Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 1
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 1


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é o cistrol,
cortisona ou hidrocortisona, que estimula a utilização de gorduras e
proteínas como fonte energética, aumenta a taxa de glicose na cor-
rente sangüínea e também atua no processo de inflamações, sendo
largamente utilizada como medicação.
Também produz o andrógeno, o hormônio responsável pelo
desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos.
A medula da supra-renal produz e libera a adrenalina e nor-
adrenalina, que é lançada na corrente sangüínea em situações de
fortes reações emocionais como medo, ansiedade, sustos, perigos
iminentes, etc. A adrenalina estimula a ação cardíaca, aumenta o seu
batimento e dilata os brônquios; noradrenalina aumenta a pressão
arterial e diminui o calibre dos vasos.
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 1 Anatomia e Fisiologia
A insulina e o glucagon influ-
enciam a quantidade de açú-
car (glicose) na corrente
sangüínea. A disfunção do
pâncreas causa o Diabetes
mellitus.
13.6 Pâncreas
Esta glândula localiza-se na cavidade abdominal e possui duas
funções: uma exócrina e outra endócrina. Na exócrina, produz o suco
pancreático que será liberado fora da corrente sangüínea, mais preci-
samente no duodeno, auxiliando o processo digestivo. Na função
endócrina, produz dois hormônios: a insulina, que transporta a glicose
através da membrana celular, diminuindo-a da corrente sangüínea, e o
glucagon, que contribui, estimulando o fígado, para o aumento da
glicose no sangue.
13.7. Ovários
Os ovários são duas glândulas, uma de cada lado do corpo,
que integram o aparelho reprodutor feminino e localizam-se abaixo
da cavidade abdominal, em uma região denominada pelvis ou cavi-
dade pélvica. Ligam-se ao útero através de dois ligamentos denomi-
nados ligamentos do ovário.
Os ovários são responsáveis pela produção e liberação de dois
hormônios, o estrogênio ou hormônio folicular e a progesterona.
O estrogênio controla o desenvolvimento das características sexu-
ais femininas, como aumento dos seios, depósito de gordura nas
coxas e nádegas, aparecimento de pêlos pubianos e estímulo ao im-
pulso sexual. A progesterona, responsável pela implantação do óvulo
fecundado na parede uterina e pelo desenvolvimento inicial do em-
brião, estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias e da pla-
centa e inibe a secreção de um dos hormônios gonadotróficos.
Além de produzir hormônios, os ovários são também respon-
sáveis pela produção das células sexuais femininas, os ovócitos.
13.8 Testículos
Em número de dois, localizam-se na pelvis e fazem parte do
aparelho reprodutor masculino.
Protegidos por uma bolsa denominada bolsa escrotal ou escroto,
produzem o hormônio denominado testosterona, que controla as ca-
racterísticas sexuais masculinas como aparecimento de barba, pêlos no
tórax, desenvolvimento da musculatura e impulso sexual.
Além da produção de hormônio, os são também res-
p o n sáveis pela produção das células sexuais masculinas, os
espermatozóides.
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Pele
Visão global dos órgãos no corpo
Olho
Canal lacrimal
Nariz
Boca
Língua
Glândulas salivares
Faringe
Epiglote
Esôfago
Traquéia
Pulmão
Brônquios
Artéria aorta
Coração
Fígado
Baço
Estômago
Pâncreas
Duodeno
Intestino grosso
Cólon ascendente
Cólon transverso
Cólon descendente
Intestino delgado
Sigmóide
Bexiga
Rim
Figura 44
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 1 Anatomia e Fisiologia
14- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Amabis, JM, Martho, GR. Fundamentos da Biologia moderna. 2a ed. São Paulo:
Moderna, 1999.
Barros, C. O corpo humano. 52a ed. São Paulo: Ática, 1992.
Bates, B. Propedêutica médica. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1987.
Gardner, E, Gray, DJ, O\u2019Rahilly, R. Anatomia. 4a ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1985.
Grande atlas do corpo humano. São Paulo: Edipar, 1987.
Guyton, H. Tratado de fisiologia médica. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1996.
Medicina e Saúde. 1a ed. São Paulo: Abril Cultural, 1980.
Porto, CC. Semiologia médica. 2a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
1994.
SECRETARIA DE ESTADO DO RIO DE JANEIRO, Escola de For-
mação Técnica em Saúde Enfª Izabel dos Santos - Série curricular para
formação do auxiliar de enfermagem - Anatomia e Fisiologia, Rio de Janeiro,
1995.
Kawamoto, EE. Anatomia e fisiologia humana, São Paulo, EPU, 1988.
Moore, KL, Agur, AMR. Fundamentos de anatomia clínica. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2000.
Junqueira, LC, Carneiro, J. Histologia básica. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 1999.
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PPPPParasitologiaarasitologiaarasitologiaarasitologiaarasitologia
e Micre Micre Micre Micre Microbiologiaobiologiaobiologiaobiologiaobiologia
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ÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICEÍNDICE
 1 Apresentação
 2 Relação entre os seres vivos
2.1 Necessidades básicas para a
sobrevivência e perpetuação dos seres vivos
2.2 Classificação dos seres vivos
2.3 Formas de associação entre os seres vivos
 3 Infecções parasitárias e a transmissão dos agentes
infecciosos
3.1 Cadeia de transmissão dos agentes
infecciosos
3.2 Doenças transmissíveis e não-
transmissíveis
3.3 Parasitoses e doenças transmissíveis
3.4 Fatores que influenciam o parasitismo
como causa das doenças infecciosas
3.5 Dinâmica da transmissão das infecções
parasitárias e doenças transmissíveis
3.6 Principais portas de entrada ou vias de
penetração dos agentes infecciosos
3.7 Principais portas de saída ou vias de
eliminação dos agentes infecciosos
3.8 Ações nocivas dos agentes infecciosos e
ectoparasitos sobre os seres vivos
 4 Agentes infecciosos e ectoparasitos e suas doenças
transmissíveis
4.1 Os vírus:características gerais
4.2 As bactérias: características gerais
4.3 Os fungos: características gerais
4.4 Os protozoários: características gerais
4.5 Os helmintos (vermes): características gerais
4.6 Os artrópodes (ectoparasitos):
características gerais
 5 O meio ambiente e as formas de controle dos agentes
infecciosos
5.1 Saneamento básico
5.2 Esterilização e desinfecção
5.3 Medidas de prevenção das infecções e
contaminações
 6 Referências bibliográficas
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132
133
136
93
PPPPP EEEEEAAAAARRRRROOOOOFFFFFIdentificando a ação educativa
1- APRESENTAÇÃO
conteúdo do presente texto corresponde à disciplina
Parasitologia e Microbiologia, integrante do curso de for-
mação profissional de auxiliares de enfermagem.
Inicialmente, abordamos as relações entre os seres vivos, suas prin-
cipais características e formas de associação, como as infecções parasitá-
rias e a transmissão dos agentes infecciosos; a seguir, analisaremos as
vias de penetração e de eliminação destes agentes.
Posteriormente, conheceremos os principais parasitos, ectoparasitos
e as doenças por eles transmitidas.
Finalmente, discutiremos as formas de controle e os mecanismos
de extermínio dos agentes infecciosos.
Em nossa realidade, verificamos constante queda nos investimen-
tos em saneamento básico e saúde pública; por conseqüência, nossa qua-
lidade de vida torna-se pior. Como resultado desse quadro, as doenças
infecciosas e as parasitoses estão cada vez mais presentes.
Visando minimizar tais dificuldades, esperamos que após a atenta
leitura e com base nos conhecimentos adquiridos o público-alvo de nos-
sos esforços, o aluno, consiga identificar e principalmente saber evitar,
de forma muitas vezes simples, fácil, barata e criativa, os tão indesejados
agentes infecciosos, não apenas em seu ambiente de trabalho como em
sua própria casa e comunidade \u2013 na qual representa o papel de
multiplicador das ações de saúde.
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