DIREITO INTERNACIONAL   TECNOLÓGICOS

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ireito Internacional Privado
Tipos de visto
Visto de trânsito
Está disciplinado no Artigo 8.º da Lei 6.815/80, cuja redação segue.
Art. 8.º O visto de trânsito poderá ser concedido ao estrangeiro que, para atingir o país de destino, 
tenha de entrar em território nacional.
§1.º O visto de trânsito é válido para uma estada de até 10 (dez) dias improrrogáveis e uma só 
entrada.
§2.° Não se exigirá visto de trânsito ao estrangeiro em viagem contínua, que só se interrompa para 
as escalas obrigatórias do meio de transporte utilizado.
Visto de turista
Está disciplinado no Artigo 9.º da Lei 6.815/80, cuja redação segue.
Art. 9.º O visto de turista poderá ser concedido ao estrangeiro que venha ao Brasil em caráter 
recreativo ou de visita, assim considerado aquele que não tenha finalidade imigratória, nem intuito 
de exercício de atividade remunerada.
Art. 12. O prazo de validade do visto de turista será de até cinco anos, fixado pelo Ministério das 
Relações Exteriores, dentro de critérios de reciprocidade, e proporcionará múltiplas entradas no 
País, com estadas não excedentes a noventa dias, prorrogáveis por igual período, totalizando o 
máximo de cento e oitenta dias por ano.
Temporário ou provisório
Está disciplinado nos artigos 13 e 14 da Lei 6.815/80, cuja redação segue.
Art. 13. O visto temporário poderá ser concedido ao estrangeiro que pretenda vir ao Brasil:
I - em viagem cultural ou em missão de estudos;
II - em viagem de negócios;
III - na condição de artista ou desportista;
IV - na condição de estudante;
V - na condição de cientista, professor, técnico ou profissional de outra categoria, sob regime de 
contrato ou a serviço do Governo brasileiro;
VI - na condição de correspondente de jornal, revista, rádio, televisão ou agência noticiosa estrangeira;
VII - na condição de ministro de confissão religiosa ou membro de instituto de vida consagrada e de 
congregação ou ordem religiosa.
Art. 14. O prazo de estada no Brasil, nos casos dos incisos II e III do art. 13, será de até noventa dias; 
no caso do inciso VII, de até um ano; e nos demais, salvo o disposto no parágrafo único deste artigo, 
o correspondente à duração da missão, do contrato, ou da prestação de serviços, comprovada 
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perante a autoridade consular, observado o disposto na legislação trabalhista.
Parágrafo único. No caso do item IV do artigo 13 o prazo será de até 1 (um) ano, prorrogável, quando 
for o caso, mediante prova do aproveitamento escolar e da matrícula.
Visto permanente
Está disciplinado no Artigo 16 da Lei 6.815/80, cuja redação segue.
Art. 16. O visto permanente poderá ser concedido ao estrangeiro que pretenda se fixar 
definitivamente no Brasil.
Visto cortesia, oficial e diplomático
Estão disciplinados nos artigos 19 e 20 da Lei 6.815/80, cuja redação segue.
Art. 19. O Ministério das Relações Exteriores definirá os casos de concessão, prorrogação ou dispensa 
dos vistos diplomáticos, oficial e de cortesia.
Art. 20. Pela concessão de visto cobrar-se-ão emolumentos consulares, ressalvados:
I - os regulados por acordos que concedam gratuidade;
II - os vistos de cortesia, oficial ou diplomático;
III - os vistos de trânsito, temporário ou de turista, se concedidos a titulares de passaporte diplomático 
ou de serviço.
Parágrafo único. A validade para a utilização de qualquer dos vistos é de 90 (noventa) dias, contados 
da data de sua concessão, podendo ser prorrogada pela autoridade consular uma só vez, por igual 
prazo, cobrando-se os emolumentos devidos, aplicando-se esta exigência somente a cidadãos de 
países onde seja verificada a limitação recíproca.
O visto não será concedido ao estrangeiro se este se enquadrar nas situações pre-
vistas no Artigo 7.º da Lei 6.815/80:
Art. 7.º Não se concederá visto ao estrangeiro:
I - menor de 18 (dezoito) anos, desacompanhado do responsável legal ou sem a sua autorização 
expressa;
II - considerado nocivo à ordem pública ou aos interesses nacionais;
III - anteriormente expulso do País, salvo se a expulsão tiver sido revogada;
IV - condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição segundo a 
lei brasileira; ou
V - que não satisfaça às condições de saúde estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Processos de saída
Quando o estrangeiro não está devidamente habilitado em território nacional, o 
mesmo é submetido ao processo de saída, que poderá ocorrer nas seguintes formas:
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oções gerais de D
ireito Internacional Privado
Deportação
Se dá quando o indivíduo estrangeiro está em situação irregular no país, por 
exemplo, sem visto de ingresso ou exercendo alguma atividade diferente daquela es-
tabelecida no seu visto.
Expulsão
Ocorre quando o estrangeiro habilitado no país comete algum ato que seja pre-
judicial aos interesses nacionais.
Extradição
Acontece quando o indivíduo ingressou em território nacional, mas praticou 
algum crime em território estrangeiro.
Texto complementar
 
Lei aplicável: uma questão de escolha
(CINTRA; BERGER, 2004)
Um fenômeno curioso desenvolveu-se ao longo dos anos no direito brasileiro. 
A questão de fundo é bastante simples: saber se as partes em contratos internacio-
nais podem escolher a lei de regência de seus contratos. Mas essa simples questão 
tomou enormes proporções, causando inúmeros debates entre autores, advogados, 
professores e alunos de direito. O curioso é que, com o passar do tempo, o debate 
praticamente adquiriu vida própria, como se fosse uma questão filosófica cuja apli-
cação prática tivesse menos importância.
Contribuiu para o aumento dessa mística o fato de não existirem julgados onde 
a matéria fosse apreciada. Ou seja, a questão não era testada em juízo. Assim, os de-
batedores sentiam-se livres para continuar sua discussão, e a matéria cada vez mais 
seguia seu rumo próprio e paralelo à realidade econômica.
Ocorre que, enquanto prosseguiam os debates, mais e mais contratos interna-
cionais eram firmados por empresas brasileiras. Principalmente nas duas últimas dé-
cadas, a inserção do país no campo das operações internacionais obrigou as partes 
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contratantes a tratar a escolha da lei aplicável a seus contratos como uma realidade. 
Ao mesmo tempo, o assunto não mais passou desapercebido pelos três poderes do 
estado brasileiro, sendo possível encontrarmos julgados, leis e decretos relaciona-
dos ao tema. Ou seja, foram desaparecendo os traços que deram origem ao fenô-
meno antes mencionado.
Entendemos que está na hora de tratar a questão sob esse novo enfoque. A pri-
meira parte deste artigo contém alguns argumentos que justificam nossa interpre-
tação de que as partes têm liberdade para escolher a lei de regência em contratos 
internacionais. Já a segunda parte aponta as manifestações do judiciário, legislativo 
e executivo que corroboram essa tendência.
O art. 9.º da Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro, datada de 1942, é a 
base das discussões: \u201cPara qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país 
em que se constituírem\u201d. Ao nosso ver, a melhor forma de interpretar esse artigo é 
concluir que ele se aplica apenas quando o contrato for omisso acerca da lei aplicá-
vel. Somente nesse caso