INTRODUÇÃO.CONCLUSÃO TCC
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INTRODUÇÃO.CONCLUSÃO TCC


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realidade que se impôs, entretanto ao relacionamento fora do casamento, afastou da idéia de família o pressuposto do casamento, verificando como família a união estável entre um homem e uma mulher.	
	Assim, as garantias institucionais, muitas vezes consagradas e protegidas por leis constitucionais, não seriam direitos atribuídos diretamente as pessoas, mais as instituições definidas, tais como a maternidade , a família, o funcionalismo público por exemplo, que são protegidas diretamente como realidade sociais objetivas e somente de forma indireta se inspiram para proteção dos direitos individuais.
	Até aqui se procurou deixar explicito o fenômeno da constitucionalização e sua principiologia, que repercute diretamente na família, pois é a origem do cidadão que formam a sociedade a qual se destina. 
2.3 OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS APLICADOS A FAMÍLIA 
	Uma nova maneira de ver o direito emergiu da constituição Federal como uma verdadeira carta de princípios, impondo a eficácia a todas as suas formas definidoras de direitos e garantias fundamentais (CF5. Parágrafo 1°).
	
				Nas palavras de Paulo Bonavides:
Os princípios constitucionais foram convertidos em alicerce normativo sobre qual assenta todo edifício constitucional, o que provocou sensível mudança na maneira de interpretar a lei. Muitas mudanças levadas a efeito são fruto da identificação dos direitos humanos, o que ensejou o alargamento da esfera de direitos merecedores de tutela.
	Dessa forma, encontram-se diversos princípios de direito de família nela contidos, sejam implícitos, como o caso do respeito, afetividade, igualdade entre os membros de todas as espécies do direito de família ou materialmente demonstrado no art.226 da CRFB/88, in verbis.
2.3.1 PRINCIPIO DA RATIO DO MATRIMÔNIO E UNIÃO ESTÁVEL
	Tal princípio deve ser elencado a ser um dos mais importantes acerca de um novo Direito de Família, tendo em vista, o mesmo possui um fundamento básico do matrimônio, da vida conjugal e do companheirismo, a afeição entre os cônjuges, para que pendure uma completa comunhão de vida.
				
				Segundo Gomes:
Não se confunde, entretanto, com a affectio maritalis dos romanos, nem com a sua causa ou função social. São os fins do casamento, considerado in abstrato que a constituem. As leis não os discriminam, mais a causa é inferida a um dos institutos, devendo ser baseados, segundo Tamburrinos. Nas disposições legais respeitantes aos direitos e obrigações comuns aos cônjuges. A ratio, é porém, o suporte do casameto e a razão por que essas finalidades se cumprem. O que há de novo é a tendência para fazer da affectio a ratio única do casamento, e com a tamanha força da dissolução do vinculo matrimonial passou a ser admitidas em algumas legislações como um efeito do desaparecimento de suja ratio, toda vez tenha fracassado e não possa ser reconstituído.
A função social do casamento ou da união estável consiste na construção de um consortium fundado sobre o amor.
2.3.2 PRINCIPIO DA IGUALDADE ENTRE CÔNJUGES E COMPANHEIROS
	Trata-se da igualdade entre os cônjuges e companheiros no que diz respeito aos direitos e deveres. Imprescindível é mencionar sobre o sistema patriarcal, o poder do marido é suprida pela autoridade conjunta e indivisa, não mais se justificando a submissão legal da mulher.
	Em equivalência da atuação do casal e seus papeis fundamentais, tudo se deu inicio com o Estatuto da mulher casada, a Lei n° 4.121/62, segundo Diniz:
					
 Ourtougava a mulher a condição de colaboradora do marido, que ainda mantia a chefia na direção material e moral da família. [...] estabelecia o exercício conjunto do pátrio poder conferia o direito a mulher colabora no patrimônio comum, autorizava a mulher exercer a profissão que quisesse, e dava a mulher autonomia econômica e franqueava-lhe constituir um patrimônio reservado livremente administrato por ela [...]
É necessário a igualdade na própria lei, ou seja, não basta que a lei seja aplicada igualmente para todos. O sistema jurídico tratamento isonômico e proteção igualitária a todos os cidadãs no âmbito social.
2.3.3 O PRINCIPIO DA IGUALDADE ENTRE FILHOS 
	O principio da igualdade entre os filhos encontra-se previsto no artigo 227, parágrafo 6° e nos artigos 1.596 a 1.629 do CC, onde explicita o direito positivo a impossibilidade de distinção entre filhos legítimos, naturais e adotivos, permite o reconhecimento dos filhos adotivos fora do casamento, bem como proíbe que se revele no assento do nascimento a ilegitimidade simples e a espuridade;
	Existe uma diferença entre as categorias de filiação seria o ingresso, ou não no mundo jurídico por meio de reconhecimento, ou seja, o filho matrimonial e o filho não matrimonial, reconhecido e não reconhecido.
	No entanto, existem diversas categorias de paternidade como a jurídica, a biológica, e a sócio-afetiva, todavia a socioafetiva, talvez mais importante que a biológica.
	De nada vale um pai reconhecido biológicamente como tal, se lhe é estranha a demonstração de sentimentos para com seu filho.
2.3.4 PRICIPIO DA LIBERDADE NA FAMÍLIA 
	A liberdade e a igualdade foram os primeiros princípios reconhecidos como direitos humanos fundamentais, de modo a garantir o respeito à dignidade da pessoa humana. O papel do direito é coordenar, organizar e limitar, justamente para garantir a liberdade individual.
	O princípio da liberdade é fundado no livre poder de escolha ou de autonomia de constituição, realização e extinção de uma comunhão de vida familiar por meio de casamento ou união estável, sem qualquer imposição ou restrição externa de parentes da sociedade ou do legislador. A livre aquisição da administração do patrimônio familiar ( arts. 1.642 e 1.643 CC), ao livre planejamento familiar, (art 1565, CC), intervindo o estado de propiciar recursos internacionais e educacionais em exercício a esse direito. 
			
CAPÍTULO 3
FAMÍLIA SOCIOAFETIVA
A pretensão do referido capitulo é o de se demonstrar a importância dos sentimentos afetivos na convivência dos membros familiares. Para isso, faz necessário aprofundar-se numa configuração didática, para depois analisá-los através de uma visão socioafetiva. 
3.1 CONCEITO DE AFETIVIDADE
	A palavra \u201cAfeto\u201d não está no contexto constitucional, ao reconhecidas como entidade familiar merecedora de tutela jurídica as uniões estáveis, que se constituem sem o selo do casamento, isso significa que a afetividade, que une e enlaça duas pessoas, adquiriu reconhecimento e inserção no sistema jurídico. Ou seja, houve a constitucionalização de um modelo de família eudemonista e igualitário, com maior esaçp para o afeto e a realização individual.
	O princípio jurídico da afetividade faz despontar a igualdade entre irmãos biológicos e adotivos e o respeito a seus direitos fundamentais. O sentimento de solidariedade recíproca não pode ser perturbado pela preponderância de interesses patrimoniais. É o salto à frente da pessoa humana nas relações familiares. 
	O afeto por sua vez, não é fruto da biologia. Os laços de afeto e de solidariedade derivam da convivência familiar, não do sangue. A posse de estado filho, nada mais é do que o reconhecimento jurídico do afeto, com o claro objetivo de se garantir a felicidade, como um direito a ser alcançado.
	
			Como diz Maria Berenice Dias:
\u201cA família transforma-se na medida em que se aceituam as relações de sentimentos entre seus membros : valorizam-se as funçõe afetivas da família despontam novos modelos de família mais igualitárias nas relações de sexo, idade, mais flexíveis em seus componentes, menos sujeito a regra e mais ao desejo.\u201d
	Dessa forma, talvez nada seja mais necessário dizer para evidenciar que o princípio norteador do direito das famílias é o principio da afetividade. 
3.1.1 SENTIDO AMPLIADO DE FAMÍLIA
	Conforme Maria Helena Diniz, abrange todos os indivíduos ligados pelo vinculo da consangüinidade ou de afinidade, chega ao ponto de incluir estranhos, como no caso do art.1.412, parágrafo 2°, do CC, em que