolhem um lugar aprazível \u2013 Fórum econômico mundial na Suíça recentemente.
Diplomacias dos países.
Negociações e assinatura do Tratado pelo Presidente da República.
Aprovação: pelo Congresso por Decreto Legislativo. O Congresso vai analisar aquilo que foi assinado. 
Ratificação: pelo presidente da república mediante depósito do instrumento. O que é isso? O CN aprovou via DL, o presidente acaba tendo que depositar algo aprovado formalmente pelo CN e volta ao âmbito externo, porque cada estado terá que ratificar depois. 
Promulgação: do Decreto Presidencial \u2013 ato do poder executivo. É o texto final do tratado.
Publicação: do texto do Tratado.
Todos estes atos são para internalizar o texto do tratado.
Uma vez incorporados à legislação interna, passam a fazer parte da legislação tributária. O art. 96 do CTN faz menção ao texto dos Tratados.
A discussão que existe é sobre a proeminência dos tratados a respeitos dos direitos humanos. Haveria necessidade ou não de internalização por conta do art. 5º, CF?
Alguns discutiam a necessidade de se dar todo este procedimento para internalizar o tratado. Este procedimento é necessário, porém em direitos humanos, ele é específico, se tratar de garantia e direitos fundamentais. 
AULA 8 \u2013 23/02/16
Uma vez internalizado o tratado, este passa a integrar a legislação tributária por força do art. 96, do CTN tratados e convenções internacionais.
Qual seria o patamar que esses tratados seriam integrados à legislação interna?
Redação anterior do art. 5º, § 2º que versa sobre tratados em matéria de direitos humanos. Antes da EC 45/2004, somente havia o § 2º, acrescentou o § 3º que definiu o quórum de votação nos mesmos moldes da ECs. 
Havia uma discussão sobre que patamar esses tratados seriam incluídos no ordenamento jurídico. 
Direitos humanos: equiparados à ECs.
Nem todos tratados estão afeitos a direito fundamental. 
O STF à época entendia que os tratados em matéria tributária são incorporados como leis ordinárias.
Se assim fosse, poderiam ser revogados a qualquer tempo. Como um país celebra tratado e não cumpre? \u2013 denúncia dos tratados. 
Existe a responsabilidade do país pelo não cumprimento de tratados multas.
Discussão: é norma constitucional ou ordinária? 
Advento do § 3º: para ter status de norma constitucional quórum de votação nos mesmos moldes das ECs.
Mas, especificamente em matéria tributada?
CTN \u2013 art. 98: as normas veiculadas pelos tratados revogam a legislação interna, no que forem conflitantes. 
Expressão \u201crevogam\u201d: Crítica da Doutrina expressão imprópria. Por quê?
Não é revogação, porque a alteração muitas vezes não se refere a todos os produtos, países ou blocos. 
Neste caso, há um tratamento específico para determinada situações e produtos, sendo que a lei interna geral continua aplicável. Isso faz com que não seria um critério de revogação. 
Segundo, Regina Helena Costa (ministra do STJ): diz que os tratados funcionam como normas especiais. 
Qual seria sentido disso? Regramento específico para determinada situação princípio da especialidade, conflito de uma lei geral com especial,