Profissionalização de Aux. de Enfermagem -  Caderno 7
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Profissionalização de Aux. de Enfermagem - Caderno 7


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conjunta, troca de informações entre os
diferentes profissionais, planejamento e estabelecimento conjunto do
conteúdo das atividades assistenciais e, definição por todos dos papéis
e tarefas de cada membro da equipe em cada uma delas.
As atividades terapêuticas de um hospital-dia podem se resumir em:
! Reuniões matinais - Como o nome indica, acontece na primeira
hora da manhã, como uma forma de acolhimento entre a equi-
pe terapêutica e os pacientes. Permite à equipe prever a de-
manda de trabalho que o grupo de pacientes vai solicitar, pos-
sibilitando novas estratégias, caso haja necessidade.
! Sessões de expressão corporal, musicoterapia e dramatização,
mobilização corporal e psicomotricidade - Pode participar qual-
quer membro da equipe, além dos pacientes e o monitor ou
terapeuta correspondente.
! Assembléia de grupo terapêutico - Participa todo o grupo
terapêutico (equipe e pacientes).
! Psicoterapia de grupo - Participam pacientes, com um psicólo-
go e outro membro da equipe.
! Psicodrama - Necessita de um psicodramatista e outros mem-
bros da equipe, além do grupo de pacientes.
! Dinâmica de grupos ou grupos de discussão - Necessita do grupo
terapêutico completo.
! Atividades de animação sociocultural - Pode participar toda a
equipe terapêutica com o grupo de pacientes.
! Oficinas de expressão plástica - Terapeuta ocupacional, a en-
fermagem e o grupo de pacientes.
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! Psicoterapia individual - Psicólogo e paciente.
! Intervenções familiares - Realizadas entre psicólogo ou psiquia-
tra, paciente e família.
! Tratamento psicofarmacológico - Realizado pelo psiquiatra, en-
fermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e paciente.
As atividades do auxiliar de enfermagem serão definidas como as
dos demais membros da equipe multiprofissional, através de reuniões
onde levanta-se as necessidades. Porém o registro de suas observações
é indispensável. É muito importante que você registre tudo o que ob-
servar nos pacientes, desde aspectos físicos, conduta até a participação
nas atividades.
Os Lares Abrigados são locais onde podem viver ou morar um
grupo de portadores de transtornos mentais num clima familiar, sob
tutela de uma equipe assistencial, por um período mais ou menos lon-
go. É totalmente integrado à comunidade e permite uma vida autôno-
ma. Não raro, devido à ausência da família, alguns lares tornam-se uma
residência definitiva.
A equipe que trabalha com lares abrigados apresenta um progra-
ma estruturado cujos objetivos são o desenvolvimento da autonomia
da pessoa e do grupo e a ressocialização. Para detectar se estes objeti-
vos foram atingidos, são necessárias reuniões periódicas entre os pro-
fissionais da equipe. Essas reuniões servem para os levantamentos de
problemas e conflitos que surgem nas relações e nas tarefas cotidianas
para ajudar a superá-los.
A equipe de enfermagem assume aqui uma importância vital. Ela
é quem mais está presente em visitas e as suas orientações de educação
em saúde e higiene são indispensáveis. Nestes lares, a detecção precoce
de agravos à saúde assume tal relevância que pode por o trabalho a
perder caso falhe.
Também está a cargo da equipe de enfermagem a supervisão e,
em alguns casos, até a administração medicamentosa, assim como a
detecção de possíveis efeitos colaterais.
O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é uma forma de
assistência do SUS para problemas de Saúde Mental individual ou cole-
tiva que se distingue principalmente pelo acesso local. É um exercício
de democracia, pois atua com uma sensível redução da hierarquia assis-
tente/assistido. Essa parece ser, na verdade, a maior diferença entre os
CAPSs e os hospitais-dia, pois o CAPS questiona os papéis da equipe
na família e na comunidade.
Atua através de Oficinas onde realizam-se trabalhos manuais e
artísticos que proporcionam ao usuário via de acesso à expressão de
seus sentimentos, emoções, criatividade. Mas quando necessário pode
ser feito o atendimento individual.
Se você já teve contato com
setores de Saúde Mental,
pode verificar que estas ativi-
dades citadas não são obri-
gatoriamente realizadas por
todo hospital-dia, assim como
não têm que ser as únicas. A
criatividade da equipe tera-
pêutica, assim como suas
habilidades pessoais, podem
modificar sempre que neces-
sário esses modelos, que, no
caso, servem apenas para
ilustração.
É necessário que os pacientes
desenvolvam hábitos de vida
saudável, horário de alimen-
tação, exercício físico, expres-
sando seus sentimentos e difi-
culdades etc. Porém o profissi-
onal de saúde deve respeitar
os hábitos que estes pacientes
já possuem, ainda que pouco
tradicionais, desde que não
prejudiquem a saúde.
O registro detalhado de tudo o
que foi observado poderá
fornecer argumentos impor-
tantíssimos para toda a equi-
pe terapêutica. Por isso, ANO-
TE TUDO!
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 Saúde Mental
Deste trabalho surgiram as Associações, formadas a partir de gru-
pos de egressos dos hospitais psiquiátricos, que se organizaram e incor-
poraram familiares e profissionais de diversas áreas, em busca dos di-
reitos dos usuários do serviço de saúde mental na defesa de sua cidada-
nia. Não negam a marca que os faz singulares, porém lembram que são
iguais a todos os cidadãos, com direito a saúde, lazer, amor, segurança
e sobretudo RESPEITO. Estas associações deram origem a articula-
ção Nacional da Luta Antimanicomial.
Com a organização e o trabalho desses usuários do serviço, que
descobrem suas próprias e ilimitadas capacidade, surgem as coopera-
tivas. Seu funcionamento não se distingue em muito das demais coo-
perativas, a não ser pela disposição dos pacientes que nela atuam e
que há muito não percebiam-se como seres capazes. Embora funcio-
nem nas dependências do CAPS, seu lucro é revertido para a própria
cooperativa.
De acordo com a realidade local, o CAPS assume táticas diferen-
tes para enfrentar os problemas decorrentes das diversas formas de
viver. Assim você jamais encontrará um CAPS igual ao outro. Porém,
eles trazem como ponto comum a luta pela desospitalização, a realiza-
ção das oficinas terapêuticas e a atuação de uma equipe multiprofissional.
Pode atuar em associação com uma emergência psiquiátrica, e o paci-
ente que sai deste setor será avaliado imediatamente para ser inserido
em atividades do CAPS, sem que haja necessidade de internação.
Em todos os níveis de atuação, a conduta do auxiliar de enfer-
magem é sempre um ponto muito importante da ação em saúde.
\u201cDizem que a primeira
impressão é a que fica\u201d. Esta
frase popular bem pode estar
expressando uma realidade
quando pensamos em assis-
tência em saúde. No setor de
Saúde Mental, ela assume
uma conotação especial, pois
a sensação que o paciente ex-
perimenta quando chega ao
setor não é somente relevan-
te; assume um papel essenci-
al no seu tratamento.
A maneira como é recebido, a expressão das pessoas que lhe aten-
dem ou mesmo o tom de voz com que falam, são capazes de gerar
sentimentos que tanto podem determinar o tratamento como afastar o
indivíduo. Não é raro o paciente sair de um setor de atendimento juran-
do que não volta mais porque foi maltratado pelo profissional que o
atendeu ou porque não \u201cfoi com a cara\u201d daquele profissional. Não cabe
Egressos \u2013 Se refere às pesso-
as que passaram por um de-
terminado processo. Neste
caso, são os pacientes que
ficaram internados nos hospi-
tais psiquiátricos e já tiveram
alta.
No Instituto Philip Pinel, no Rio
de Janeiro, podemos encon-
trar um exemplo desse traba-
lho que é a Cooperativa de
Culinária.
Diante disso: Como atua a
enfermagem?
Assim como acontece quando
chegamos a algum lugar, o
\u201cacolhimento\u201d é de extrema
relevância para o paciente
sentir-se bem e aberto ao tra-
tamento.
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discutirmos aqui se ele volta ou não ao setor, mas sim