Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 1
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 1


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Arteríola aferente
Túbulo contorcido
proximal
Tubo coletor
Túbulo contorcido
distal
Vasos renais Ramo descendente
da alça de Henle
Alça de Henle
Agora, fica mais fácil compre-
ender quando um paciente
diz que \u201cnão deu para segu-
rar\u201d, pois você sabe que isso
pode ser verdade.
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to. Abaixo dele localizam-se feixes musculares estriados para a mic-
ção voluntária.
A ineficiência renal, por qualquer fator traumático ou por doen-
ças, pode levar à perda desnecessária de água e de substâncias impor-
tantes para o organismo, bem como à eliminação excessiva de água e
de elementos indispensáveis ao nosso corpo, como as proteínas, por
exemplo.
A porção final do sistema urinário é a uretra, tubo muscular
curto e estéril (não tem microrganismo) por onde a urina é expelida
para o exterior através do meato urinário.
10.2 Órgãos genitais masculinos
A genitália masculina é constituída externamente pelo pê-
nis (que contém a uretra), a bolsa escrotal , os cordões
espermáticos e os canais deferentes; e internamente pela prós-
tata e vesículas seminais.
O pênis é formado por três colunas de tecido erétil vascular
reunidas por tecido fibroso, capazes de sofrer considerável aumento ao
se encher de sangue durante a ereção. Em sua extremidade, há um
alargamento cônico que constitui a glande, dotada de numerosas e dimi-
nutas glândulas responsáveis pela produção de esmegma (substância que
serve para lubrificar a uretra distal). O prepúcio é formado pela pele que,
recobrindo o pênis, dobra-se sobre si mesma.
O escroto é uma bolsa frouxa e enrugada, dividida em dois com-
partimentos que contêm os testículos, os epidídimos e a parte mais
proximal dos cordões espermáticos. Sua função não é apenas a simples
sustentação dos testículos, pois exerce importante papel na regulação
Figura 30
Rim
É extremamente importante a
retração do prepúcio para a
higiene da criança e do adul-
to. O acúmulo de esmegma,
além de produzir mau cheiro,
pode causar processos infec-
ciosos.
Coluna renal
Papila renal
Cápsula fibrosa
Pelve renal
Tecido adiposo
Pirâmide renal
Pirâmide renal
Artéria renal
Veia renal
Cálice renal
Ureter
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 1 Anatomia e Fisiologia
da temperatura local em relação ao ambiente. Sendo formada de tecido
elástico e musculatura lisa, contrai-se quando exposta ao frio (para aproxi-
mar os testículos do corpo) e relaxa-se no calor. Assim, mantém uma tem-
peratura constante no seu interior, fator fundamental para que os testícu-
los secretem os espermatozóides.
Os testículos são responsáveis por secretar substâncias que
atuam no impulso sexual e nas características masculinas, além de
produzir espermatozóides, as células responsáveis pela reprodu-
ção Sua atividade inicia-se por volta dos dez ou onze anos, época
em que o corpo começa a apresentar modificações - a produção de
espermatozóides, porém, só ocorre após a puberdade.
As vias espermáticas, que conduzem os espermatozóides, são
compostas pelo epidídimo, ducto deferente, ducto ejaculatório e
uretra. O epididímo tem sua gênese nos próprios testículos e termi-
nam na uretra. Nele, ocorre a maturação final dos espermatozóides
e em sua parte terminal os espermatozóides são armazenados até o
momento da ejaculação. O ducto deferente é a continuação do
epidídimo, que conecta-se com o ducto ejaculador.
O ducto ejaculador surge da confluência entre os canais deferen-
tes e os canais excretores das vesículas seminais, glândulas secretoras
de um líquido especial, rico em frutose, capaz de ativar os movimentos
dos espermatozóides e protegê-los contra a acidez do meio vaginal.
Bexiga
Ureter
Glândulas
bulbouretrais
Vesícula
seminal Intestino
Uretra
Canal deferente
Epidídimo
Canal ejaculatório
e urinárioPê
ni
s
Próstata
Testículo
Bolsa escrotal
Outra glândula acessória da reprodução é a próstata, situada
sob a bexiga, diante do reto (o que permite sua palpação pelo toque
Figura 31
Aparelho genital masculino
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retal), atrás da sínfise pubiana e abaixo das vesículas seminais. Locali-
zada em torno da uretra, libera a urina ou o esperma de acordo com o
estímulo - sendo muitas vezes a responsável pela dificuldade em uri-
nar, nos idosos. Fabrica um líquido de aspecto leitoso que dá ao esper-
ma a cor e odor característicos.
10.3 Órgãos genitais femininos
Utilizando um espelho, a mulher pode facilmente examinar
sua genitália externa ou vulva - conjunto de formações externas que
protegem o orifício externo da vagina e o meato uretral ou urinário.
Pode também observar a presença de duas formações cutâneas
(formadas por tecido adiposo), recobertas por pêlos pubianos, de-
nominadas grandes lábios.
Envolvidas por eles, há duas pregas cutâneas de coloração rosa,
os pequenos lábios. Ao afasta-los, perceberá que em seu ponto de
encontro superior existe um tubérculo arredondado erétil, o clitóris
- fonte de grande prazer feminino -, abaixo do qual nota-se um pe-
queno orifício para a saída da urina, o meato uretral.
Na extremidade inversa ao clitóris localiza-se o orifício vaginal,
que permite a saída do sangue menstrual, a entrada do pênis quando da
relação sexual e a expulsão da criança, no nascimento. Em suas laterais
situam-se as glândulas de Bartholin, que fornecem a lubrificação ne-
cessária à cópula e cuja inflamação resulta na bartolinite.
Na mulher, desde o nascimento, o ovário traz cerca de 400.000
folículos, dos quais mais ou menos 300 irão amadurecer desde a menarca
(primeira menstruação, que ocorre em torno de 11 a 13 anos) à meno-
pausa (última menstruação). A partir da menarca, a cada 28 dias, geral-
mente, um folículo (óvulo imaturo) migra para a superfície do ovário.
Tuba uterina
Ovário
Útero
Canal vaginal
VulvaColo uterino
Clitóris
Tuba uterina direita
Útero
Canal vaginal
Ovário direito
Folículos
Fímbrias Bexiga
Canal uretral
Figura 32
Aparelho genital feminino
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 1 Anatomia e Fisiologia
Os ovários (glândulas anexas, laterais ao útero), responsáveis pela
fabricação dos óvulos, liberam, alternadamente, os folículos, produzindo
estrogênio e progesterona. Estes hormônios, por sua vez, aceleram a
maturação final do folículo, levando-o a romper-se e, assim, liberar o óvulo
- processo chamado de ovulação e que dura aproximadamente 14 dias.
Não sendo fecundado, o óvulo é reabsorvido pelo organismo e os ovários
cessam sua produção até que um novo folículo seja liberado. Nesta cir-
cunstância, o endométrio, camada superficial extremamente vascularizada,
descama e expele determinada quantidade de sangue pela vagina \u2013 a cha-
mada menstruação.
Ao ocorrer a fecundação - encontro do óvulo com o
espermatozóide - o óvulo migra para o útero, onde escava a estrutu-
ra interna que o recobre (endométrio) e nela se fixa, fenômeno de-
nominado nidação.
11- SISTEMA NERVOSO
Você é capaz de parar de respirar? Ou fazer seu coração parar de
bater? Por certo que não. Não temos controle sobre determinadas ações
de nosso corpo. No entanto, esse controle existe e é executado basica-
mente pelo sistema nervoso.
Em geral, o sistema nervoso controla a maioria das funções do
corpo, mediante o controle das contrações dos músculos esqueléticos,
músculos lisos dos órgãos internos e velocidade de secreção de glân-
dulas exócrinas (secreção externa, como o suor) e endócrinas (glân-
dulas que secretam substâncias para dentro do organismo).
O tecido nervoso é constituído por células nucleadas especiais,
denominadas neurônios, com longos prolongamentos capazes de cap-
tar estímulos exteriores como calor, frio, dor. Possuem morfologia com-
plexa, mas quase todos apresentam três componentes. Os dendritos
são prolongamentos numerosos, cuja função é receber os estímulos do
meio ambiente, de células epiteliais sensoriais