Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 1
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 1


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duro
Corneto superior
Corneto médio
Figura 41
Órgão do olfato
Orelha interna - nova denomi-
nação de ouvido.
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Na orelha interna ou labirinto encontra-se o vestíbulo, uma esca-
vação no osso temporal cuja cavidade superior comunica-se com os ca-
nais semicirculares e recebe a denominação de utrículo. A cavidade infe-
rior é chamada de sáculo, que se estende até a cóclea ou caracol - nomes que
Conduto auditivo externo
Membrana timpânica
Ossículos do ouvido Osso temporal
Janela oval
Canal externo da
orelha
Tímpano
Cóclea
Canais
semicirculares
Ossículos: martelo,
bigorna e estribo
Janela
redonda
Membrana timpânica
Trompa de Eustáquio
Figura 42
Órgão da audição e do equilíbrio
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 1 Anatomia e Fisiologia
Você já subiu num lugar muito
alto, como um edifício de vinte
andares ou uma serra? Por
alguns instantes, percebe-se
uma diminuição dos sons e
posteriormente um estalo -
após o que a audição volta ao
normal. Isto acontece devido à
diferença da pressão interna
da orelha com a pressão at-
mosférica, cujo equilíbrio é
realizado pela trompa de
Eustáquio.
facilmente nos levam a imaginar sua forma: um longo tubo enrolado. Este
tubo contém em sua parte interna o órgão de Corti, composto por células
auditivas com ramificações do nervo auditivo, sendo o principal responsável
pela captação de estímulos sonoros.
Quando há qualquer tipo de som, suas ondas penetram atra-
vés do conduto auditivo externo e ao chegarem na membrana
timpânica a fazem vibrar. Os ossículos martelo, bigorna e estri-
bo recebem esta vibração e a encaminham ao ouvido interno.
Desta forma, as vibrações chegam à cóclea ou caracol, onde os
estímulos sonoros são captados e identificados devido a presen-
ça de terminações do nervo auditivo.
Na orelha interna, os canais semicirculares são responsá-
veis pelo equilíbrio de nosso corpo. A ocorrência de determina-
da inflamação ou problemas circulatórios pode gerar uma
disfunção no labirinto, o que acarreta a perda do equilíbrio - mais
freqüentemente encontrada em pacientes com problemas
hormonais, hipertensos, estressados e diabéticos.
12.5 Pele \u2013 tato
Se você quiser adquirir um tecido, como sentir sua textura?
Para perceber se é fino ou grosso não basta olhar, pois inconscien-
temente tocamos no material.
O sentido do tato é transmitido pela pele, que reveste todo o
corpo e possui em sua camada mais profunda as terminações ner-
vosas \u2013 responsáveis por levar a mensagem da sensação ao cérebro.
Com um toque de mão podemos perceber diferenças como liso e
áspero, pequeno e grande, fino e grosso, mole e duro - além de con-
seguirmos identificar objetos sem a necessária utilização da visão.
A pele apresenta vários tipos de receptores sensoriais, formados
por fibras nervosas - cujo agrupamento compõe os corpúsculos senso-
riais, especializados em captar determinados tipos de sensação - por
exemplo, pressão, temperatura, dor. Na extensão da pele percebemos
sensações como frio, calor, dor, coceira, pressão, ardência, etc.
13- SISTEMA ENDÓCRINO
Hoje em dia, é muito comum escutarmos que uma pes-
soa procurou auxílio médico por estar muito gorda ou com atraso
no ciclo menstrual, por exemplo, e que recebeu a informação de
que apresentava problemas hormonais.
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Glândulas Endócrinas presentes no homem e na mulher
e seus respectivos hormônios
Núcleos do hipotálamo
(diencéfalo)
Fatores liberadores e
elaboradores dos
hormônios da parte
posterior da hipófise
Hormônio paratireóide
Mineralocorticóides
Glicocorticóides
Andrógenos
Estrógenos
Adrenalina
Nor-adrenalina
Insulina e glucagon
Pâncreas
Andrógenos
Testículos
Ovário
Estrógenos
Progesterona
Tireoxina
Tireóide
Paratireóides
Folículo-estimulante
Somatotrófico
Tireotrófico
Corticotrófico
Teotrófico
Teinizante
Ocitocina
Antidiurético
Hipófise
Supra
renal
Figura 43
Pineal
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 1 Anatomia e Fisiologia
Mas o que são hormônios? De onde vêm?
Para respondermos precisamos saber que não apenas o sistema
nervoso realiza o controle de funções vitais como digestão, reprodu-
ção, excreção, etc. Elas também são controladas por um sistema que
possui estruturas especializadas para a liberação, na corrente sangüínea,
de determinadas substâncias que irão controlar o funcionamento de vá-
rias células e alguns órgãos importantíssimos para nossa sobrevivência.
Esse sistema recebe o nome de sistema endócrino e as estruturas
que o compõem são chamadas de glândulas endócrinas, que, por sua
vez, liberam substâncias denominadas hormônios.
As glândulas endócrinas, localizadas em várias partes do cor-
po, são a hipófise ou pituitária, a pineal, a tireóide, as paratireóides,
as supra\u2013renais, o pâncreas, os ovários e os testículos.
Em nosso organismo não existem apenas glândulas com
função endócrina. Possuímos órgãos que desempenham a mes-
ma função e não produzem hormônios, mas secretam substânci-
as que serão lançadas na corrente sangüínea, como, por exem-
plo, o rim - que produz a renina que irá atuar no controle da
pressão arterial.
13.1 Hipófise ou pituitária
É uma glândula do tamanho de um grão de ervilha, localizada
no encéfalo, presa numa região chamada hipotálamo. Essa glândula
é a mais importante do corpo, pois comanda o funcionamento de
outras glândulas, como tireóide, supra-renais e sexuais. Produz gran-
de número de hormônios, como os responsáveis pelo crescimento,
metabolismo de proteínas (hormônio somatotrófico), contração do
útero (hormônio ocitocina), controle da quantidade de água no or-
ganismo (hormônio antidiurético - ADH), estímulo das glândulas
tireóide (hormônio tireotrófico - TSH) e supra-adrenais (hormônio
adrenocorticotrófico ou corticotrofina \u2013 ACTH).
Os três tipos de hormônios gonadotróficos atuam no de-
senvolvimento de glândulas e órgãos sexuais, interferindo nos
processos de menstruação, ovulação, gravidez e lactação. São eles:
o hormônio folículo estimulante (FSH), que age sobre a
maturação dos espermatozóides e fol ículos ovarianos; o
hormônio luteinizante (LH), que estimula os testículos e ovári-
os e provoca a ovulação e formação do corpo amarelo; e a
prolactina, que mantém o corpo amarelo e sua produção de
hormônios, atuando no desenvolvimento das mamas e interfe-
rindo na produção de leite.
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13.2 Pineal
A pineal ou epífise localiza-se no diencéfalo, presa por uma
haste à parte posterior do teto do terceiro ventrículo. Contém
serotonina , precursora da melatonina. É um transdutor
neuroendócrino que converte impulsos nervosos em descargas
hormonais e participa do ritmo circadiano de 24 horas e de outros
ritmos biológicos, como os relacionados às estações do ano. A
pineal normal responde à luminosidade, sendo mais ativa à noite,
quando a produção de serotonina é maior que durante o dia.
13.3 Tireóide
Esta glândula - sob controle do hormônio hipofisário TSH
(hormônio tireotrófico) - localiza-se no pescoço (abaixo da laringe e
na frente da traquéia) e libera os hormônios tiroxina e calcitocina,
que intensificam a atividade de todas as células do organismo. O
primeiro atua no metabolismo (todas as reações que ocorrem no
interior do corpo); o segundo, na regulação de cálcio no sangue.
13.4 Paratireóide
Estas quatro glândulas localizam-se, duas a duas, ao lado das
tireóides. Secretam um hormônio denominado paratormônio, que
também regula a quantidade de cálcio e fosfato no sangue.
13.5 Supra-renais
Estas duas glândulas localizam-se sobre cada rim e possuem
duas partes: a externa, chamada de córtex e a interna, de medula.
O córtex da supra-renal produz e libera vários hormônios,
dentre eles a aldosterona, que ajuda a manter constante a quantida-
de de sódio e potássio no organismo. Outro hormônio