MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO
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MATERIA DIREITO TRIBUTARIO UNIARA ANO TODO


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faz surgir uma multa, porque houve uma infração. Gera multa e não tributos.
CTN \u2013 art. 113: distingue tributo de sanção ato ilícito, mas depois dá o mesmo tratamento (obrigação de pagar englobou a penalidade pecuniária que decorre de infração).
Multa decorrente de ato ilícito engloba-se como obrigação principal.
Realização de obra pública que implique valorização imobiliária é contribuição de melhoria. Exemplo, construção de viaduto valorizando o bairro, passível de cobrança de contribuição de melhoria que foram beneficiados com a obra.
Ilicitude subjacente: vem de um conceito dos primórdios. Ex: pessoa exerce a medicina em ser médico. Ela vai ser tributada normalmente pelo IR. 
\u201cO dinheiro não cheira\u201d pode ser tributado tudo, atividades lícitas e ilícitas. Se há alguma ilicitude adjacente, mas ocorrido o fato gerador, vai ser tributado. 
O conceito de tributo está do artigo 3º do CTN: \u201cque não constitua sanção de ato ilícito\u201d, \u201ccobrança mediante atividade administrativa plenamente vinculada\u201d: significa que da mesma forma que você tem que tolerar o fiscal, este se deparando com o fato gerador, o fiscal está vinculado à cobrança do débito, não há margem de discricionariedade no caso de configurado o fato gerador. A autoridade administrativa está adstrita. 
Isso também está no artigo 119: sujeito ativo da relação jurídica tributárias são os entes políticos e pessoas jurídicas de direito público. 
Entidade privada só pode ser destinatária de uma parcela da arrecadação, em algumas situações quando exerçam atividade de interesse público. 
AULA 13 \u2013 15/03/16
Quando o fiscal se depara com irregularidades ele tem que autuar. Não pode ocorrer de ser eleita aquela empresa e tendo ocorrido o fato gerador o auditor não tributar. 
Margem de discricionariedade: fiscalizar tais contribuintes. Não é possível ter um fiscal para cada contribuinte. 
O que é possível é eleger critérios de fiscalização: empresas, grandes contribuintes, ramo automobilísticos, médicos. 
Destinação do produto da arrecadação
Sujeito ativo só podem ser o ente político ou a pessoa jurídica de direito público. Já o destinatário do produto da arrecadação poderá ser a pessoa jurídica de direito privado, mas só pode configurar como destinatária do produto da arrecadação se ela for sem fins lucrativos e exercer a atividade de interesse público. Ex: sindicatos, entes sociais autônomos. 
Sindicatos \u2013 art. 8, IV, da CF: contribuição sindical obrigatória (um dia de salário) REGULAMENTADO PELA CLT. Não é aquela contribuição voluntária que se faz para os sindicatos. 
Serviços sociais autônomos: Sistema \u201cS\u201d art. 240, CF. 
Sujeito ativo é aquele que vai exigir o cumprimento dos tributos.
Destinatário é aquele que vai receber os recursos.
Se não fosse assim, haveria uma concorrência desleal nesse sentido.
Plena vinculação ocorrido o fato gerador a autoridade tem o deve de fazer o lançamento. 
O CTN prevê dois momentos: a ocorrência do fato gerador e o lançamento. 
O tributo é uma receita pública que pode ser destinada a terceiros desde que preencham os requisitos.
FGTS é tributo?
Esses valores não entram para os cofres públicos e ficam vinculados a uma conta do trabalhador.
Existem situações que vão permitir o saque. Ex: construção, aquisição de casa própria, aposentadoria.
Poderia ensejar que todos fossem lá ao mesmo tempo quebra do sistema financeiro nacional. Nem todos vão sacar ao mesmo tempo, as hipóteses ocorrem paulatinamente.
Por ser uma vantagem trabalhista, muito se discutiu.
Os tribunais por fim entenderam que não é tributo, pois tem uma vantagem trabalhista.
Critérios para identificação das espécies tributárias
Com a CF essas espécies foram alargadas.
Vantagem ou necessidade de classificar os tributos: cada espécie tem um regime jurídico próprio de modo que se por ventura fizer a classificação errada poderá referendar cobranças que não seriam constitucionais. Ex: tratar uma taxa como imposto ou vice-versa. 
Nem sempre o nome da espécie referenda aquilo que ela realmente é na sua essência. A denominação pode ser imprecisa. Equívocos de denominação podem ocorrer com dois intuitos:
1 \u2013 burlar exigências formais. Ex: para instituir empréstimos compulsórios precisa de LC;
2 \u2013 burlar exigências materiais (violação a bases econômicas). Ex: se eu estou cobrando um imposto e este tem como base de cálculo a atividade estatal, é taxa não imposto. 
Essas burlas aconteciam mais no passado. Ex: chamar taxa de imposto. 
Caso da CPMF: impopularidade pela grande carga tributária, porém a vantagem é que atingiria a economia informal e sistema financeiro que são pouco tributadas. 
Quando criada chamada IPMF: imposto provisório de movimentação financeira. Para dizer que era para uma destinação específica, trocou-se o nome para CPMF, porque tudo que é para destinação específica é contribuição e não imposto.
Portanto, para consertar o equívoco renomear ou requalificar.
A natureza das contribuições foi aferida pelos juristas para apurar sua validade constitucional.
Art. 4º, I, CTN: a denominação é irrelevante.
Critérios para identificação das espécies tributárias
Art. 4º CTN \u2013 1ª parte \u2013 fato gerador.
O fato gerador é um critério insuficiente para identificação da espécie tributária. Não pode haver dois impostos com o mesmo fato gerador e mesma base de cálculo.
Se tiver o mesmo fato gerador de outro, não é possível identificar, porque pode se que se esteja diante de duas espécies diferentes. 
Geraldo Ataliba: destaca a importância da base de cálculo para identificação da espécie tributária. 
2 critérios para se aferir a espécie do tributo: fato gerador e base de cálculo. Ex: tributação da renda da empresa (imposto) e a contribuição sobre seu faturamento.
A base de cálculo é importante para não se intitular imposto como taxa e vice-versa para se burlar algumas exigências e situações.
Art. 4º, II: destinação do produto da arrecadação.
Comentário: dizia que era irrelevante, mas pela CF é sim. Foram instituídas contribuições para finalidades específicas. Ex: não se podem destinar recursos da previdência para outra finalidade. Não se pode desonerar a folha de pagamento com recursos destinados à previdência social.
Entende-se que este artigo 4º, II estaria revogado porque a destinação identifica o tributo. 
A finalidade ou destinação legal do produto da arrecadação é importante e relevante para identificação, determinação da natureza específica do tributo.
Antes isso pertencia ao ramo do Direito Financeiro que se importava com o gasto. 
Se você criasse um verdadeiro imposto e chamasse de taxa, aquelas entidades imunes seriam tributados, porque para taxas não há imunidades.
A destinação específica tem a ver com a finalidade.
Se você chamasse um imposto verdadeiro de contribuição fere regra.
Se você chamar uma taxa de imposto: vai se aceitar que não pudesse ter relação ao custo do serviço.
Art. 145, CF: a taxa exercício do poder de polícia. Está relacionada a serviços públicos.
Repetição do indébito do que é cobrado indevidamente: é o risco na confusão das espécies tributárias.
Segundo Ministro Moreira Alves:
Muito se discutia quantas eram as espécies: impostos, taxas e contribuições de melhorias. O entendimento do ministro Moreira Alves, diz sobre a classificação quinqüipartida dos tributos.
RE 146733-9. 
O artigo 145 da CF não classifica os tributos. Ele apenas arrola os tributos de competência comum (Estados, DF, Municípios e União).
Os empréstimos compulsórios e as contribuições sociais estão especificados nos artigos 148 e 149 da CF (competência exclusiva da União).
Art. 5º, CTN: diz que os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhorias.
Hoje se adota a classificação quinquipartida pela maioria das Cortes e já foi sedimentado.
Antes da CF só o fato gerador.
Hoje se soma ao fato gerador à base a de cálculo e o artigo 145 não listou apenas enumerou os de competência comum e acrescentou os artigos 148 e 149 para mencionar os demais. 
AULA 14 \u2013 16/03/16
Impostos: