Nocoes de Igualdade Racial e de Genero
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Nocoes de Igualdade Racial e de Genero


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jurídico, qual seja: o habeas corpus. 
Este remédio constitucional tem por escopo assegurar a efetiva aplicação do direito de locomoção, ou 
seja, o direito de ir, vir e permanecer em um determinado local. 
Como é possível perceber, este remédio constitucional poderá ser utilizado tanto no caso de iminência 
de violência ou coação à liberdade de locomoção, como no caso de efetiva ocorrência de ato atentatório 
à liberdade supracitada. 
Assim, são duas as espécies de habeas corpus: 
- Preventivo ou salvo-conduto: Neste caso o habeas corpus será impetrado pelo indivíduo que se achar 
ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de 
poder. Esta espécie de habeas corpus será impetrada na iminência de ocorrência de violência ou coação 
à liberdade de locomoção, com a finalidade de obter um salvo-conduto, ou seja, um documento para 
garantir o livre trânsito em sua liberdade de locomoção (ir, vir e permanecer). Por exemplo, Fulano está 
sendo acusado de cometer um crime de roubo, porém existem indícios de que não foi ele que comete o 
crime, este impetra o Habeas Corpus preventivo, o juiz reconhecendo legítimos seus argumentos concede 
a este o salvo-conduto, que permitirá que este se mantenha solto até a decisão final do processo. 
- Repressivo ou liberatório: Aqui haverá a impetração quando alguém sofrer violência ou coação em 
sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. Assim, estamos diante de um ato 
atentatório já realizado contra a liberdade de locomoção do indivíduo. Nesse passo, o habeas corpus será 
impetrado com a finalidade de obter a expedição de um alvará de soltura (documento no qual consta 
ordem emitida pelo juiz para que alguém seja posto em liberdade). 
 
LXIX- conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições de Poder Público; 
 
O mandado de segurança é outro importante remédio constitucional que tem por objetivo a tutela de 
direito líquido e certo, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso do poder for autoridade pública ou 
agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. 
De acordo com o inciso supracitado, o objeto desta ação constitucional é a proteção de direito líquido 
e certo. 
Direito líquido e certo é aquele que pode ser demonstrado de plano, através de prova pré-constituída, 
sendo, portanto, dispensada a dilação probatória. 
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É importante salientar que somente será possível a impetração de mandado de segurança, nos casos 
não amparados por habeas corpus ou habeas data. Isso ocorre pelo fato de que é necessário utilizar o 
remédio processual adequado ao caso. Caber ressaltar que um dos requisitos mais importantes para a 
impetração do mandado de segurança é a identificação da autoridade coatora pela ilegalidade ou abuso 
do poder. De acordo com o inciso em questão a autoridade poderá ser pública ou agente de pessoa 
jurídica no exercício das atribuições de Poder Público. Para fins de impetração de mandado de segurança, 
autoridade é o agente investido no poder de decisão. É importante tal caracterização, pois, desta maneira, 
não há o risco de ilegitimidade passiva na impetração do mandado de segurança. 
Similarmente ao habeas corpus, existem duas espécies de mandado de segurança: 
- Preventivo: Quando estamos diante de ameaça ao direito líquido e certo, por ilegalidade ou abuso de 
poder. 
- Repressivo: Quando a ilegalidade ou abuso de poder já foram praticados. 
 
LXX- o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
 
Neste inciso encontra-se presente o remédio constitucional denominado de mandado de segurança 
coletivo. Este remédio constitucional tem por finalidade a proteção de direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, por ilegalidade ou abuso de poder referente à proteção ou reparação 
de interesses da coletividade. 
É importante salientar que somente serão legitimados para a impetração do mandado de segurança 
coletivo os disposto no inciso supracitado. São eles: 
- Partido político com representação no Congresso Nacional; 
- Organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída há pelo menos um 
ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados. 
Cabe frisar que deverão ser obedecidos todos os requisitos estabelecidos para que seja possível a 
impetração do remédio constitucional. Ressalta-se ainda, que uma associação legalmente constituída há 
menos de um ano não pode impetrar mandado de segurança coletivo, pois há necessidade da 
constituição legal desta por, no mínimo, um ano. Ademais, há necessidade de que o objeto da tutela seja 
a defesa dos interesses dos membros ou associados, sob pena de não consagração do remédio 
constitucional supracitado. 
Outrossim, para que os partidos políticos sejam legitimados ativos para a impetração de mandado de 
segurança coletivo há necessidade de que estes possuam representação no Congresso Nacional. 
 
LXXI- conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
Este inciso traz, em seu bojo, o mandado de injunção, que tem por escopo principal combater a 
inefetividade das normas constitucionais. Para que seja possível a impetração de mandado de injunção 
há necessidade da presença de dois requisitos: 
- Existência de norma constitucional que preveja o exercício de direitos e liberdades constitucionais e 
das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
- Inexistência de norma regulamentadora que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
A grande consequência do mandado de injunção consiste na comunicação ao Poder Legislativo para 
que elabore a lei necessária ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais. 
 
Durante muitos anos não houve uma lei regulamentando o procedimento do mandado de injunção, 
e por tal razão, aplicava-se, por analogia, as regras procedimentais do mandado de segurança. 
Contudo, após longa espera foi editada a Lei nº 13.300/2016, que disciplina o processo e o 
julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo. 
A grande consequência do mandado de injunção consiste na comunicação ao Poder Legislativo 
para que elabore a lei necessária ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais. 
 
LXXII- conceder-se-á habeas data: 
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a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes 
de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou 
administrativo; 
 
O habeas data, considerado como um remédio constitucional tem por escopo assegurar o direito de 
informação consagrado no artigo 5º, XXXIII, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
De acordo com o princípio da informação todos têm direito de receber informações dos órgãos públicos, 
sendo apresentadas algumas ressalvas. Assim, o habeas data é o remédio constitucional adequado à 
tutela do direito de informação,