DIREITO INTERNACIONAL   TECNOLÓGICOS

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por concessionárias do 
Estado, já que o pedágio não é considerado um imposto.
Princípio da Uniformidade Tributária
Está disciplinado no Artigo 151, inciso I, da Constituição Federal e possui a seguin-
te redação.
Art. 151. É vedado à União:
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção 
ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, 
admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento 
socioeconômico entre as diferentes regiões do País;
A proposta trazida pelo princípio é estabelecer que a cobrança dos tributos no 
território nacional deve ser equivalente para cada uma das regiões em que foi insti-
tuído. Por exemplo, a alíquota a ser aplicada no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 
é a mesma em todas as unidades federadas, não havendo distinção ou benefício de 
qualquer natureza, face ao referido princípio. É importante esclarecer que o próprio 
princípio coloca uma ressalva no texto legal, afirmando que é cabível a aplicação de 
alíquotas diferenciadas, desde que isso ocorra para incentivos que visem o desenvol-
vimento do país.
Princípio da Vedação de tributação pela União
Está disciplinado no Artigo 151, inciso II, da Constituição Federal e possui a se-
guinte redação.
Art. 151. É vedado à União:
[...]
II - tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores 
aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes;
Princípio da Vedação da União
Está disciplinado no Artigo 151, inciso III, da Constituição Federal e possui a se-
guinte redação.Di
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ireito Tributário
Art. 151. É vedado à União:
[...]
III - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos 
Municípios.
Princípio da Vedação de diferenciação tributária
Está disciplinado no Artigo 152 da Constituição Federal e possui a seguinte 
redação.
Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária 
entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.
Após compreender os princípios que estruturam o Sistema Tributário Nacional, 
faz-se necessário compreender o significado de tributo e as suas espécies.
O conceito de tributo e as suas espécies
O conceito de tributo está disciplinado no Artigo 3.º do Código Tributário Nacio-
nal, cuja redação é transcrita abaixo.
Art. 3.º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa 
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade 
administrativa plenamente vinculada.
É possível extrair do conceito que o tributo é uma obrigação do contribuinte e 
não uma faculdade, portanto, a lei não permite que o contribuinte não efetue o paga-
mento, salvo se o mesmo for contemplado com incentivos fiscais ou for imune a co-
brança. Além disso, a redação conceitual fixa a forma de pagamento do tributo, a qual 
deve ser realizada em dinheiro. A regra geral é a adoção dessa forma de pagamento, 
pois, para autorizar o pagamento em bens, por exemplo, é necessário que a autoridade 
competente crie uma norma expressa. A concepção de tributo é genérica, decorrendo 
desse as espécies tributárias.
Imposto
O imposto é uma das espécies de tributos e conceitualmente é considerado como 
uma prestação obrigatória que o contribuinte deve realizar ao Estado, uma vez que ele 
é exigido pela autoridade competente ao recolhimento, seja pessoa física ou jurídica. 
O pagamento do imposto nada mais é do que a contrapartida que o contribuinte faz 
para remunerar o Estado pelos seus serviços prestados e pelas despesas com a sua ad-
ministração. O Artigo 16 do Código Tributário Nacional apresenta o seguinte conceito 
sobre imposto.
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Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de 
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.
Vale salientar que o imposto é relacionado a um fato que dará origem à sua co-
brança. Por exemplo, aquele indivíduo que obteve renda em um ano (situação) está 
sujeito ao pagamento do imposto de renda no ano seguinte (imposto relacionado à 
situação do ano anterior). O Estado determina a porcentagem a ser arbitrada para o 
recolhimento dos impostos, para estabelecer esse parâmetro, o legislador considera a 
capacidade contributiva do indivíduo. É necessário lembrar que os impostos são de-
finidos e válidos, sendo excluída a cobrança apenas quando há revogação da norma 
que os estabelece.
As características dos impostos
Os impostos têm características importantes, a saber:
 o imposto não se relaciona a uma atividade específica do Estado, na ver- 
dade, o imposto é cobrado para garantir o seu funcionamento, reembolsando 
os valores gastos com as ações desenvolvidas para a comunidade e as despe-
sas administrativas realizadas em razão disso;
 a destinação dos impostos não é mera liberalidade da Administração Pública, 
uma vez que o valor arrecadado deve ser contabilizado e o seu destino deve 
ser previsto na lei orçamentária. Essa norma fixará onde será aplicada a arreca-
dação dos impostos e como será gasto, não sendo possível gastar diretamente 
os referidos valores;
 o valor pago pelo contribuinte é proporcional à sua capacidade de contribui-
ção, portanto, aquele que recebe mais paga mais, e quem recebe menos paga 
menos. Esse fato não autoriza o contribuinte que paga mais exigir uma maior 
contrapartida do Estado, seja para si ou para sua comunidade. Em verdade, a sua 
contribuição é apenas a parcela por ele devida face ao uso da estrutura estatal, 
a qual não lhe concede benefícios pela proporção da arrecadação realizada.
É importante frisar que o pagamento do imposto é obrigatório por lei e não está 
atrelado a uma obrigação de contraprestação do Estado.
Taxa
A taxa é um valor que deve ser pago pelo contribuinte em razão dos serviços que 
o Estado presta diretamente a ele, ou pelo uso do patrimônio público. A autorização 
para a cobrança das taxas está devidamente expressa no Artigo 145, inciso II, da Cons-
tituição Federal, como pode ser observado na transcrição.Di
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ireito Tributário
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes 
tributos:
[...]
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de 
serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;
Para que a taxa seja cobrada, é necessário que sejam verificadas duas situações 
específicas, quais sejam: a prestação de serviço público e o poder de polícia. Com re-
lação ao primeiro requisito, entende-se que, para a cobrança por um serviço públi-
co, o Estado deve demonstrar que o mesmo é específico e divisível, ou seja, que seja 
possível identificar exatamente quanto o contribuinte utilizou do serviço posto à sua 
disposição para, a partir disso, ser efetuada a cobrança. Como exemplo, pode ser citada 
a taxa para a expedição de certidões junto aos cartórios.
No tocante ao segundo requisito, entende-se como poder de polícia as ações que 
o Estado comete a fim de garantir o bem comum, estabelecendo limites e disciplinan-
do os direitos dos contribuintes. A exemplo disso, há