Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 6
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 6


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possibilidade de favorecer o
surgimento de encefalite.
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As vacinas são estocadas em câmaras frigoríficas, freezers ou ge-
ladeiras, sob temperaturas que variam entre -20oC e +2o a +8oC, depen-
dendo da quantidade e possibilidade de serem congeladas ou não.
Vacina contra a febre amarela, vacina oral contra a poliomielite (VOP), va-
cina anti-sarampo (VAS), vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice
viral), dupla viral, vacina contra rubéola monovalente
BCG-ID, tríplice bacteriana (DTP), dupla bacteriana (DT e dT), vacina con-
tra a hepatite B, vacina anti-rábica, vacina contra febre tifóide, vacina contra
meningite A, C e B/C, vacina contra Haemophilus influenzae do tipo b,
vacina contra a infecção por pneumococo, vacina contra a influenza
Forma de conservação de vacinas
Vacina Pode ser congelada a \u201320º?
Sim
Não
As unidades básicas de saúde constituem o nível local, no qual as
vacinas são mantidas em refrigerador doméstico (geladeira) de 280 litros,
somente em temperatura positiva (entre +2°C e +8°C). Nesse nível, são
seguidas algumas determinações para o controle da temperatura:
\u2013 o refrigerador deve ser instalado em ambiente ventilado, afasta-
do de fontes de calor e com uma tomada específica para seu
funcionamento. É importante que exista um gerador de emer-
gência ou algum modo que detecte a interrupção do forneci-
mento de energia elétrica;
\u2013 as vacinas devem ser guardadas apenas nas prateleiras, em ban-
dejas fenestradas, semelhantes a escorredores de louça, e fora
de suas embalagens, de forma a permitir a circulação do ar frio.
Portanto, nunca devem ser guardadas na porta da geladeira ou
em suas gavetas;
A água contida nas garrafas
colocadas na parte inferior do
refrigerador deve ser tingida
com cores escuras, como azul
ou roxo, para que nenhum
funcionário possa consumi-la
por engano.
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 Saúde Coletiva
\u2013 o congelador deve ser preenchido com conservadores em gel
(gelo reciclável). Quando necessário, estes também podem ser
utilizados para o transporte das vacinas, em recipientes de isopor
ou poliuretano. Sempre que houver a saída destes recipientes
do congelador, os conservadores ou o gelo devem ser repostos;
\u2013 a gaveta para legumes, situada na parte inferior do refrigerador,
deve ser retirada, para dar lugar a garrafas ou frascos com água
tingida e/ou sal \u2013 os quais serão utilizados para manter a baixa
temperatura do refrigerador, caso haja falta de energia elétrica;
\u2013 é importante que tanto as vacinas quanto as garrafas de água
sejam sempre guardadas a certa distância das paredes internas
da geladeira, pois isto propiciará que o ar circule tanto entre as
prateleiras como entre as próprias vacinas;
\u2013 a verificação da temperatura do refrigerador deve ser feita por
um termômetro de máxima e mínima, que ficará sempre manti-
do em posição vertical, dentro do refrigerador, pendurado na pra-
teleira central, cuja leitura permitirá o conhecimento das varia-
ções entre a temperatura mínima, máxima e a do momento;
Estado Município Unidade Sanitária
Ano Mês Marca da Geladeira ou Freezer Forma de Entrega
D
i
a
Período MANHÃ TARDE
Hora HoraMax MaxMin MinAtualMomento Rubrica Rubrica
Observações
1
2
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5
6
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30
31
F
A
L
H
A
Hora da Falha
Temp. ao encontrar 
a falha
Dias parado 
por falha
07:30 78ºC +2ºC +4ºC XXX
Atual
Momento
Mapa de registro da temperatura
Termômetro de máxima
e mínima
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\u2013 após a leitura do termômetro e sempre que o refrigerador for
aberto, o dispositivo de aproximação das temperaturas deve ser
acionado para que não haja influência da temperatura externa
sob a temperatura aferida;
\u2013 as temperaturas devem ser registradas diariamente, de ma-
nhã e à tarde, em um mapa de leitura fixado na porta do
refrigerador - no qual devem ser registradas todas as vezes
que houve degelo e limpeza interna da geladeira, bem como
alterações no termostato;
\u2013 se possível, deve-se registrar, em impresso próprio, quais va-
cinas estão guardadas no refrigerador e em que prateleiras.
Deve-se ainda colocar um aviso na porta da geladeira, alertando
que não pode ser constantemente aberta, por conter vacinas e
soros;
\u2013 o transporte das vacinas deve ser feito sob temperatura contro-
lada, em recipientes isolantes, e com um termômetro de leitura
externa, nos locais onde este seja disponível. Para garantir a
baixa temperatura, devem ser utilizados conservadores em gel
congelados. Os recipientes isolantes podem ser usados para acon-
dicionamento das vacinas quando a geladeira estiver sendo lim-
pa, ou em campanhas de vacinação.
6.5 Calendário de vacinação
do PNI
No Brasil, as vacinas são administradas de acordo com
o calendário básico de vacinação (ver pagina seguinte) pro-
posto pelo Programa Nacional de Imunizações e inicia-se nos
primeiros dias de vida.
Informes básicos:
\u2013 As vacinas BCG e contra a hepatite B são indicadas
para ser aplicadas o mais cedo possível nos recém-
nascidos.
\u2013 No Brasil, devem ser vacinadas contra a hepatite B
as crianças menores de 2 anos de idade, com exceção dos es-
tados da Amazônia Legal, Espírito Santo, Paraná, Santa
Catarina e Distrito Federal, para os quais vale a recomenda-
ção de se vacinar os menores de 20 anos. O PNI está
gradativamente implementando a vacinação em todo o país
para a população menor de 20 anos, processo esse que deve
ser concluído até 2003.
\u2013 Em situações especiais, a vacina contra a febre amarela pode
ser administrada a partir dos seis meses de idade.
Termostato \u2013 dispositivo em
forma de botão, destinado a
definir a temperatura interna
da geladeira.
Visando evitar tanto a conta-
minação das vacinas como a
alteração da temperatura
interna, os refrigeradores não
devem guardar nenhum outro
produto, apenas as vacinas.
O calendário básico de vaci-
nação do PNI é indicado para
todo o país. Entretanto, os
estados têm a liberdade
de realizar as adequações
necessárias, a fim de
fovorecerem a cobertura
vacinal da população.
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 Saúde Coletiva
IDADE
Ao nascer
1 mês
2 meses
4 meses
6 meses
9 meses
15 meses
6 a 10 anos
10 a 11 anos
12 a 49 anos - mu-
lheres em idade
fértil
60 anos e mais
60 anos e mais (nos
hospitais, asilos e
casas geriátricas)
VACINAS
BCG
Contra a hepatite B
Contra a hepatite B
Vacina oral contra a poliomielite
(VOP)
DTP (tríplice bacteriana)*
Hib (contra Haemophilus influenzae
do tipo b)*
Vacina oral contra a poliomielite
(VOP)
DTP (tríplice bacteriana)*
Hib (contra Haemophilus influenzae
do tipo b)*
Vacina oral contra a poliomielite
(VOP)
DTP (tríplice bacteriana)*
Hib (contra Haemophilus influenzae
do tipo b)*
Contra a hepatite B
Anti-sarampo
Contra a febre amarela**
Vacina oral contra a poliomielite
(VOP)
DTP (tríplice bacteriana)
SRC (vacina tríplice viral)
BCG***
dT (dupla bacteriana tipo
adulto)****
Vacina contra a febre amarela
DT (dupla adulto)
SCR (tríplice viral) ou
SR (dupla viral) ou
Vacina contra a rubéola
Vacina contra a influenza
(gripe)*****
Vacina contra a infecção por
pneumococo
(antipneumocócica)*****
DOSES
Dose única
1ª dose
2ª dose
1ª dose
1ª dose
1ª dose
2ª dose
2ª dose
2ª dose
3ª dose
3ª dose
3ª dose
3ª dose
Dose única
Dose única
Reforço
Reforço
Reforço para sarampo;
dose única para rubéola e
caxumba
Reforço
Reforço
Reforço
Reforço
Reforço para sarampo;
dose única para caxumba
e rubéola
Reforço para sarampo e
dose única para rubéola
Dose única para
rubéola
Dose única
Dose única
PROTEÇÃO CONFERIDA
Formas graves de tuberculose
Hepatite B
Hepatite B
Poliomielite
Difteria, tétano e coqueluche
Meningite