MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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de se delegar um índice cuja correção monetária já foi prevista em lei. Normalmente aspectos de menor importância. Outros exemplos: data de vencimento do tributo, formulário utilizado para a declaração de tributos, indexador de correção monetária prevista em lei, procedimentos da fiscalização tributária.
Os decretos complementam as leis, convenções e tratados internacionais (art. 99, CTN). 
NORMAS COMPLEMENTARES
Art. 100, CTN.
Não confundir com leis complementares. 
O que elas complementam? Leis, tratados e convenções internacionais e decretos. 
Compõe a legislação tributária. Art. 96, CTN.
I - Quais são essas normas complementares? Atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas.
Que atos seriam esses? Portarias, instruções normativas e outros atos que a Administração expede. 
Para quê? Necessidade de explicitar algum aspecto técnico, relativos aos preceitos legais, porque a lei deve ser alguma maneira genérica. Detalhamento da lei para dar uma diretriz para que ela seja interpretada.
Ministério da Fazenda
Receita Federal
Explicitam aspectos legais para que os contribuintes cumpram com suas obrigações.
Também servem para esclarecer dúvidas dos contribuintes e dirimir alguns conflitos.
II - Decisões dos órgãos singulares ou coletivos (jurisprudência administrativa). Ex: a empresa foi autuada e incumbe ao advogado defender a empresa. Entende-se que se deve recorrer administrativamente (processo administrativo fiscal). Existe um órgão de segundo grau administrativo (CARF). Essa instância administrativa que ocorre em primeiro e segundo grau profere decisões com eficácia normativa. Se for proferida uma decisão o contribuinte tem que cumprir. Além disso, essas decisões são vinculantes.
Os grandes contribuintes recorrem, os pequenos pagam.
Quando se discute judicialmente, a empresa geralmente já faz um depósito judicial. Se fizer o depósito em poupança, não vai alcançar a correção dos tributos pela SELIC. Portanto, se retarda o pagamento, mas no futuro se paga com correção muito maior. 
As decisões administrativas são mais técnicas que as decisões judiciais.
III \u2013 práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas costumes administrativos. Se a administração pratica uma determinada conduta você não pode ser punido se observar este padrão estabelecido pela Administração. 
IV \u2013 Convênios celebrados entre os entes federados que entre si celebrem (§ único). Estes convênios se prestam a troca de informações. Ex: convenio para que todos os estados tivessem acesso às placas para saber se tem infração de trânsito. 
§ único: proteger a boa fé do contribuinte. Significa que se o contribuinte cumprir com estas normas complementares, ele estaria garantido, exclui a imposição de juros de mora e atualização monetária da base de cálculo e não poderia ser autuado. 
AULA 12 \u2013 08/03/16
Conceito de tributo e espécies tributárias
Definição de Leandro Paulsen:
Conceito de tributo: conceito analítico, tentando abarcar as espécies tributárias. Note-se que sobre as espécies tributárias, CF incorporou o que já estava sendo feito em relação às contribuições. Antes da CF, algumas figuras discutidas se eram impostos ou não. A união vem aumentando sua fatia arrecadatória, ao tempo que tem despesas com saúde e seguridade. A necessidade foi solucionada com o instituto das contribuições sociais que são destinadas a uma finalidade especifica diferentes dos impostos destinados a gastos especiais do Estado.
Parcela dos tributos arrecadada pela União que é repassada aos estados e municípios.
IPI e ICMS retornam numa proporção mais ou menos em cima do que se arrecadou naquele local. Isso não ocorre com as contribuições e isso ocasionou reclamações dos estados sobre estas contribuições que foram justificadas pela União.
Definição do autor: Cuida-se de prestação em dinheiro exigida compulsoriamente, não há tributo pago em função da vontade, a manifestação da vontade é irrelevante obrigação ex legi, legal. 
Exigidas pelos entes políticos ou pessoas jurídicas de direito público, de pessoas física ou jurídicas, com ou sem promessa de devolução, via de regra, é sem promessa de devolução.
Restituição do IR: declaração de ajuste (receitas e despesas). Existem despesas dedutivas outras não. A restituição é do que se pagou a maior, não é devolução. 
De início, tributa-se sem olhar as despesas.
Existem situações em que existe devolução: empréstimos compulsórios.
Forte na ocorrência de situação estabelecida por lei que revele sua capacidade contributiva: tem que estar previsto em lei. 
Os impostos se referem à capacidade contributiva das pessoas físicas ou jurídicas: quanto mais renda eu tenho mais eu pago referibilidade.
Os impostos são calculados com base na riqueza dos contribuintes.
As taxas têm referência a um serviço prestado pelo Estado. Ex: taxa do lixo. 
Exemplo do que não se apropria. Exemplo do lixo. Considerando que ninguém pesará o lixo de ninguém, se arbitra por residência do mesmo padrão.
Iluminação pública: não dá para saber quanto daquela luz está iluminando minha casa. 
Esses são os serviços indivisíveis.
Poder de polícia: poder de o Estado regrar determinadas atividades e fiscalizar. 
É uma das facetas do poder de império do Estado. 
Imagine se nós não pagássemos tributos, mas de certa forma teríamos que assumir certas tarefas segurança pública.
Espécies tributárias: CF.
A \u2013 impostos: arts. 145, I, 153, 154, 155 e 156 da CF).
B \u2013 taxas (arts. 145, II e 150, V).
C- contribuições de melhoria (art. 145, III).
D \u2013 empréstimos compulsórios (art. 148).
E \u2013 Contribuições especiais (arts. 149 e 195).
Art. 145, I: este artigo não é taxativo, é exemplificativo, porque existem outras espécies tributárias.
Inicialmente só se previam impostos, taxas e contribuições de melhorias. Visando dar fundamento de validade à cobrança de tributos, a CF previu outras espécies tributárias em artigos esparsos. 
- Obrigações em dinheiro \u2013 pecúnia. 
O Estado tributa para atividades de interesse público, mesmo que exercida por terceiros.
Por que se abre mão dos impostos para igrejas?
Porque se entende que estas entidades realizam atividades de interesse social, auxiliando o Estado nesta função, apesar do Estado ser laico. Portanto, há certa renúncia tributária.
Mas, as entidades religiosas devem prestar contas e, eventualmente pode ser autuada, se estiver, por exemplo, exercendo uma atividade comercial, podendo ser tributada nesta atividade.
O Estado não dá conta de fazer tudo sozinho e para se figurar no pólo ativo das obrigações tributárias, tem que ser ente político ou pessoa jurídica de direito público (administração indireta).
Pessoas jurídicas de direito privado não podem figurar no pólo ativo.
Contribuições para Sesi, Senai, Sesc: estes entes são privados, mas exercem atividade de interesse social, portanto elas podem receber uma parcela destes recursos.
Outro exemplo, são as APAEs, as Santas Casas que recebem recursos públicos. Mas, para isso elas têm que promover o interesse público e não há intenção de lucro.
Obrigações que não sejam pecuniárias não podem ser chamadas de tributos. Seriam, por exemplo, prestar serviço militar obrigatório, trabalhar no júri, eleições são obrigações que não são tributos.
Existem dois tipos de obrigações:
Obrigações de pagar: também chamadas de obrigação principal. 
Obrigação acessória: fornecimento de dados ao fisco para que ele possa aferir o quanto que vai ser pago pelo contribuinte colaboração com o Fisco.
Essas obrigações acessórias seriam obrigações de fazer; não fazer e de tolerar. Ex: fazer prestar declaração de ajuste de imposto de renda. 
Não fazer não circular produtos sem nota fiscal.
Tolerar tolerar a presença do fiscal na empresa.
A obrigação acessória não segue a principal aqui. São autônomas.
- Receita compulsória: não há qualquer ocorrência da vontade do contribuinte.
Caráter cogente que a lei a todos obriga --: decorre de obrigação ex legi.
Não constitui sanção de ato ilícito. O ilícito