LUDICIDADE NA EDUICAÇÃO
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LUDICIDADE NA EDUICAÇÃO


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(ou as relações sociais) \u2013 nada de deixar cada um brincando em um tablet ou celular. Desenvolva atividades em grupo, que ensinam os pequenos a criar laços entre si, lidar com discordâncias e comportamentos alheios. Se possível, permita que turmas de idades diferentes passem tempo juntas; dessa forma, elas aprenderão mais umas com as outras;
A saúde \u2013 a princípio, brincar do lado de fora faz com que as crianças desenvolvam anticorpos e se tornem mais resistentes a doenças. A luz do sol também é necessária para o crescimento saudável. Contudo, outro ponto positivo é que elas passem a conhecer seus corpos e saibam quando estão bem (ao arranhar um joelho, por exemplo), ou quando de fato precisam de ajuda (quando sofrem um ferimento mais sério).
O contato com a natureza \u2013 esses são os momentos em que elas podem interagir com o espaço natural. É brincando ao ar livre que as crianças vão reconhecer diferentes texturas (areia, barro, água, grama), experimentar e identificar horas do dia (manhã, tarde ou noite) por causa da luz, encontrar cheiros e sensações desconhecidas (EDUCA-ME, 2017.).
Vale a pena repensar estes espaços e investir em atividades que possibilitem aos pequenos maior contato com a natureza dentro deles. Vale, também, direcionar um olhar mais atento e cuidadoso a estes que tem em suas mãos o futuro do planeta, visto que, logo adiante, importantes decisões relacionadas às questões ambientais serão tomadas por eles. 
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A presente pesquisa qualitativa foi realizada a partir de estudo teórico de diferentes autores, pesquisadores e pensadores da educação e da psicologia infantil, visando o levantamento de dados e bases que fortalecessem o argumento norteador do trabalho. Optou-se por uma abordagem qualitativa por ser uma temática que não se delimita apenas a um grupo ou setor, abrangendo diferentes realidades, pensamentos e opiniões. É uma discussão a respeito de uma forma de ver e se relacionar com o meio ao nosso redor. Formas de ver o mundo e, a partir daí relacionar-se com ele, dependem de muitos elementos não quantificáveis como a educação familiar e a cultura dentro da qual se está inserido, por exemplo.	Neste estudo foram abordados vários métodos e linhas de pesquisa que, apesar das possíveis divergências socioculturais, se interligam com o mesmo pensamento e propósito: a busca por uma opção mais leve e orgânica no crescer, vivenciar e desabrochar infantil. O estudo traz uma amostra das condições dos espaços de aprendizagem das crianças da atualidade e suas oportunidades de diálogo com a natureza. Em anexo se encontram as entrevistas realizadas. 
	
4 Considerações Finais 
 
Este artigo buscou levantar reflexões a respeito do brincar ao ar livre e do contato da criança com a natureza, reconhecendo a importância desta no desenvolvimento e na formação de caráter do ser humano e o seu valor como bem natural. 
	Alguns pontos foram levantados em comparação com a realidade da sociedade atual, buscando alternativas para contornar dificuldades. O contato que a criança de hoje tem com o bem natural é escasso e cada vez mais difícil. Mas com sensibilidade, cuidado e atenção é possível que educadores, pais e responsáveis contornem essa realidade e reconstruam este quadro. 
	Atualmente há várias iniciativas que buscam um novo caminho para o ensino porque construíram uma nova visão sobre a escola e sobre os processos de aprendizagem da criança, assim como há diversos projetos por todo o mundo que visam conectar as pessoas e movimentá-las a favor de um futuro mais orgânico e equilibrado. 
	Este olhar sensível para a natureza, para a infância e para o ser humano pode ser uma tarefa difícil nos dias de hoje, visto que vovemos circundados pelo movimento digital e somos bombardeados de informações o tempo todo. Mas é necessário parar e desconstruir as ideias prontas que são vendidas facilmente a todos, buscando enxergar com os próprios olhos e sentir com todo o corpo. 
	Pensadores antigos já disseram que é necessário ver o mundo com o olhar de uma criança. Conseguir senti-lo novamente e ter forças para reconstruí-lo deve ser um exercício diário. 	
 
5. REFERÊNCIAS
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6. ANEXOS:
1. Entrevistas: 
MÃE 1
Idade: 30
Idade dos filhos: 2/4 
Quando você era criança, como era sua brincadeira? (Onde, com quem, quando, por quanto tempo) 
Eu brincava de casinha, pular corda, mãe pega, bulica e esconde-esconde. Com meus primos eu brincava todos os finais de semana na casa da minha vó e na rua. Em casa, com meus irmãos, brincávamos de pintar, desenhar, de boneca, bola, e também íamos bastante ao parquinho. 
Como seus filhos brincam? (Onde,