DIREITO INTERNACIONAL   TECNOLÓGICOS

DIREITO INTERNACIONAL TECNOLÓGICOS


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prestação de contas na 
empresa, evitando, desta forma, os já mencionados conflitos societários.
 Por todas essas razões, muitas empresas familiares brasileiras estão se va-
lendo, mais e mais, de conselhos de administração com a participação de 
conselheiros externos.
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Atividades
A partir do conceito de empresário, estabelecido do Artigo 966 do Código Civil 1. 
brasileiro, é possível afirmar que um médico é considerado um empresário?
Para ser o administrador de uma sociedade limitada, esta pessoa precisa, neces-2. 
sariamente, ser um dos seus sócios?
A CVM é um órgão autônomo que negocia as ações das sociedades anônimas?3. 
Gabarito
Não, pois o médico se enquadra no parágrafo único, do Artigo 966, do Códi-1. 
go Civil que determina que os profissionais liberais, mesmo com colabora-
dores, não se encaixam na condição de empresário quando atuam em situ-
ações que não demonstrem o elemento empresa.
Não, pois o Código Civil brasileiro permite que um estranho à sociedade seja 2. 
designado no contrato social ou em documento separado para executar as fun-
ções de administrador.
Não, a CVM é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que 3. 
possui como papel regularizar, fiscalizar, autorizar as sociedades anônimas.
Referências
BRASIL. Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Disponível em: 
<www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2002/L10406.htm>. Acesso em: 17 out. 2010.
______. Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as Sociedades por Ações. 
Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6404consol.htm>. Acesso em: 
19 out. 2010.
______. Lei 10.303, de 31 de outubro de 2001. Altera e acrescenta dispositivos na Lei 
6.404, de 15 de dezembro de 1976, que dispõe sobre as Sociedades por Ações, e na No
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oções gerais de D
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Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976, que dispõe sobre o mercado de valores mobili-
ários e cria a Comissão de Valores Mobiliários. Disponível em: <www.planalto.gov.br/
ccivil_03/Leis/LEIS_2001/L10303.htm>. Acesso em: 20 out. 2010.
______. Decreto 3.708, de 10 de janeiro de 1919. Regula a constituição de socieda-
des por quotas, de responsabilidade limitada. Disponível em: <www.planalto.gov.br/
ccivil_03/decreto/Antigos/D3708.htm>. Acesso em: 20 out. 2010.
CARVALHOSA, Modesto. Comentários à Lei das Sociedades Anônimas. São Paulo: 
Saraiva, 2001.
COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de Direito Comercial, Direito de Empresa. 13. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2009. v. 2.
FAZZIO JÚNIOR, Waldo. Direito Comercial: empresário, sociedades, título de crédito, 
contratos, recuperações, falências. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2008. v. 12. (Série Fundamen-
tos Jurídicos).
REQUIÃO, Rubens. Curso de Direito Comercial. São Paulo: Saraiva, 2006. v. 1; 2.
VENTURA, Luciano Carvalho. O Conselho de Administração na Empresa Familiar. Pu-
blicado em: 20 jul. 2006. Disponível em: <www.acionista.com.br/governanca/200706_
luciano_ventura.htm>. Acesso em: 20 out. 2010.
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Noções gerais de Direito Ambiental
Ao longo dos anos, a intervenção humana no meio ambiente foi de forte influên-
cia, a ponto de gerar danos para as gerações futuras. É importante salientar que a ação 
humana é considerada uma das principais fontes de degradação ambiental, haja vista 
que colaborou para a intensificação da industrialização e emissão de poluentes nos 
últimos anos.
Vale salientar que um dos efeitos danosos ao meio ambiente, considerado preo-
cupante, é o chamado aquecimento global, o qual desencadeia o aumento da tempe-
ratura, o degelo e aumento do nível do mar. Essa situação é considerada crítica pelos 
cientistas, haja vista que, nos próximos 50 anos, serão verificados alguns fatos decor-
rentes desse efeito, tais como a extinção de espécies marinhas que fazem parte da 
cadeia alimentar, a mudança das estações climáticas, os reflexos da agricultura e pecu-
ária e a mudança na costa do mar.
Portanto, quando são gerados danos ao meio ambiente, significa dizer que o dano 
se estende a toda população, uma vez que as consequências são verificadas a longo 
prazo. Além disso, salienta-se que a reparação ambiental não ocorre de forma rápida, 
pois a natureza não se recompõe na mesma velocidade em que ocorre a sua destrui-
ção. Dessa forma, há o comprometimento do acervo natural para a nova população 
que habitará o planeta, pois, se a preocupação atual se limitar à obtenção de lucro e 
riquezas, comprometerá a subsistência do planeta.
Diante dessa preocupação, e considerando o meio ambiente como um bem 
difuso, isso é, pertencente a toda coletividade, a Constituição Federal de 1988 se preo-
cupou em tutelá-lo, preceituando no Artigo 225 que:
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do 
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever 
de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Diante disso, é possível afirmar que qualquer indivíduo que se sinta lesado, no to-
cante à questão vinculada ao meio ambiente, pode buscar o amparo da tutela jurisdi-
cional, já que, constitucionalmente, é dever dos entes públicos mantê-lo em harmonia 
e em equilíbrio. Para salvaguardar o direito de todos, foi editada a Lei 9.605/98, a qual 
trata das sanções penais e administrativas que devem ser aplicadas para as condutas 
e as atividades que sejam consideradas lesivas ao meio ambiente. Portanto, a interpre-
tação normativa deve ser realizada conjugando o disposto na Constituição Federal, 
Lei 6.938/81 e Lei 9.605/98, a fim de garantir a adequada aplicação legal ao infrator do 
ambiente natural.
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Os princípios do Direito Ambiental
O Direito Ambiental é um ramo do Direito que estuda e normatiza o meio am-
biente, visando estabelecer regras para que os indivíduos possam dar cumprimento 
e, caso isso não ocorra, sejam sancionados para garantir a proteção da natureza. Para 
tanto, cabe conhecer os princípios que embasam a legislação ambiental e que tentam 
garantir a harmonia entre o convívio do homem e da natureza.
Princípio da educação
Esse princípio tem como pressuposto garantir ao cidadão as informações neces-
sárias para que o mesmo possa, individualmente, preservar o meio em que vive. A ideia 
central da educação não está limitada à educação formal, mas sim à ampla divulga-
ção do conceito meio ambiente e os seus efeitos para a humanidade. Dessa maneira, 
além das escolas, outros órgãos também devem preparar os indivíduos para o enfren-
tamento dos danos já causados no ambiente em que se vive, e atenuar os problemas 
que advêm desse fato. É importante salientar que a educação pode ser desenvolvida 
de várias formas, iniciando-se com as crianças no ambiente familiar até os adultos no 
meio corporativo. A concepção do princípio é integrar o tema ao cotidiano do cidadão 
para que ele absorva o sentido e a relevância do meio natural e, a partir de então, o 
preserve da melhor forma possível.
Princípio como direito fundamental
A Constituição Federal brasileira de 1988 consagrou o meio ambiente como um 
bem difuso, isto é, coletivo. Dessa forma, cada um dos cidadãos tem o dever de respei-
tá-lo, sob pena de invadir o bem que também é do outro. Com essa idealização, o meio 
ambiente é