TCC APROVADO PEDAGOGIA EMERSON D MAGNO
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TCC APROVADO PEDAGOGIA EMERSON D MAGNO


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alunos tornam-se construtores e protagonistas 
interativos do movimento. 
 Assim observa-se que Kolling ,1999: 
 Quando a sociedade toma parte da conscientização desse desejo 
do fazer educação da EJA no Campo, com a comunidade local e 
nacional. E seleciona seus educadores, que também devemos propor 
na ativação da busca de uma verdadeira harmonia para todos os 
agentes da educação. Começam a vivenciar valores outrora não 
acessíveis, mas agora conquistados. (apud,KOLLING, E.; NERY, I.; 
MOLINA, M.C. (orgs.)1999,p,72). 
 A partir daí percebe-se que, a Educação de Jovens e Adultos 
no Campo é uma laboriosa conquista realmente fortalecedora dos 
direitos fundamentais do cidadão campesino. Direitos esses, 
omitidos através de sutilezas legais, que afirmam existir espaço 
no aprendizado e para ensinar, na escola tradicional em 
detrimento ao que precisa do exercício desse direito. 
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 A Pedagogia do Movimento aflora no pensamento do sujeito 
campal a conclusão que propostas insustentáveis não podem 
subsistir, mostrando o campo como um lugar detentor dos direitos 
Cardalt 2004. 
 A diversidade identificada no campo assume, portanto 
principio fundamental, onde se entende que Educação do campo 
tem como norteadores suas características, os interesses 
coletivos emergindo das demandas da realidade dos 
camponeses. Onde a escola, é o lugar em que seus interesses 
são articulados aos conhecimentos científicos às que buscam 
fortalecer os povos do campo como sujeitos sociais. Segundo 
afirma Caldart 2004 diz que: 
Uma escola do Campo não é final, um tipo diferente de escola, mas sim 
é a escola reconhecendo e ajudando a fortalecer os povos do campo 
como sujeitos sociais que também podem ajudar no processo de 
humanização do conjunto da sociedade, com suas lutas, sua história, 
seu trabalho, seus saberes, sua cultura, seu jeito. (CARDALT 2004: 
p.110). 
 
 As escolas construídas com estas características poderão 
atender as necessidades que os camponeses apresentam, pois 
como já afirmamos anteriormente os objetivos emergem do 
coletivo e são organizados para atender a estas demandas. Com 
isso a parcela de contribuição do educador (a) é fundamental, 
pois este (a), onde passará a compreender qual a contribuição de 
ações pedagógicas na construção ou formação desse sujeito. 
Nessa busca de soluções ve-se as afirmações do autor quando 
diz que: 
 O movimento \u201cPor uma Educação do Campo\u201d nos insere no 
debate sobre as configurações político-pedagógicas referentes ao 
processo de definir orientações curriculares para as escolas do campo. 
Ao pensarmos o campo como contexto educacional em suas dimensões 
socioeducativas, o problema do currículo é discutido na prática escolar 
a partir de ordenamentos \u201cnaturalizados\u201d na organização dessa prática. 
Portanto, quando evidenciamos o âmbito do currículo real, da prática 
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efetiva de uma proposta de mudança curricular está imbricada com 
dimensões institucionais e organizacionais para que realmente alcance 
seus objetivos de mudanças nas escolas.[1][T2] (CARDALT, 2004, 
p.179). 
 
 Portanto deprende-se que a contribuição da Gestão Escolar 
na educação do Campo deverá valorizar o Ensino a partir da 
diversidade cultural e aos processos de interação e 
transformação do campo, contribuindo então para melhoria das 
condições de vida. Sendo a figura do gestor aquele que fomenta 
ações são direcionadas a elaboração do Projeto Político 
Pedagógico com a contribuição do coletivo e não aquele que 
centraliza o poder de organizar a escola apenas em suas mãos. 
 
6. Estrutura e Docência em sala da EJA do Campo 
 
 
 Apartir de exposição e observação de aulas com uso de livros 
didáticos, mapas, globos, debates, resolução de questionários e 
produção de textos críticos e pesquisas. Percebe-se que a turma 
aprende, sobre diversas abordagens, sempre conduzidos a 
pesquisar para assim potencializar a aprendizagem. 
E através de pesquisas apontaram os tipos de problemas, 
causas, consequências e os agressores assim como buscar 
solução para problemas. Constrói-se em sala e partindo da 
interpretação de fatos pesquisado, alunos em grupos criam 
condições adequadas para resolver problemáticas apresentadas 
e depois em seminário apresentam o que entenderam e quais as 
condições para combater os problemas. 
 Avalia-se o interesse do grupo sobre o conteúdo o que 
aprendem, a capacidade de interpretar, analisar o conteúdo e a 
capacidade de criar situações adequadas para resolver o 
problema. Os alunos devem expor suas opiniões, mostrando o 
que conhecem sobre o tema, além de consulta e elaboração de 
argumentos e opiniões referentes ao tema que são apresentados 
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a toda a classe. Observa-se que a diversidade de avaliações é 
importante para o professor diagnosticar o uso das competências 
e das habilidades dos alunos. Os alunos devem ser levados a 
questionar e resolver indagações, saber expressar e usar a 
solução no ambiente. 
 As aulas são programadas e executadas de acordo o projeto 
pedagógico da escola. É muito importante que no planejamento 
contemplem-se, o tempo de execução, para cada etapa do 
trabalho na sala de aula; assim como para aplicação dos 
instrumentos de avaliação e tarefas de casa. Entende-se que na 
preparação das aulas é preciso cronometrar as ações e planeja-
las. Na previsão do tempo destinado ás atividades deverem 
respeitar o ritmo de assimilação dos alunos e suas habilidades na 
execução das tarefas, cansaço serviçal, idade, tempo fora da 
escola. Não obstante, sabe-se que algumas vezes as ações não 
podem ser planejadas de forma inflexível ou metódica, pois a aula 
é uma dinâmica de coletivos, que provocam alterações no tempo 
previsto. 
 Como perceb-se que nas turmas existem alunos com 
diversos tipos de CIDs e faixas etárias, hiperatividade entre outros 
problemas. Assim como outros problemas que não eram de 
ordem física e sim moral tal como: dependentes de drogas, 
criminosos, saqueadores de cargas de caminhões, que tombam 
na BR116. Estes originam-se de ambiente familiar violento, 
impróprios ao convívio do menor entre outras cituações. Neste 
contexto, observa-se que, é muito complexo a diversidade 
discente, principalmente no EJA da Escola do Campo, e isso 
eleva a atenção do professor-pedagogo que estagia nessa 
modalidade de ensino tão importante para sua formação como 
profissional. 
 Na prática, os professores da rede pública não têm uma 
preparação profissional adequada, para lidar com essa 
universidade de problemas. Falta apoio científico, por parte do 
Estado, para assim desenvolver melhor sua docência e trabalhar 
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com aquela especificidade condicionada a diverssos fatores de 
mudanças e condicionamento. É difícil para o próprio professor 
regente, mediar as situações inusitadas que surgem em seu dia 
a dia no ambiente educacional noturno. 
 O aluno da modalidade do EJA (Educação de Jovens e 
Adultos) do campo, aprende em um ritmo diferente das demais, e 
com uma linguagem diferenciada e mais amadurecida. Assim 
necessita de um acompanhamento auxiliar desse processo de 
ensino-aprendizagem. Não quero com isso criticar a inclusão, 
mas antes analisar, que o fato de incluirmos demanda 
preparação, técnicas e infra-estruturar apropriada a essa 
problemática. Logo entende-se que estar na sala de aula, no 
ensino diferenciado ( EJA ), não quer dizer 100% que se está 
praticando a chamada inclusão. 
A mesma sociedade que defende a igualdade direitos e 
valores entre todos, assim como o reconhecimento do ser quanto 
ele é, continua a excluir e discriminar amplamente