DIREITO INTERNACIONAL   TECNOLÓGICOS

DIREITO INTERNACIONAL TECNOLÓGICOS


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diversas nações, como 
meio auxiliar para a determinação das regras de direito, sem prejuízo do disposto no Artigo 59.
6. A presente disposição não restringe a faculdade da Corte para decidir um litígio ex aequo et bono1, 
se convier às partes.
Para melhor compreensão, é necessário compreender o significado de cada uma 
das fontes do Direito Internacional Público.
Os usos e costumes
Os usos e costumes são considerados uma fonte do Direito em geral, uma vez que 
não é possível descartar as tratativas cotidianas de uma comunidade, ou seja, faz-se 
necessária a compreensão do comportamento e das ações de grupo e considerá-las 
no contexto jurídico. Para que os usos e costumes sejam enquadrados na ordem legal, 
é preciso que os hábitos da comunidade sejam tradicionais e recorrentes, não sendo 
validada como fonte apenas um comportamento isolado.
No Direito Internacional, essa prática também é considerada como fonte, já que 
a Corte de Haia se manifestou sobre o tema e os acolheu. Para o Direito Internacional, 
os usos e costumes advêm de uma prática ativa ou omissa da comunidade, mas que 
se repetem com frequência, cujo entendimento gera a convicção daquilo que é certo 
ou errado.
Os costumes podem ser transformados em direito positivo2, mas, para isso, é ne-
cessário que os Tribunais os adotem como fonte do Direito e embasem as suas deci-
sões nessa fonte. Embora por longo tempo os costumes tenham sido usados como 
fonte do Direito Internacional Público, em especial, quando não havia a centralização 
das discussões pelos organismos internacionais, nos dias atuais, a sua aplicação é dimi-
nuta, face às incertezas que possam ser geradas a partir da sua adoção.
Tratados internacionais
Os tratados internacionais são fontes importantes do Direito Internacional, eis 
que são convenções estabelecidas pelos Estados e que, por esses, devem ser cumpri-
das para estabelecer a ordem internacional. Para Rezek (2009, p. 14), os tratados são \u201cos 
1 Ex aequo et bono é uma expressão em latim, que significa \u201cde acordo com o que é correto e o que é bom.\u201d
2 É um conjunto de normas editadas pelo Estado, as quais são editadas para a sua proteção e dos cidadãos, compondo o ordenamento jurídico.N
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acordos formais, concluídos entre sujeitos de Direito Internacional Público, e destina-
dos a produzir efeitos jurídicos\u201d.
Como se trata da formalização da vontade dos Estados, para que um tratado seja 
válido, faz-se necessária a anuência expressa dos envolvidos, ou seja, a manifestação 
escrita. Uma vez convencionado, o tratado faz lei entre as partes, fazendo valer o prin-
cípio da pacta sunt servanda, muito embora deva ser respeitada a soberania nacional.
Para a celebração dos tratados, é preciso obedecer a três pontos.
 Competência das partes: o representante do país que pretende firmar um 
tratado internacional deve estar imbuído de poderes para esse fim. Vale lem-
brar que cada Estado nomeará um agente específico, que representará os 
seus interesses, não sendo possível um Estado representar outro.
 Objeto lícito: para a discussão do acordo, o objeto deve ser lícito, não poden-
do contrariar as normas internacionais, os costumes e os princípios gerais do 
Direito.
 Consentimento das partes: a vontade deve ser manifestada livremente, sem 
a ocorrência de vícios, tais como a indução em erro, coação ou simulação.
O tratado internacional, para ser elaborado, passa por algumas fases, as quais são 
importantes para que seja atingido o objetivo central, que é a manutenção da ordem 
internacional. Diante disso, seguem as etapas a serem cumpridas.
 Negociação: é a primeira etapa para a formalização de um acordo entre os 
Estados, uma vez que o tema proposto é colocado em discussão, analisado 
pelos agentes competentes e, muitas vezes, encaminhado para uma confe-
rência para que sejam reavaliadas as questões por outros representantes, dos 
demais Estados. Após as ponderações de todos os agentes, é elaborado um 
documento formal, o qual culminará na versão final do tratado internacional.
 Assinatura: terminada a negociação e a elaboração do texto normativo, a se-
gunda fase é a assinatura do termo. Uma vez assinado o documento pelos Es-
tados, tem-se a garantia de que todos os signatários concordam com o termo 
e estarão submetidos às suas regras.
 Ratificação: é um ato escrito que valida o tratado na ordem internacional, 
portanto, a assinatura do documento não é o suficiente para a vigência dos 
tratados.
 Registro: todo tratado deve ser registrado na Secretaria da Organização das 
Nações Unidas (ONU), por determinação legal, uma vez que esse ato dá publi-
cidade ao documento.
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 Promulgação: é o ato de reconhecimento do tratado, o qual é feito pelos Es-
tados signatários para que o documento possa ser aplicado no âmbito do Di-
reito Interno.
 Publicação: é o ato que dá publicidade sobre o conteúdo do tratado interna-
cional para a ordem interna, sendo o mesmo publicado no Diário Oficial.
É importante salientar que os efeitos dos tratados se restringem às partes que o 
celebraram, não se estendendo aos países que não formalizaram a adesão. Portanto, 
uma vez firmado o tratado internacional, os Estados têm o dever de dar cumprimento 
às regras estabelecidas, sendo responsáveis para tanto, pois, em não o fazendo, sofre-
rão sanções na esfera internacional.
Os princípios gerais do Direito
Os princípios gerais do Direito fazem parte das fontes do Direito Internacional, 
considerando como princípios todas as ações já executadas e incorporadas nos Es-
tados, e que são aceitos sem questionamentos, uma vez que se trata de conduta re-
corrente. É importante destacar que alguns princípios decorrem dos usos e costumes 
de uma sociedade, que, por prática e adesão comum, são considerados principioló-
gicos. Como exemplo disso, é citado o princípio da boa-fé, o qual parte do pressu-
posto de que o agente está atuando de boa-fé, e cabe parte contrária realizar a sua 
descaracterização.
É importante destacar que a maioria dos princípios gerais do Direito já foram de-
vidamente incorporados nos tratados internacionais.
Os organismos internacionais: 
ONU \u2013 Organização das Nações Unidas
Ao se tratar do Direito Internacional Público, é necessário compreender o papel 
dos organismos internacionais, sendo que, entre eles, a ONU é considerada a principal 
organização internacional, uma vez que congrega os interesses de todos os Estados, 
protegendo os direitos humanos.
A ONU é uma instituição internacional formada por 192 Estados soberanos, fundada após a Segunda 
Guerra Mundial, para manter a paz e a segurança no mundo, fomentar relações cordiais entre as 
nações, promover progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos. Os membros são 
unidos em torno da Carta da ONU, um tratado internacional que enuncia os direitos e deveres dos 
membros da comunidade internacional. (Disponível em: <www.onu-brasil.org.br/conheca_onu.
php>.)N
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A ONU está subdividida em seis órgãos, os quais possuem funções distintas entre 
si, como se observa na descrição que segue.
Conselho de Segurança
Definido pela Carta da ONU como sendo um órgão colegiado, que possui como 
função principal a manutenção da paz e da segurança internacional. A sua