DIREITO INTERNACIONAL   TECNOLÓGICOS

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e aquele que a adquire 
assume a condição de acionista.
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Ações com ou sem valor nominal
As ações devem ser analisadas a partir do estatuto social, pois é nesse documento 
que os acionistas estabelecem os seus valores no ato da formação da sociedade. Nesse 
momento, pode ter sido definido que as ações sejam criadas com valor nominal ou 
sem valor nominal, eis a diferença:
Ações com valor nominal
É aquela que possui um valor preestabelecido no estatuto da companhia que a 
emitiu, partindo do pressuposto de que se pega o valor total do capital social e divide-
-se pelo número total das ações e se fixa o valor nominal das ações. Por exemplo: Ca-
pital social de R$1.000.000,00 dividido por 1 milhão de ações, o valor nominal de cada 
ação é de R$1,00.
O valor nominal estabelece maior garantia aos investidores, pois a Lei das So-
ciedades Anônimas não autoriza a comercialização de ações por valores inferiores ao 
valor de emissão. Dessa forma, considera-se que existe uma margem de segurança 
para quem investe no mercado de ações, quando se fixam valores nominais.
Ações sem valor nominal
Essa espécie de ação não possui valor prefixado no estatuto social, prevalecendo 
o valor ofertado no mercado de ações quando essas são lançadas para a aquisição 
dos investidores. Face à ausência de estipulação no estatuto social, essa modalidade 
de ação tem valor flutuante e pode variar conforme o mercado, porém, nunca abaixo 
daquilo que é estabelecido pela CVM.
Classificação das ações
As ações são classificadas em três critérios específicos, quais sejam, quanto à es-
pécie, quanto à forma e quanto à classe.
Quanto à espécie
Quanto à espécie as sociedades anônimas consideram os direitos e os privilégios 
que os acionistas terão na aquisição das ações e, em razão disso, fazem a seguinte 
subdivisão.
 Ações ordinárias: os acionistas que adquirem essa espécie de ação terão di-
reito de voto nas decisões a serem tomadas nas assembleias gerais, ou seja, 
poderão deliberar sobre os destinos da companhia.
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 Ações preferenciais: os acionistas que as adquirem terão vantagem na distri-
buição dos lucros, sendo essa definida pelo estatuto social, e de fiscalização da 
companhia, mas não terão direito a voto.
 Ações de fruição: são espécies de ações que são emitidas aos acionistas an-
tecipando a eles valores que seriam recebidos, caso a companhia entrasse em 
processo de liquidação ou para amortização das ações.
Quanto à forma
Quanto à forma, as ações podem ser divididas em duas subespécies.
 Nominativas: são as ações que declaram o nome do adquirente, sendo regis-
trado no livro de ações da sociedade anônima.
 Escriturais: são as ações que são transferidas por meio de registros junto de 
instituições financeiras depositárias, sendo, muitas vezes, mantidas em conta 
depósito em nome da instituição designada.
Quanto à classe
Quanto à classe, as ações são divididas considerando os interesses dos acionistas, 
os quais são agrupados em classes no ato do ingresso, e são diferenciados por meio de 
letras ou números, os quais especificam os seus direitos e restrições.
Os órgãos das sociedades anônimas
As sociedades anônimas são estruturas complexas e, para que a sua administração 
seja adequada e transparente, a legislação fixou a constituição dos seguintes órgãos 
sociais: assembleias gerais, conselho de administração, diretoria e o conselho fiscal.
Assembleia geral
É considerado o órgão máximo da sociedade anônima, tendo caráter delibera-
tivo, a fim de reunir os acionistas com ou sem direito a voto para debater os temas 
que envolvem a sociedade. Na legislação específica, determina-se como obrigatória a 
realização de pelo menos uma assembleia geral, dentro do prazo máximo de quatro 
meses, após o encerramento do ano fiscal, a fim de que sejam prestadas contas aos 
acionistas.
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Conselho de Administração
É um órgão obrigatório para as sociedades anônimas de capital aberto. A sua 
função é deliberar sobre o caminho que deve ser adotado para que a companhia seja 
mais rentável, tenha melhor posição no mercado, atenda os interesses dos acionistas, 
enfim, encaminhe as diretrizes para o bom andamento da sociedade.
Os conselheiros são escolhidos por meio de votação, a qual é realizada em as-
sembleia geral designada para esse fim. Somente podem ser conselheiros aqueles que 
figuram como acionistas, não admitindo terceiros estranhos ao quadro social.
A partir da escolha dos conselheiros, esses definem os diretores que terão gestão 
a ser cumprida por meio de mandato preestabelecido.
Diretoria
É considerada como um órgão de representação legal da companhia. É a diretoria 
que executa as deliberações do conselho de administração e da assembleia geral. Vale 
esclarecer que a definição das funções da diretoria é estabelecida no estatuto social, 
mas a Lei das Sociedades Anônimas prevê que, no mínimo, devem ser designados dois 
diretores, com mandatos que não sejam superiores a três anos.
Conselho Fiscal
É o órgão criado com a finalidade de fiscalização das sociedades anônimas, exa-
minando os documentos contábeis e os atos dos acionistas. A sua manifestação deve 
ser feita por meio de pareceres destinados ao Conselho de Administração e à Diretoria, 
para que esses tomem ciência dos acontecimentos que envolvem a sociedade anôni-
ma. Além disso, é dever do Conselho Fiscal participar da Assembleia Geral de prestação 
de contas e opinar sobre os números que são apresentados, inclusive questionando-os 
e solicitando eventual auditoria contábil.
Outras espécies de sociedades
Vale esclarecer que as sociedades limitadas e as sociedades anônimas são as 
duas espécies de sociedades empresárias mais comuns do Direito Empresarial, muito 
embora o Código Civil brasileiro faça menção para outras espécies, entre elas, a socie-
dade em conta de participação, sociedade em nome coletivo, sociedade em comandi-
ta simples, sociedade em comandita por ações.
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Texto complementar
O Conselho de Administração na empresa familiar
(VENTURA, 2006)
1 \u2013 Origem Empresa Familiar
 A humanidade tem acumulado riqueza desde os primórdios de sua história, 
bem como tem desenvolvido instrumentos de defesa e meios de transferir 
essas riquezas para as gerações seguintes. Esse processo de acumulação de 
riqueza sempre foi difícil e não menos difícil tem sido o processo de defen-
der e transferir essas riquezas. A história está cheia de exemplos de nações, 
empresas, famílias e indivíduos cujas riquezas foram perdidas ao longo dos 
tempos.
 Esta dificuldade em manter e transferir riquezas tem crescido muito com a 
complexidade do mundo moderno e de todas as formas de riqueza \u2013 imó-
veis, aplicações financeiras etc., \u2013 a defesa e a transferência de empresas 
para gerações seguintes tem sido, de longe, a mais complexa. Estamos fa-
lando de empresa familiar, que de uma forma geral surge do sucesso de um 
empreendedor, cujas principais características pessoais são, entre outras, 
uma capacidade de tomar riscos, uma dedicação, uma persistência e uma 
independência, superiores à média das demais pessoas.
 Mas essas qualidades superiores à média não são incorporadas de forma 
automática