Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 6
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 6


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e outras infecções causadas
pelo Haemophilus influenzae do tipo b
Poliomielite
Difteria, tétano e coqueluche
Meningite e outras infecções causadas
pelo Haemophilus influenzae do tipo b
Poliomielite
Difteria, tétano e coqueluche
Meningite e outras infecções causadas
pelo Haemophilus influenzae do tipo b
Hepatite B
Sarampo
Febre amarela
Poliomielite
Difteria, tétano e coqueluche
Sarampo, rubéola e caxumba
Formas graves de tuberculose
Difteria e tétano
Febre amarela
Difteria e tétano
Sarampo, caxumba, rubéola e síndrome
da rubéola congênita
Sarampo, rubéola e síndrome da rubéola
congênita
Rubéola e síndrome da rubéola
congênita
Gripe
Infecções respiratórias (pneumonias)
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\u2013 Conforme orientação do PNI, nos casos de grave reação adver-
sa com a vacina DTP rotineiramente utilizada a mesma deve
ser substituída pela vacina DT (dupla bacteriana do tipo infan-
til) ou vacina tríplice bacteriana acelular, disponível nos CRIEs
(Anexo I).
\u2013 A vacina dT (dupla bacteriana do tipo adulto) é indicada para a
população a partir de 7 anos de idade, visando realizar o esque-
ma básico, complementá-lo (caso não esteja concluído) e/ou
para reforços, inclusive para as mulheres em idade fértil e ges-
tantes.
\u2013 Caso a criança não tenha recebido as três doses da vacina
contra Haemophilus influenzae do tipo b até os 12 meses de
idade, recomenda-se a administração de uma única dose a
partir desta idade até os 69 meses, o mais precocemente
possível.
6.6 Aspectos importantes
relacionados às vacinas do PNI
a) Contra-indicações gerais
Apesar das vacinas serem indicadas para a totalidade da po-
pulação, nem sempre sua aplicação é possível. Algumas circunstân-
cias podem por a vida da pessoa em risco quando do contato com o
agente imunológico, constituindo-se em contra-indicações gerais,
uma vez que são comuns a todas as vacinas, como o uso prolongado
de corticóides e portadores de neoplasia, imunodeficiência congêni-
ta ou adquirida, desnutrição severa ou alergia aos componentes da
vacina.
b) Razões para adiamento
Em determinadas situações as vacinas devem ser adiadas, aguar-
dando-se a estabilização do quadro clínico do cliente. Por exemplo, frente
à ocorrência de estado febril (temperatura axilar maior ou igual a 37,8oC)
ou em pessoas submetidas a tratamento imunodepressor (quimioterapia
e radioterapia).
c) As associações
Desde que respeitadas as normas preconizadas para a adminis-
tração das vacinas, não há problemas no fato de a pessoa receber mais
de uma vacina em um único dia. Além de não oferecer riscos ao indiví-
duo vacinado, otimiza-se os recursos da unidade de saúde.
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 Saúde Coletiva
6.7 Vigilância das reações
adversas
A vacinação é essencial para a prevenção e controle das doenças
imunopreveníveis, caracterizando-se por ser um procedimento de bai-
xo custo e treinamento para execução relativamente fácil.
Apesar disso, nem todos os riscos associados à sua aplica-
ção foram totalmente controlados ou afastados, existindo a pos-
sibilidade de ocorrerem efeitos adversos. Alguns são bastante co-
nhecidos e relativamente comuns, e embora a grande maioria te-
nha regressão espontânea é importante estarmos atentos aos seus
relatos.
Quando esses efeitos adversos acontecem com muita freqüên-
cia ou se verifica um aumento em sua incidência, faz-se necessário
acompanhar seu desenvolvimento e investigar todos os fatores en-
volvidos no processo, como os relacionados ao indivíduo, à vacina
e ao serviço.
A investigação desses casos possibilita a obtenção dos dados para
o diagnóstico e planejamento das ações necessárias para a resolução ou
controle dos problemas, bem como para o monitoramento e aperfei-
çoamento constantes das atividades de imunização e vigilância das do-
enças imunopreveníveis.
7- PROGRAMAS DE
ATENÇÃO BÁSICA AMPLIADA
Apesar de o SUS existir desde 1988, seus princí-
pios não foram imediatamente implantados em função
de uma estrutura política, econômica e dos serviços
de saúde que desfavorecia o atendimento das necessi-
dades da população, uma vez que privilegiava a aten-
ção à doença e a grupos restritos.
Com participação dos movimentos populares, as
legislações elaboradas com o objetivo de efetivar a
implementação desses princípios apontaram a neces-
sidade de organização de estratégias que os consoli-
dassem na prática dos serviços de saúde \u2013 o que ocor-
reu mediante a estruturação das ações de vigilância
da saúde, ampliando as responsabilidades do setor
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saúde e de outros setores públicos sobre as condições de vida e saúde
da população, reorganizando a assistência na perspectiva da atenção
básica.
Assim, chega-se ao entendimento de que a atenção básica, ao
reunir elementos que permitem a atuação relacionada à promoção da
saúde e à prevenção de doenças, é capaz de responder às necessidades
básicas de saúde da população - a partir da identificação de seus
determinantes.
Dessa forma, surgem os programas de atenção básica am-
pliada, como estratégia de modificação da forma de organização
da assistência prestada: o Programa de Agentes Comunitários de
Saúde (PACS), em 1991, e o Programa Saúde da Família (PSF),
em 1994 - que ampliou as atividades do PACS e incorporou os
agentes comunitários de saúde e outros profissionais da área (tais
como o enfermeiro, o médico e o auxiliar de enfermagem) às suas
atividades.
Embora seja denominado programa, o PSF é, antes de tudo,
uma estratégia cujo principal objetivo é reorientar as práticas de
atenção à saúde através da mudança do foco de atuação - do indiví-
duo para a família e para o ambiente onde ela vive. Tal enfoque
possibilita uma visão ampliada do processo saúde-doença; além dis-
so, permite reorganizar a atenção básica \u201cna lógica da vigilância à
saúde, representando uma concepção de saúde centrada na promo-
ção da qualidade de vida\u201d13 .
O PSF busca integrar as ações voltadas para os vários as-
pectos da saúde dos indivíduos, identificando junto aos mesmos
suas necessidades e propondo soluções para os problemas. Age-
se de forma preventiva, contribuindo realmente para a reorgani-
zação da demanda através do conhecimento da comunidade que
se pretende assistir e do estabelecimento de prioridades junto a seus
moradores.
As principais mudanças esperadas com a implantação da es-
tratégia de Saúde da Família presentes no modelo de assistência do
PSF são:
\u2013 mudança de enfoque \u2013 ao invés de dar atenção à doença, a
preocupação estará centrada na atenção à saúde;
\u2013 atenção a todos os aspectos da saúde do indivíduo e de
sua família - tanto os que merecem ações preventivas
(tabagistas) como os que necessitam de ações de promo-
ção da saúde (gestantes) ou curativas (pacientes em pós-
operatório), através de contato à unidade básica de saúde
da família e encaminhamento às unidades de referência,
quando necessário;
13 Ministério da Saúde, 2000.
No modelo assistencial ante-
rior à implantação dos pro-
gramas de atenção básica
ampliada, as ações eram
centradas na doença e em
programas estruturados para
prestar assistência e controle
às mesmas. Por exemplo, a
atenção era voltada para a
hipertensão como problema,
e não para o cliente
hipertenso, isto é, o sistema de
saúde e seus profissionais
não se preocupavam em co-
nhecer as condições que leva-
vam as pessoas a apresentar
hipertensão nem como seu
modo de viver na comunida-
de poderia estar influenciando
tal processo.
Unidades de referência \u2013 são
unidades de saúde de nível
de atenção secundária e/ou
terciária que concentram ser-
viços especializados, para os
quais devem ser encaminha-
dos os clientes que necessi-
tam de atendimento mais
complexo ou especializado.
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 Saúde Coletiva
\u2013 responsabilidade pela prestação de assistência por área territorial
e população