Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 6
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 6


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em saúde, seja com discussão em
grupos, cartazes, campanhas. A não-adesão ao tratamento é fator deci-
sivo para a piora do estado do cliente, que deve ser informado quanto
à possibilidade de complicações das doenças.
As atividades de educação em saúde em grupo favorecem o es-
clarecimento de dúvidas comuns a todos e a reflexão em conjunto so-
bre os estilos de vida que poderão trazer maiores benefícios para todos.
Quanto mais descontraídos estiverem os participantes, melhor será o
andamento das atividades. Nesse sentido, as atividades ao ar livre são
bem-vindas, pois oferecem oportunidades de lazer associadas à pro-
moção da saúde.
Nas atividades de acompanhamento aos clientes e educação em
saúde, as seguintes medidas terapêuticas não-farmacológicas devem
ser abordadas:
\u2013 restrição ou eliminação de hábitos pouco saudáveis (alcoolis-
mo, tabagismo, drogadição);
\u2013 necessidade de prática regular de exercícios físicos;
\u2013 redução do consumo de café;
Urinálise \u2013 é a análise
laboratorial da urina.
\u2022 Muitas equipes do Progra-
ma Saúde da Família têm
optado por organizar e parti-
cipar de eventos com ativida-
des extramuros, em associa-
ções, igrejas, praças e esco-
las, para captar novos casos
de hipertensão e diabetes,
bem como realizar orienta-
ções coletivas para prevenir
complicações e controlar es-
sas doenças.
\u2022 Com a implantação da As-
sistência Farmacêutica Bási-
ca, através da nova Política
Nacional de Medicamentos, o
tratamento das doenças tor-
nou-se mais fácil através da
oferta gratuita dos medica-
mentos mais freqüentemente
prescritos nas unidades de
saúde. A Política Nacional de
Medicamentos prevê, ainda,
a prescrição e utilização de
medicamentos denominados
genéricos que, por serem li-
vres de propaganda, têm seu
custo diminuído em relação
aos medicamentos equiva-
lentes comercializados. Exem-
plo: ao invés de prescrever o
analgésico Tylenol®, o médico
pode prescrever o genérico
Paracetamol, que é a subs-
tância farmacológica do mes-
mo medicamento.
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\u2013 ingestão de dieta pobre em sal e gorduras e, no caso do diabe-
tes, restrição do consumo de carboidratos;
\u2013 manutenção de peso corpóreo próximo ao ideal;
\u2013 inclusão de atividades de lazer no cotidiano;
\u2013 cuidados com os pés dos clientes diabéticos, que devem
ser mantidos limpos e secos; após o banho, os pés devem
ser hidratados com uma loção, evitando passa-la entre os
dedos (para evitar a umidade); os pés devem ser atenta-
mente examinados todos os dias, pesquisando-se a exis-
tência de feridas ou cortes não anteriormente percebidos;
preferencialmente, usar sapatos fechados, confortáveis, e
sempre examiná-los por dentro antes de calçá-los; ao ob-
ser var qualquer a l teração na coloração dos pés ou
ferimento, tal fato deve ser notificado ao profissional que
acompanha o caso.
\u2013 para os diabéticos insulino-dependentes: cuidados na conser-
vação e na auto-administração de insulina.
Os auxiliares de enfermagem que atuam nos programas de
controle do diabetes e hipertensão devem desenvolver os seguintes
cuidados: verificação da pressão arterial, aferição do peso para au-
xiliar no seu controle; realização dos curativos em clientes diabéti-
cos com lesões; orientação, acompanhamento da auto-administra-
ção de medicamentos via oral ou injetáveis; verificação dos níveis
de glicemia capilar; realização de visitas domiciliares aos clientes
faltosos ou necessitados de cuidados domiciliares; organização e
participação das atividades em grupo; organização da agenda para o
retorno dos clientes às consultas necessárias ao seu acompanhamento.
10- SAÚDE DA MULHER
A assistência a saúde da mulher está organizada num progra-
ma do Ministério da Saúde, o Programa de Assistência Integral à Saúde
da Mulher (PAISM). Este programa prevê a assistência à mulher de
forma integrada, abordando-se as várias fases de sua vida, da adoles-
cência à menopausa, incluindo a assistência ao pré-natal, parto e puerpério
(ciclo gravídico-puerperal), planejamento familiar (ciclo reprodutivo),
assistência clínico-ginecológica (prevenção e controle do câncer gineco-
lógico e de mama e prevenção das DST) e climatério. O objetivo do
programa é melhorar as condições de saúde da mulher e reduzir as taxas
de morbidade e mortalidade maternas.
Ciclo gravídico-puerperal \u2013 é
o ciclo que abrange as várias
fases do processo de reprodu-
ção: gravidez, parto e
puerpério.
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 Saúde Coletiva
Na assistência clínico-ginecológica há especial preocupação com
a prevenção do câncer de mama e do câncer cérvico-uterino. A ocor-
rência destes tipos de neoplasias expressa a baixa cobertura dos exa-
mes preventivos e pouco investimento em atividades de educação em
saúde.
O câncer do colo do úteroé uma doença possível de ser preveni-
da e curada. Entretanto, em nosso país representa a segunda causa de
óbitos por neoplasia em mulheres, pois 70% dos casos diagnosticados
já estão em fases avançadas. Ressalte-se, ainda, ser uma doença que
incide mais em mulheres de baixo nível socioeconômico.
Para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo do
útero, o Ministério da Saúde desenvolveu o Programa Nacional de Con-
trole de Câncer de Colo Uterino \u2013 o qual utiliza as estratégias de ações
educativas e aumento da qualidade dos serviços prestados pelo sistema
de saúde. Seu público-alvo são as mulheres entre 35 e 49 anos de idade,
consideradas como a população de maior risco.
As etapas do Programa de Prevenção de Câncer do Colo do Úte-
ro (PCCU) são:
\u2013 recrutamento, consiste em um conjunto de ações educativas
que visam aumentar o conhecimento da população-alvo sobre
o câncer de colo do útero;
\u2013 descrição detalhada das atribuições de cada profissional no con-
trole e tratamento, bem como treinamento e reciclagem cons-
tantes dos profissionais;
\u2013 coleta de material para o exame de Papanicolaou (preventivo
ou colpocitológico): consiste no preparo e orientação prévia da
mulher, coleta do esfregaço, processamento e leitura do
esfregaço no laboratório;
\u2013 avaliação do resultado, tratamento e acompanhamento do tra-
tamento do câncer de colo do útero, quando se fizer necessário.
Este programa, como os demais, é operacionalizado pelas unida-
des básicas de saúde.
O câncer de mama é um grave problema de saúde pública, res-
ponsável por significativo número de óbitos entre mulheres adultas. É,
provavelmente, o câncer mais temido pelas mulheres, tanto por sua
alta freqüência como, sobretudo, pelo impacto psicológico que provo-
ca, visto envolver negativamente as percepções da sexualidade e auto-
estima.
A principal e mais efetiva arma que contra ele dispomos é o seu
diagnóstico precoce mediante realização do auto-exame das mamas -
procedimento que permite à mulher participar do controle de sua saú-
de, uma vez que possibilita a identificação precoce de quaisquer altera-
ções das mamas.
Todas as ações preconizadas
pelo PAISM são encontradas
nas áreas técnicas das Secre-
tarias Estaduais e Municipais
de Saúde (Coordenação dos
Programas de Saúde da Mu-
lher), bem como nos manuais
e normas técnicas elaborados
pelo Ministério da Saúde.
A Organização Mundial da
Saúde (OMS) preconiza a rea-
lização de exames preventi-
vos em pelo menos 85% da
população feminina com ida-
de superior a 20 anos. Porém,
estima-se que no Brasil ape-
nas 8% a 10% das mulheres
incluídas nesse grupo reali-
zam o exame preventivo.
Segundo o Ministério da Saú-
de, embora 99,9% das mulhe-
res conheçam algum tipo de
método anticoncepcional,
apenas 76,7% das mulheres
em idade fértil (15 a 49 anos) o
utilizam.
Reflita sobre os determinantes
que fazem com que o Brasil
atenda somente a 10% do
que a OMS preconiza no to-
cante à realização do exame
preventivo.
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As questões referentes à saúde reprodutiva da mulher convergem
para