DIREITO INTERNACIONAL   TECNOLÓGICOS

DIREITO INTERNACIONAL TECNOLÓGICOS


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Acesso em: 
12 set. 2010.
______. Decreto-Lei 4.657, de 4 de setembro de 1942. Lei de Introdução ao Código 
Civil Brasileiro. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil/Decreto-Lei/Del4657.
htm>. Acesso em: 12 set. 2010.
______. Lei 6.815, de 19 de agosto de 1980. Define a situação jurídica do estrangeiro 
no Brasil, cria o Conselho Nacional de Imigração. Disponível em: <www.planalto.gov.
br/ccivil/leis/L6815.htm>. Acesso em: 12 set. 2010.
______. Lei 818, de 18 de setembro de 1949. Regula a aquisição, a perda e a requisi-
ção da nacionalidade, e a perda dos direitos políticos. Disponível em: <www.planalto.
gov.br/ccivil_03/Leis/L0818.htm>. Acesso em: 12 set. 2010.
______. Lei 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Institui o Código de Processo Civil. Dispo-
nível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5869.htm>. Acesso em: 14 set. 2010.
CINTRA, Antônio Félix de Araújo; BERGER, Renato. Lei aplicável: uma questão de esco-
lha . Jus Navigandi, Teresina, ano 8, n. 250, 14 mar. 2004. Disponível em: <http://jus2.
uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4942>. Acesso em: 14 set. 2010.
DOLINGER, Jacob. Direito Internacional Privado \u2013 parte geral. 6. ed. amp. e atual. Rio 
de Janeiro; São Paulo: Renovar, 2001.
Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., 
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Direito Tributário
O Sistema Tributário Nacional é disciplinado pela Constituição Federal e pelo 
Código Tributário Nacional (Lei 5.172/66). É importante lembrar que as discussões que 
envolvem os tributos abrigam normas esparsas, como leis específicas, decretos, instru-
ções normativas e resoluções, portanto, há um complexo de regras que são editadas 
a fim de que seja organizada a forma de arrecadação no território nacional. O Direito 
especificou um dos ramos do Direito Público, designado como Direito Tributário, para 
estudar essas questões.
Os princípios do Direito Tributário
Para melhor conhecimento do tema, é necessário compreender que o Direito 
Tributário é baseado em princípios que originam as normas do Sistema Nacional. Os 
princípios estão dispostos na Constituição Federal e servem para delimitar as ações 
dos legisladores e agentes arrecadadores, quando forem estabelecidos os parâmetros 
para a cobrança tributária. Essa delimitação é conhecida como limitação ao poder de 
tributar. Nesse sentido, é imperioso conhecer os princípios que norteiam essa relação.
Princípio da Capacidade Contributiva
Está disciplinado no Artigo 145 da Constituição Federal e consiste em autorizar a 
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios a criarem tributos que são de sua 
competência.
Princípio da Legalidade
Está disciplinado no Artigo 150, inciso I, da Constituição Federal e possui a seguin-
te redação.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
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Percebe-se que esse princípio desautoriza a cobrança de tributos sem a existência 
de lei ou outra norma que o regulamente. Nessa linha, é possível concluir que a co-
brança tributária está diretamente ligada a uma norma expressa prévia, sob pena de 
cobrança ilegal.
Princípio da Isonomia Tributária
Esse princípio está disciplinado no Artigo 150, inciso II, da Constituição Federal e 
possui a seguinte redação.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
[...]
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, 
proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, 
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;
Esse princípio frisa que não é possível estabelecer tratamento desigual para os 
contribuintes, pois todos são considerados iguais perante a lei. Vale ressaltar que a ideia 
de tratamento igual está relacionada a minimizar as diferenças entre os contribuintes, 
uma vez que alguns podem pagar mais do que outros e não seria isonômico aplicar a 
mesma porcentagem para todos indistintamente. Dessa maneira, é possível compre-
ender que o princípio da isonomia tributária resguarda aquele que é mais frágil, a fim 
de que não seja refém do sistema arrecadatório. Portanto, a isonomia, nesse caso, não 
é absoluta, mas sim relativa.
Princípio da Irretroatividade da Lei
Está disciplinado no Artigo 150, inciso III, alínea \u201ca\u201d, da Constituição Federal e 
possui a seguinte redação.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
[...]
III - cobrar tributos:
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído 
ou aumentado;
Como pode ser percebido, a Constituição Federal preserva o contribuinte quanto 
à modificação normativa. Nesse sentido, o legislador estabeleceu que, mesmo existin-
do alteração no texto legal, a norma não atinge as situações que ocorreram antes da 
sua edição, resguardando o direito adquirido do contribuinte.
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Princípio da Anterioridade da Lei
Está disciplinado no Artigo 150, inciso III, alínea \u201cb\u201d, da Constituição Federal e 
possui a seguinte redação.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
[...]
III - cobrar tributos:
[...]
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;
A preocupação do legislador foi preservar o contribuinte do aumento da carga tri-
butária, no mesmo ano em que a legislação foi publicada. Dessa forma, estipulou que a 
cobrança somente pode ocorrer no ano subsequente. Aqui vale salientar a inaplicabi-
lidade desse princípio para alguns tributos, quais sejam, o Imposto de Importação (II), 
Imposto de Exportação (IE), Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI), Imposto 
sobre Operações Financeiras, Câmbio e Seguros (IOF).
Princípio da Vedação de Efeitos Confiscatórios
Está disciplinado no Artigo 150, inciso IV, da Constituição Federal e possui a se-
guinte redação.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
[...]
IV - utilizar tributo com efeito de confisco;
Esse princípio remete à noção de que o Fisco não está autorizado a criar ou usar o 
tributo com fins de apropriar um bem alheio ao seu. Além disso, não é permitido que 
o Fisco estabeleça uma porcentagem que inviabilize o pagamento do tributo, a ponto 
de ser superior ao valor realmente devido.
Princípio da Não Limitação ao Tráfego
Está disciplinado no Artigo 150, inciso V, da Constituição Federal e possui a se-
guinte redação.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
[...]
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V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou 
intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder 
Público;
Quanto ao aspecto estabelecido nesse princípio, é necessário ressalvar que o 
mesmo não se aplica para os pedágios cobrados em rodovias