Simulado Medicina CursinhoEnergia (1)
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Simulado Medicina CursinhoEnergia (1)


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1) Para fazer a prova, você usará este caderno, que possui 9 (nove) folhas com perguntas, e um cartão-resposta.
 2) Verifique, neste caderno de prova, se constam todas as 40 questões do tipo múltipla escolha. Observe também 
se há falta ou imperfeição gráficas que lhe causem dúvidas. Qualquer reclamação só será aceita durante os trinta 
minutos iniciais da prova.
 3) Você encontrará questões objetivas (tipo múltipla escolha) que apresentam alternativas a, b, c, d. Realizada a prova, 
marque a alternativa correta de cada questão no cartão-resposta.
3.1) Confira, no modelo abaixo, como marcar as suas respostas.
 Questão 01 \u2013 a
 Questão 02 \u2013 c
 Questão 03 \u2013 b
 
Observe com atenção o preenchimento correto dos resultados das res-
postas.
 
Você marcará nos campos específicos as opções de língua estrangeira e 
de curso no vestibular.
 4) Procure responder a todas as questões.
 5) Durante a prova, não se admite que o candidato se comunique com outros candidatos, efetue empréstimos, use 
meios ilícitos para resolver as questões ou pratique atos contra as normas ou a disciplina. A fraude, a indisciplina e 
o desrespeito aos fiscais encarregados dos trabalhos são faltas que eliminam o candidato.
 6) Não será permitida a substituição do cartão-resposta caso haja erro de marcação. Para evitar esse problema, 
preencha-o primeiramente a lápis e depois confirme à caneta. 
 Obs.: use somente caneta esferográfica de tinta azul-escura ou preta.
 7) Não utilize corretor líquido na marcação do cartão-resposta, pois a leitura óptica poderá ser prejudicada.
 8) O gabarito será divulgado ao final da prova na unidade da Rua Saldanha Marinho, 56, e na internet através do site 
www.energia.com.br.
 9) Se houver mais de um candidato com mesma pontuação, o desempate será feito através da verificação do número 
de questões corretas nas disciplinas, obedecendo-se à seguinte ordem: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, 
Matemática, História, Geografia, Biologia, Física, Química e Língua Estrangeira (critério também utilizado pela 
Coperve/UFSC).
10) Em cada sala há um fiscal de prova. Colabore para que a seriedade do Simulado contribua na sua preparação para 
o vestibular.
11) Ao terminar, entregue o cartão-resposta ao fiscal.
INSTRUÇÕES
FÓRMULAS E TABELAS
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REDAÇÃO
Por: Pedro César Josephi*
Em face dos recentes casos envolvendo confusões nas praças esportivas, escrevo para trazer algumas reflexões que 
eu não vi ninguém levantar sobre a Violência nos Estádios e as Torcidas Organizadas.
Antes de mais nada, imperioso ressaltar que sou militante dos Direitos Humanos e dos Movimentos Sociais, e quem 
assim o é, não é a favor da violência gratuita e escandalosa que assusta as famílias brasileiras em dias de jogos de 
futebol, no entanto, defendo intransigivelmente os valores constitucionais e republicanos emanados na Constituição Fede-
ral de 1988, após estes espantarem um período sombrio de mandos, desmandos, censura, proibições políticas de ir e vir, 
violações às liberdades de expressão e de manifestação do pensamento. As garantias constitucionais são conquistas para 
todos e todas. Neste sentido, sou um árduo defensor e difusor da cultura de paz na sociedade.
*Estudante de Direito e militante dos movimentos sociais, dos Direitos Humanos e do Rompendo Amarras
(Disponível em: http://rompendoamarras.org/2013/03/08/reflexoes-para-cronica-esportiva-uma-outra-visao-sobre-torcidas-organizadas/. 
Acesso em: 01 abr. 2013.)
 Considerando o que se afirma na charge e no texto de Cesar Josephi, escreva uma redação de no mínimo 20 e no má-
ximo 30 linhas sobre o tema a seguir:
Torcidas delinquentes devem ser banidas dos estádios; times coniventes, devidamente punidos por quem é de 
direito. 
(Fernando Lira, Carta ao Leitor, Veja, 13 de março de 2013, p. 36.)
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Esquizofrenia na educação e cultura
Por Alcione Araújo
Os números são eloquentes: dos 
186 milhões de habitantes, a educação 
\u2013 estudantes e professores, do ensino 
fundamental ao doutorado \u2013 envolve 55 
milhões. Cotejar esses números com os 
da produção artística é deparar-se com 
outro país. A tiragem média de um ro-
mance no Brasil é de 3.000 exemplares; 
a ocupação média dos teatros, de 18%; 
em crise, as gravadoras têm números 
pífios, e a média de espectadores de 
filmes brasileiros, de 250 mil, está em 
180 mil em 2006.
Os números revelam enorme desin-
teresse pela arte e, deduz-se, cresce a 
distância entre os significados percebi-
dos pelo público e o conteúdo latente 
das formas de expressão. Nem os 55 
milhões envolvidos na educação usu-
fruem da produção artística. O país vive 
esquizofrênica fratura: uma educação 
sem cultura e uma criação artística sem 
público. A economia pode até crescer, 
mas cresce sem alma.
Criação da subjetividade, de per-
cepção subjetiva, as artes interagem 
com as demais metáforas \u2013 filosofia, 
antropologia, sociologia etc. \u2013 criadas 
pela sensibilidade e razão humanas 
para se entender, entender o mundo e se 
entender no mundo. Braço sistematiza-
do da cultura, a educação tem métodos, 
normas e hierarquias para realizar a 
transmissão do saber. A expectativa é 
que, vivenciado o processo \u2013 graduar-
-se, digamos \u2013 se esteja preparado 
e motivado para fruir a arte de várias 
épocas nas suas várias formas. O que 
se vê, porém, são médicos que jamais 
leram um romance, engenheiros que 
nunca foram ao teatro, advogados que 
não vão ao cinema, dentistas que não 
se emocionam com a música etc.
Na origem do fenômeno, uma so-
ciedade que não tem a educação e 
o saber como valores, mas sim como 
meios de ter uma profissão e se inserir 
na produção. Se assegurar o emprego, 
prescinde-se da qualidade no ensino, 
ou, num utilitarismo ingênuo, se dá o 
diploma, cumpriu o papel.
Sem minimizar a importância do 
emprego num país carente dele, com tal 
visão, a educação renuncia à função de 
desvelar universos e se limita a formar 
mão de obra mais ou menos qualificada. 
Compelida pelos vestibulares, a ideia 
reflui aos níveis médios, reduzidos a 
cursinhos preparatórios.
O pragmatismo expulsa as discipli-
nas chamadas de humanidades, que 
dão lugar àquelas de especialização 
prematura. Nessa moldura, a missão da 
universidade \u2013 universalização do saber 
pelo tripé da formação do profissional, 
do cidadão e do homem \u2013 torna-se 
uma trajetória de adestramento para a 
produção.
A história reconhece na aliança entre 
educação e cultura a primazia de criar 
sonhos e inventar meios para realizá-los. 
O valor simbólico da cultura fecunda o 
processo civilizatório, dos valores às leis, 
da política à vida. A herança de coloni-
zado, a exclusão social e a elitização 
da cultura atrelam o futuro da produção 
artística ao que a educação lhe reservar. 
A cultura é dependente da educação. 
Se não cumpre sua missão, sufoca as 
artes. Não se pode pensar a educação 
sem a cultura, nem a cultura sem a 
educação. No espectro cultural, há um 
vácuo entre arte popular \u2013 autônoma 
à educação \u2013 e arte tradicional, dita 
do espírito. Tentou-se fazê-las dialogar 
num amplo projeto nacional popular 
abortado pela ditadura. No "gap" entre 
as duas, irrompeu a indústria audiovisual 
de entretenimento, hoje hegemônica. O 
público, além de introjetar valores dessa 
indústria, assiste à contaminação da 
cultura do espírito e da cultura popular 
pela anódina cultura de massa.
Ao artista, resta o desalento por sua 
obra não chegar ao público, não emo-
cioná-lo nem aguçar sua imaginação, 
não humanizá-lo nem levá-lo a pensar. 
Artista e arte perdem a função, o público 
empobrece e estreita o horizonte da 
sociedade. Não se formam plateias e 
as obras não circulam; não se viabiliza 
economicamente a produção, cujo cus-
to crescente a torna mais dependente 
do Estado, suscetível à discriminação 
política e acomodação estética \u2013