ESTUDO DE CASO HERPES GENITAL UNIDADE BASICA
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ESTUDO DE CASO HERPES GENITAL UNIDADE BASICA


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FACULDADE META-FAMETA
MARIA VERONICA MARTINS DOS SANTOS
ESTUDO DE CASO :HERPES GENITAL
 RIO BRANCO-ACRE
 2017
MARIA VERONICA MARTINS DOS SANTOS
ESTUDO DE CASO :HERPES GENITAL
Trabalho referente à disciplina Estágio Supervisionado II, como requisito parcial na avaliação do curso de graduação em enfermagem, da Faculdade Fameta.
				
 RIO BRANCO-ACRE
 2017
SUMÁRIO
1. HISTÓRICO DE ENFERMAGEM	4
2. AVALIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CLÍNICO	5
2.1 ETIOLOGIA	6
2.2 FISIOPATOLOGIA	6
2.2.1HERPES GENITAL	6
2.3 MEDICAMENTOS UTILIZADOS	8
3 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM \u2013 SAE	9
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS	10
1. HISTÓRICO DE ENFERMAGEM
S.S.S,35 anos reside no Belo Jardim I/Zona Rural. Paciente G II, P II, A I Compareceu a unidade para exame genital, notou \u2013se 02 vesículas estouradas, aparentemente recente, sem costas.
Relatou que +- 2 anos vem apresentando este problema, que geralmente costuma parar por ele mesmo, porém tem incômodos, ardências e gânglios aumentados próximo a fossa ilíaca no período da lesão ativa, negou febre durante os episódios.
 
História da doença:
	
Antecedentes familiares: 
Relata não ter outras pessoas na família com doenças crônicas ou histórico de herpes. Negou tabagismo ou etilismo. Referiu relações sexuais desprotegidas com parceiro, sem lesões sugestivas de herpes.
Apresentação geral da paciente observada:
A entrevista, apresentou lúcida, orientada em tempo e espaço, comunicativa, hipocorada, acianótica, afebril, com queixas de desconforto.Alimenta se bem, não faz atividades físicas, dorme+- 6 hs por dia, mora com seu marido e filhos,moradia de madeira com saneamento básico, peso e altura não foi possível mensurar. Ao exame físico: Cabeça e pescoço:-Consciente, orientada no tempo e espaço, abertura ocular espontânea, pupilas isocóricas, conjuntivas coradas, acuidade auditiva normal D e E sem anormalidade, nariz sem coriza e sem desvio de septo, fala normal, boca sem lesões em lábios e em gengiva, dentição completa. Pescoço sem gânglios palpáveis.Tórax e Pulmões:-Tórax simétrico expansibilidade torácica bilateral, ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares fonéticos.Aparelho Cardiovascular:-Ausculta cardíaca com bulhas rítmicas hipofonéticas em dois tempos. Tempo de enchimento capilar inferior a dois segundos, pulsos periféricos rítmicos cheios e normocárdicos.Abdômen:- Abdômen plano, sem dor à palpação, ruídos hidroaéreos presentes.Aparelho geniturinário:- Característico do sexo feminino, integridade da pele prejudicada por conta da patologia, micção espontânea presente.Aparelho locomotor:- Deambula sem queixas .
2. AVALIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO CLÍNICO
2.1 ETIOLOGIA
Dois vírus distintos podem causar herpes genital:
Vírus do herpes simples Tipo 1 (HSV1)
Vírus do herpes simples Tipo 2 (HSV-2).
A transmissão de herpes genital por ambos os vírus acontece principalmente via contato sexual desprotegido.
O HSV-1 pode se espalhar da boca aos genitais durante o sexo oral. Já o HSV-2 é mais comum na vagina.
O herpes genital é mais comumente transmitido pelo contato com a pele de uma pessoa infectada que tem lesões visíveis, bolhas ou erupções (uma crise ativa), mas você também pode contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada mesmo quando NÃO há lesões visíveis (e a pessoa pode nem saber que está infectada) ou pelo contato com a saliva ou com fluidos da vagina de uma pessoa infectada. 
Como o vírus pode ser transmitido mesmo quando não há sintomas ou lesões presentes, um parceiro sexual que tenha sido infectado com herpes no passado, mas que não tem lesões ativas da doença, pode transmitir a infecção a outras pessoas.
2.2 FISIOPATOLOGIA
2.2.1 	HERPES GENITAL
O herpes simples é uma doença infecciosa muito contagiosa,causada por dois vírus da família do herpes viridae, o hsv-1 e o hsv-2.Infectam algumas células de forma lítica causando lesão, ou seja ocorre a destruição da célula, já em outros casos ela se encontra em estado latente podendo aparecer mais tarde. É caracterizada pela erupção de bolhas cheias de serosidade e podendo aparecer por toda parte, sendo sobretudo freqüente nos lábios e órgãos genitais. A erupção é acompanhada de febre, o que indica o caráter infeccioso.
SINAIS E SINTOMAS
Grande parte dos indivíduos infectados com a herpes genital pode não apresentar sintomas. Quando há sintomas, os principais são:
Surgimento de manchas vermelhas e bolhas esbranquiçadas após a infecção;
Aparecimento de irritações e dores em torno de dois a dez dias após a contaminação;
Lesões e erupções nas regiões genitais;
Pequenas bolhas agrupadas nas regiões genitais;
Dor e possível sangramento ao urinar;
Há formação de cascas no momento da cicatrização;
Ínguas que causam sensibilidade na área da virilha;
No caso das mulheres, pode haver corrimento vaginal e dificuldade para urinar.
DIAGNÓSTICO 
 A partir do relato dos sintomas, o médico pode pedir outros exames para certificar o diagnóstico de herpes genital. Entre esses possíveis exames estão:
Exame de sangue que pode apontar se há a presença de anticorpos contra o vírus do herpes genital;
Cultura de vírus: procedimento no qual o médico fará a coleta de uma amostra da lesão do paciente, a fim de analisar em laboratório;
Exame PCR ou exame de reação de polimerase em cadeia, que consiste na coleta de amostra da lesão que se encontra na genitália para fazer uma leitura do DNA do paciente e detectar a presença do vírus.
2.3 MEDICAMENTOS UTILIZADOS
Aciclovir 400mg-VO 8/8hs p/07 dias
Aciclovir creme -4/4hs
Sabonete protex p/ banho
3. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM \u2013 SAE
	DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM
	OBJETIVOS
	INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
	Risco de recidiva da infecção ou disseminação da infecção;
	Sensibilização do paciente quanto a adesão ao tratamento para evitar recidiva e disseminação da doença;
	- Realizar uma boa higiene local para prevenir uma superinfecção;
-Usar preservativos ou evitar ter relações sexuais até que os sinais e sintomas desapareçam
	Risco de desgaste psicológico relacionado a doença caracterizado pelo preconceito.
	Proporcionar esclarecimento e dúvida a fim de diminuir o sofrimento.
	-Proporcionar uma conversa a fim de esclarecer todas as dúvidas;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
http://revistas.ufpr.br/cogitare/article/viewFile/44326/26812 acesso em 20/08 as 20:03.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA - ANVISA. RDC 50 - Regulamento Técnico para Planejamento, Programação, Elaboração e Avaliação de Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde. Brasília. 21 de fevereiro de 2002.
http://apps.cofen.gov.br/cbcenf/sistemainscricoes/anais.php?evt=8&sec=44&niv=5.3&mod=2&con=2926&pdf=1 acesso em 28/08/17 as 22:49.