MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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menção própria.
Exige-se lei ordinária tanto para instituição quanto para aumento (majoração) do tributo como para a qualquer modalidade da exoneração da obrigação de pagar tributo. 
Essa necessidade para exoneração da obrigação de pagar está no artigo 150, §6º, CF. Essa exoneração é que quando você concede um benefício ou isenção é necessária lei específica para evitar a inserção de exonerações da obrigação de pagar em leis genéricas. Não se discute a matéria. Havia uma tendência de se colocar matéria tributária numa outra lei que não tivesse nada a ver com aquilo, para que passasse despercebida na aprovação do Congresso. Isto porque a desoneração afeta a todos os contribuintes pagam indiretamente. Ex: desoneração na folha de pagamento afetou o caixa da previdência. Daí a necessidade de uma lei específica não pode ser uma lei que trate de outros assuntos.
A lei para instituir ou majorar decorre do próprio artigo 5º, 150, I, CF.: contem as limitações do poder de tributar. 
Para estabelecer penalidades pelo descumprimento das obrigações de pagar art. 97, V, CTN.: para cobrança de penalidades somente a lei poderá estabelecer.
E também é necessária lei ordinária para estabelecer fato gerador, base de cálculo, isenções/ concessões de créditos presumidos.
Créditos presumidos: são impostos que incidem sobre a circulação de mercadorias (ICMS) que incide em cadeia (produtiva). Aquela pessoa que compra a mercadoria e vende depois. A idéia é que ele não seja cumulativo. Imagine pagar sobre o produto todo e sobre o preço de venda. Só incide tributo na diferença. 
O crédito presumido em impostos em cadeia é um benefício tributário para o comerciante.
Crédito tributário decorre da formalização da obrigação tributária.
Legalidade estrita ou absoluta 
- A lei deverá dispor por completo sobre tais matérias que demandem tratamento por lei, não deixando ao Executivo a possibilidade de regulamentação que não se transige por ato infra-legal.
No caso de obrigação de pagar refere-se à necessidade de lei prevendo todos os seus aspectos.
Legalidade relativa
Seria para algo de menor importância em matéria tributária. É possível no caso das obrigações acessórias. Não há necessidade de lei de maneira exaustiva, o que significa que algo pode ser previsto por decreto em que o Executivo poderá especificar ou detalhar. 
A obrigação da declaração do IR é acessória porque você informa ao fisco quanto você terá que pagar depois.
Se não apresentar a declaração de IR multa.
Ex: qual formulário utilizado para a declaração do IR; a data do vencimento do tributo poderá ser prevista por obrigação acessória.
O Código define que tudo que não for obrigação de pagar é obrigação acessória.
Atenção: o assunto não pode estar sob o regulamento/ reserva de lei complementar.
As medidas provisórias têm força de lei artigo 62, CF.
Provém do poder executivo. Que anteparo seria esse? É como se houvesse uma burla ao sistema.
Mas, elas são aprovadas pelo Congresso Nacional, mas não se prescinde a isso para que surtam efeitos.
As MPs são aceitas em matéria tributária.
A reedição das MPs causava muita insegurança jurídica. 
Mas, hoje em dia, as MPs têm que ser aprovadas no próprio ano para surtirem efeitos no ano seguinte (EC/32 para regrar as medidas provisórias).
Principais aspectos da EC/32
Art. 62, CF com a redação da EC 32/2001
- não se pode veicular MPs para matéria que deveria der tratada por lei complementar. Podem dispor sobre matéria, sob reserva legal, mas não sobre matérias sob reserva de lei complementar. Art. 62, § 1º, III.
- Art. 62, § 2º: para que a MP surta efeitos em matéria de instituição ou majoração tributária no exercício financeiro seguinte (principio da anterioridade) a medida provisória deve ser convertida em lei no mesmo ano que for editada, sob pena de não ser eficaz no exercício seguinte. 
Exceções: impostos de importação, exportação, IPI, IOF e outros destinam-se a extrafiscalidade. Política extafiscal não propriamente arrecadatórias. Ex: quer-se desestimular o consumo de automóveis, aumenta-se o IPI. 
Essa EC veio para sanar situações de insegurança jurídica de se legislar por medida provisória.
Com este regramento mais restrito, ficou mais complicado.
A MP deve ser usada para matéria de relevância e urgência para suprimir o rito processual do processo legislativo.
A EC 32 vetou a MP para algumas matérias, porque estava havendo abusos. Ex: matéria penal. 
O prazo passou para 60 dias prorrogáveis por mais um período apenas.
Art. 62, § 1º: vedações da MP. Alínea d: poderia haver alguma manipulação por parte do executivo no tange a manipulação do direito financeiro. Pedaladas fiscais que envolvem gastos públicos. 
§ 3º: as MPs perdem eficácia se não convertidas em lei no prazo de 60 + 60 dias.
Se ela perder eficácia e aquilo que aconteceu antes de ela perder eficácia a cargo do CN.
§ 4º: não conta o prazo durante o recesso parlamentar.
§ 5º: relevância e urgência pressupostos constitucionais. 
§ 6º: regime de urgência, após o 45º de publicação trancamento da pauta. MPs sobrestará outras matérias até que se aprove ou não a MP. 
§ 7º: Prorroga uma única vez: 60 dias. A votação inicia na Câmara. 
Apreciada pelas Comissões Mistas (§ 9º). 
AULA 11 \u2013 02/03/16
Mesmo rejeitadas pelo CN as MPs ainda surte efeitos por um prazo (60 dias) período de hibernação. É algo questionado pela Doutrina (§ 11º).
Acontece a mesma coisa quando há modificação do texto: vigora a original até que o projeto que a altere seja sancionado ou vetado.
A CF equiparou as medidas provisórias às leis tem sido aceita para a majoração de tributos.
Pois, a aprovação pelo Congresso ocorre, mesmo que a posteriori.
Não se pode criar empréstimo compulsório (espécie de tributo estudado mais adiante) por medida provisória. Isto porque a criação deste empréstimo exige lei complementar e, portanto, não pode ser matéria de medida provisória.
ATOS NORMATIVOS INFRALEGAIS
Decretos, instruções normativas, portarias e ordens de serviço. 
Decretos: se prestam meramente a regulamentar as leis, mas em matéria tributária são mais que isso. 
É mais uma válvula de escape de legislação em matéria tributária. Não é que se legisle por decreto, mas a CF permite o aumento de alíquotas por meio de decretos com força de lei formal. Seria como se fosse uma lei. 
Não se pode dizer, em matéria tributária, que os decretos se limitam à regulamentação estrita das leis. Isto porque, existe esta válvula de escape no direito tributário.
Atenuação a garantias do princípio da legalidade. Art. 153, § 1º, CF: permite que o executivo possa graduar as alíquotas de alguns tributos e se diz que há uma política de extrafiscalidade caráter extrafiscal dos tributos. Mas, dentro de limites previstos pela lei, sendo que a alíquota não pode ultrapassar certo valor.
Art. 97 do CTN: fala da legalidade dos tributos. A alíquota tem que ser fixada em lei. Lembrando que o Código é anterior à CF. Previsão do CTN encampado à CF (foi recepcionado).
São eles: II, IE, IPI e IOF. 
Nestes casos, os decretos são atos do poder executivo com força de lei. Equivaleria do ponto de vista material a uma lei, mas teria efeito de lei formal porque através da alíquota, muda-se outra por decreto.
Art. 177, § 4º, I, \u201cb\u201d, CF: CIDE combustível (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico): combustíveis e seus derivados. Este artigo faz parte da ordem econômica. A matéria tributária está em outros artigos esparsos da CF, como por exemplo, o próprio artigo 5º. 
Art. 150, III, \u201cb\u201d: princípio da anterioridade. Não se aplica para CIDE combustível. Esta alíquota pode ser aumentada e reduzida a qualquer tempo.
Existem os decretos regulamentares propriamente ditos, que são aqueles que prestam a detalhar alguma obrigação acessória. Para explicitar as obrigações acessórias criadas por lei. 
Art. 84, IV, CF: a competência é do Presidente da República Decreto Federal. Esses decretos são expedidos para a fiel execução da lei. 
Ex: quando há a possibilidade