Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 4
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 4


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quanto à importân-
cia da realização freqüente dos exercícios e sua finali-
dade; ensinar as técnicas mais modernas como a da res-
piração diafragmática, respiração com lábios entreaber-
tos, etc.;
! fisioterapia respiratória: a fisioterapia para limpeza das vias
aéreas inferiores é importante, mas é passível de supervi-
são de profissional especializado. O cliente deve ser orien-
tado e encaminhado.
Um único ataque de falta de
ar não significa, necessaria-
mente, que seja asma. Certas
infecções e algumas substân-
cias químicas podem causar
falta de ar, e isso dura pouco
tempo.
A administração de oxigênio
à pessoa com enfisema só
poderá ser feita sob estrita
prescrição, pois o fornecimen-
to acima do permitido pode
inibir o centro respiratório.
Atualmente, a vacina que
previne a gripe é uma gran-
de aliada no controle destas
afecções, especialmente nos
idosos que são mais suscep-
tíveis.
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4.4 Pneumonia
É a inflamação do parênquima pulmonar, associada
ao aumento acentuado dos líquidos intersticial e alveolar.
A pneumonia tem como causa: microorganismos (bacté-
rias, vírus, fungos e protozoários); broncoaspiração que
ocorre por aspiração de alimentos líquidos ou vômitos;
inalação de substâncias tóxicas ou cáusticas, fumaças, po-
eiras ou gases.
A fisiopatologia da pneumonia é simples. As bactérias
chegam aos pulmões pelas vias aéreas ou, no caso de
bacteremia, através do sangue. Ali se instalam, se reprodu-
zem, lesam o tecido e são atacadas e fagocitadas pelos
polimorfonucleares. Os polimorfos morrem após a
fagocitose, liberando substâncias tóxicas às bactérias e que
também lesam o tecido pulmonar. A mistura das células lesadas, bacté-
rias e polimorfonucleares mortos é que forma a purulência do escarro
na pneumonia.
Alguns fatores de riscos propiciam o desenvolvimento da pneu-
monia, entre eles destacamos:
! ambientes aglomerados e mal ventilados;
! desnutrição;
! tabagismo;
! imobilidade no leito;
! risco para broncoaspiração: hérnia de hiato, posicionamento
incorreto da sonda nasogástrica ou posicionamento no leito
do paciente menor que 30 graus;
! indivíduos imunossuprimidos;
! colonização de bactérias provindas do trato digestivo com
dieta zero;
! condições que diminuam movimento ciliar e reflexo de tosse;
! falta de assepsia no ambiente hospitalar.
As principais manifestações da pneumonia são: febre alta
(38ºC), calafrios, mal-estar, tosse curta e incessante. Dependendo
da gravidade da pneumonia, outros sintomas podem aparecer, tais
como: cianose em lábios e leito ungueal, ansiedade e confusão men-
tal, taquidispnéia, taquisfigmia, rubor facial, dor pleurítica e
estertores (roncos).
A principal complicação da pneumonia é o acúmulo de líqui-
do no parênquima pulmonar ou derrame pleural. O tratamento é a
base de antibióticos, devendo-se evitar o uso de xaropes contra a
tosse.
Os idosos podem não apre-
sentar febre no quadro de
pneumonia devido à diminui-
ção de respostas
imunológicas.
Os exames complementares
mais utilizados são a radio-
grafia de tórax e a cultura do
escarro (catarro).
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 Assistência Clínica
As ações de enfermagem junto ao cliente com pneumonia são:
! incentivar a tosse;
! fornecer nebulização periódica e a drenagem postural con-
forme indicado;
! realizar mudanças de decúbito com intervalos regu-
lares;
! avaliar diariamente características do escarro e do padrão
respiratório;
! fornecer oxigenoterapia quando indicado;
! verificar sinais vitais;
! estimular a ingestão hídrica e alimentação adequada;
! proporcionar repouso necessário;
! evitar a exposição a alérgenos e ao fumo;
! administrar medicação (antibióticos, analgésicos,
antitérmicos) prescrita;
! incentivar exercícios respiratórios gradativos, de acordo
com a condição física do cliente.
4.5 Insuficiência Respiratória
A insuficiência respiratória é uma condição caracterizada pela
incapacidade do sistema respiratório em fornecer oxigênio necessá-
rio para manter o metabolismo, ou quando não consegue eliminar
a quantidade suficiente de dióxido de carbono.
A insuficiência respiratória aguda pode ser uma complicação
da DPOC, ou ser causada em pessoas com pulmões normais em
conseqüência dos distúrbios do sistema nervoso (overdose de dro-
gas ilícitas, lesões cerebrais); pneumonia; anestesia e procedimen-
tos cirúrgicos (destacando-se o pós-operatório imediato).
Os sinais e sintomas que caracterizam esta complicação são: a
dispnéia, taquipnéia, cianose, cefaléia, taquicardia e arritmia cardíaca,
ansiedade, inquietação e confusão mental, crepitações, sibilos e
hipoxemia.
Os cuidados de enfermagem junto ao cliente com insuficiên-
cia respiratória devem considerar:
A embolia pulmonar é uma
complicação das doenças
cardiopulmonares e a causa
mais freqüente é o desprendi-
mento de um trombo que \u201cvia-
ja\u201d através da circulação, obs-
truindo a circulação pulmonar.
Bolhas de ar, gotas de gordu-
ra e fragmentos de tumor e
ainda a imobilidade no leito
também estão associados a
esta complicação.
Você sabia que as bolhas de
ar introduzidas no paciente
por venóclises podem causar
algumas complicações?
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! monitoramento da função respiratória: através do controle dos
sinais vitais, avaliação da coloração e temperatura da pele e
mucosa e do nível de consciência;
! oxigenoterapia: colocar à disposição os materiais para insti-
tuir a ventilação mecânica que poderá ocorrer por exaustão
respiratória e/ou alterações metabólicas (desequilíbrio dos
níveis de oxigênio/dióxido de carbono);
! alívio da ansiedade e medo: fazer companhia, proporcionan-
do segurança e conforto;
! umidificação e fluidificação de secreções: promover a
fluidificação e limpeza das vias aéreas, utilizando técnicas
assépticas;
! mudança de decúbito: promover a mudança de decúbito
em intervalos regulares, atentando para conforto físico;
! aspiração de secreção de vias aéreas.
! Aspirando secreção das vias aéreas
A aspiração de secreções das vias aéreas superiores e inferiores,
através da aplicação de sucção no trato respiratório, visa manter a
permeabilidade das vias aéreas, promovendo a eficiente troca de oxi-
gênio e prevenindo a infecção decorrente do acúmulo de secreção.
Esse procedimento é realizado apenas quando a pessoa não
consegue, por si só, eliminar as secreções. Por se tratar de técnica
traumatizante, deve-se, antes de sua aplicação, tentar a eliminação
espontânea da secreção, solicitando ao cliente que respire profunda-
mente e estimule a tosse. Caso isso não apresente resultado positi-
vo, deve-se proceder à aspiração das vias aéreas.
A remoção da secreção pode ser realizada através do nariz,
cavidade oral e/ou endotraqueal. Para o procedimento, faz-se neces-
sário um aspirador a vácuo (de parede) ou portátil, recipiente de
coleta de secreção, sonda de aspiração de calibre adequado, interme-
diário de látex, luvas e gazes estéreis, solução salina estéril, lubrifi-
cante gel, máscara e óculos de proteção.
Antes de iniciar a técnica, deve-se separar o material e orientar
o cliente acerca da necessidade e importância do procedimento, soli-
citando-lhe que colabore na medida do possível.
A aspiração deve obedecer à seqüência - nasal e oral - que deve
ser rigorosamente respeitada, pois, se a aspiração da cavidade oral
for realizada antes da nasal, isso provocará uma infecção pulmonar,
por causa da flora bacteriana da boca. Devido a aspectos anatômicos,
a aspiração através das narinas facilita o acesso à traquéia.
Procure tranqüilizar o cliente
durante todo o procedimento,
para minimizar a ansiedade
e promover o seu relaxamento
- o que diminui a demanda
de oxigênio.
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 Assistência Clínica
Quando da realização de aspiração de traqueostomia ou cânula
endotraqueal, o profissional deve atentar