Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 6
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 6


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as oportunidades, procurando,
sempre que possível, envolvê-las nas atividades desenvolvidas com
o adolescente.
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13- SAÚDE DO IDOSO
O despreparo generalizado para lidar com o enve-
lhecimento reflete-se em alguns indicadores, que sinalizam
a urgente necessidade de mudanças. Os idosos apresentam
o maior índice de hospitalização por faixa etária e o maior
custo médio de hospitalização no país. As contribuições à
Previdência Social geralmente não se refletem de forma jus-
ta nos benefícios recebidos pelos idosos, fazendo com que
muitos continuem a trabalhar exaustivamente para manter
seu sustento.
Para alterar este quadro de rejeição social, faz-se ne-
cessária a mobilização de todos os setores para beneficiar os
idosos com a melhoria de sua qualidade de vida, resgatando
sua dignidade e criando oportunidades para que desfrutem de uma
vida ativa na sociedade, junto à sua família, com independência e
autonomia. Isto só será possível através da valorização de suas ha-
bilidades e conhecimentos e da adequação dos recursos disponíveis
às suas necessidades32 .
13.1 Estratégias para atendimento às
necessidades específicas dos idosos
Na tentativa de criar estratégias para facilitar a reorganização dos
serviços de saúde para que possam atender às necessidades de saúde
dos idosos, o Ministério da Saúde implantou o Programa de Atenção
Integral à Saúde do Idoso, o PAISI.
A principal meta a ser alcançada tanto pelo PAISI como por qual-
quer outra iniciativa voltada para os interesses dos idosos é a mobilização
da família e da comunidade para que assumam seu papel no processo
de valorização dos idosos33 .
Os profissionais que desenvolvem atividades na perspectiva da
atenção básica estão mais próximos do conhecimento acerca das con-
dições de vida e saúde destes idosos, sendo mais fácil identificar quais
fatores de risco necessitam de intervenção junto às famílias e à comu-
nidade.
Sob tal ótica, os profissionais de saúde podem executar ati-
vidades de impacto individual ou coletivo, voltadas para a pro-
moção da saúde, prevenção de agravos e prestação de assistên-
cia aos idosos. 32 Ministério da Saúde, 2000; Caldas, 1993.33 Duarte, 1994.
Você sabia que existem leis
que garantem atendimento
preferencial em bancos, as-
sentos reservados em trans-
portes coletivos e acompa-
nhamento de familiares para
idosos acima de 65 anos du-
rante a hospitalização?
O que fazer para garantir
que sejam cumpridas?
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 Saúde Coletiva
13.2 Promoção à saúde
As atividades ligadas à promoção à saúde dos idosos devem ser
realizadas junto a eles próprios e à sociedade como um todo. Entre-
tanto, faz-se necessário ter a clara idéia de que um envelhecimento
saudável começa hoje, com a adoção de hábitos saudáveis no presen-
te (adulto jovem) para gerar tranqüilidade no futuro. As atividades
devem estar voltadas para a divulgação de informações acerca do
processo de envelhecimento para o idoso, sua família e cuidadores de
idosos dependentes34 .
É importante empenharmos nossos esforços para estimular a
reflexão e mobilizar a sociedade, de forma a facilitar e garantir o
acesso e a permanência dos idosos em todas as atividades físicas,
laborativas, etc.
Uma forma criativa de garantir o envolvimento dos idosos em
atividades de lazer é a realização de passeios por locais de visitação
pública, como praças, jardins zoológicos e botânicos, onde poderão
desenvolver atividades físicas leves e, ao mesmo tempo, conhecer no-
vas informações. É importante que os idosos iniciem ou retomem ati-
vidades que desenvolviam quando mais jovens, o que traz benefícios à
sua saúde como um todo.
13.3 Prevenção de agravos
O envelhecimento é fisicamente caracterizado por uma dege-
neração gradual e progressiva dos órgãos, tecidos e metabolismo,
acarretando enfraquecimento de muitas funções. Há também perda
de energia e alterações na aparência e condições psicológicas.
É justamente neste período que se apresentam as repercussões
de doenças crônico-degenarativas, principalmente as relacionadas ao
aparelho cardiocirculatório. Estas repercussões são a principal causa
de óbitos entre os idosos, seguidas pelas neoplasias. Ocorrem ainda em
grande freqüência incontinência urinária, instabilidade postural e que-
das, imobilidade, demência e depressão.
As DST também merecem nossa atenção junto à saúde do
idoso pois com o aumento da expectativa de vida e a melhora
gradual da qualidade de vida, a ocorrência dessas doenças vem
crescendo nesta faixa etária, cujos conceitos sobre sexualidade
são mais difíceis de trabalhar em virtude de os idosos terem opi-
niões formadas acerca de certos temas (como resistência à utili-
zação de preservativos), além da vergonha de falarem sobre esse
assunto.
34 Ministério da Saúde, 2000.
Durante o processo de educa-
ção em saúde, os enfoques
devem conter aspectos liga-
dos à sexualidade, alimenta-
ção, sedentarismo, direitos
conquistados e adaptação do
ambiente domiciliar para a
prevenção de acidentes.
Laborativas \u2013 são todas as
atividades de trabalho.
Exemplo disso são as cami-
nhadas mensais realizadas
pela equipe de saúde de
uma unidade básica do Rio
de Janeiro, promovidas com
clientes idosos, hipertensos e
diabéticos, em um dos locais
mais bonitos da cidade: o
Jardim Botânico. Com a reali-
zação da caminhada, a equi-
pe consegue integrar os clien-
tes e estimular a adoção do
hábito de exercícios regulares
leves, ideais para eles.
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Queixas freqüentes de tontura, alteração da visão ou audição,
dores localizadas ou generalizadas, isolamento social, temperamento
instável, pressa para ir ao banheiro, entre outros, são sinais e sintomas
que se percebidos e considerados logo no início podem determinar uma
assistência mais segura ao idoso.
Outra importante atividade de prevenção é a vacinação con-
tra tétano acidental, gripe e pneumonia, recomendada pela OMS.
Estas vacinas encontram-se atualmente disponíveis em quase to-
das as unidades básicas de saúde e, geralmente sob a estratégia
de campanha, são uti l izadas as vacinas dupla t ipo adulto,
antiinfluenza e antipneumocócica35 .
13.4 Assistência aos idosos
No nível da atenção básica, a assistência aos idosos é
operacionalizada tanto nos programas de atenção básica ampliada como
na própria unidade básica de saúde, onde é realizada consulta médica e
de enfermagem em geriatria, executada por médico ou enfermeiro ca-
pacitados adequadamente, buscando-se atender integralmente às ne-
cessidades expostas pelos idosos, sua família ou ambos, estando os ido-
sos dependentes ou não36 .
Nas ações desenvolvidas pelas equipes dos programas de aten-
ção básica ampliada, é importante buscar a avaliação das condutas te-
rapêuticas prescritas para melhorar as condições de saúde dos idosos
adoecidos ou dependentes de cuidadores, estimulando-se o autocuidado,
sempre que possível.
Nesse contexto, o auxiliar de enfermagem pode identificar
situações de risco para os idosos, repassando-as à equipe, além
de prestar cuidados de enfermagem necessários. Também pode
orientar as modificações que precisam ser feitas no ambiente,
quando possível (retirada de tapetes, iluminação mais adequada,
banheiros mais acessíveis, camas e cadeiras mais altas, etc.), e
encaminhar os idosos para vacinação, após verificação de seu
estado vacinal.
14- SAÚDE BUCAL
O acesso aos serviços de saúde em nosso país tem sido dis-
cutido há anos. Com a implantação das estratégias de atenção básica
ampliada, houve uma melhoria nos índices de morbidade. Entretanto,
Para assegurar que os idosos
estejam protegidos contra a
gripe e pneumonia durante o
inverno, época em que estas
doenças mais acontecem, a
campanha de vacinação dos
idosos acontece no mês de
abril, sendo muitas vezes es-
tendida até a primeira quin-
zena de maio.
35 Ministério