Radiofármacos Parte I  2017 1
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Radiofármacos Parte I 2017 1


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laboratório com sistema adequado de extração de ar. As doses preparadas devem ser etiquetadas, indicando a identificação do radiofármaco, atividade, prazo de validade e precauções. 
O acondicionamento e transporte de radiofármacos deve ser realizado segundo normas vigentes de vigilância sanitária e radioproteção. 
Ao término da jornada de trabalho, deve ser realizada uma monitoração das superfícies utilizando monitor de contaminação. O mesmo procedimento deve ser feito nas luvas, nas mãos e nas vestimentas dos trabalhadores responsáveis pela manipulação. 
12.4 MONITORAÇÃO \u2013 Os trabalhadores devem ser monitorados de acordo com a Norma CNEN-NE-3.01 \u201cDiretrizes Básicas de Radioproteção\u201d e CNEN-NE-3.02 \u201cServiços de Radioproteção\u201d. O trabalhador deve estar devidamente monitorado com dosímetro individual e usar luvas descartáveis, máscara e avental. 
 12.5 ADMINISTRAÇÃO DE DOSES TERAPÊUTICAS
Pacientes com doses administradas cuja atividade seja superior a 1,11 GBq (30 mCi) devem ser internados em quartos com sanitário privativo, destinados para esta finalidade. O radiofármaco deve estar contido em recipiente descartável adequadamente blindado. Na porta do quarto, além do símbolo internacional de radiação e da classificação da área, deve ser colocada uma tabuleta contendo as seguintes informações: 
nome e atividade do radionuclídeo administrado; 
data, hora da administração e registro diário da taxa de exposição a 1 metro do paciente; 
nome, endereço e telefone do responsável pela radioproteção. 
Junto ao leito do paciente deve ser afixada a taxa de exposição diária a 1 metro do paciente. 
Objetos passíveis de contaminação (por exemplo, telefones, maçanetas, interruptores, tampas de vaso sanitário, torneiras, etc ...) devem ser recobertos com plástico impermeável. 
 
13. REJEITOS RADIOATIVOS
	Rejeito Radioativo é qualquer material resultante de atividades humanas, que contenha radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados na norma CNEN-NE-6.02: \u201cLicenciamento de Instalações Radiativas\u201d, e para o qual a reutilização é imprópria ou não prevista. 
Os rejeitos radioativos gerados devem ser segregados e, de acordo com a natureza física do material e do radionuclídeo presente, colocados em recipientes adequados, etiquetados, datados e mantidos no local da instalação destinado ao armazenamento provisório de rejeitos radioativos para futura liberação, em conformidade com a Norma CNEN-NE-6.05 \u201cGerência de Rejeitos Radioativos em Instalações Radiativas\u201d. 
O local para armazenamento de rejeitos radioativos deve ser constituído de compartimentos que possibilitem a segregação destes por grupo de radionuclídeos com meias-vidas físicas próximas e por estado físico. Deve, ainda, possuir blindagem adequada, ser sinalizado e localizado em área de acesso controlado. 
 Antes da liberação de materiais, qualquer indicação da presença de radiação nos mesmos deve ser eliminada (indicação em rótulos, etiquetas, símbolos etc...). 
As atividades iniciais remanescentes e as meias-vidas físicas dos radioisótopos devem ser consideradas para estabelecer o tempo necessário de armazenamento para os rejeitos radioativos. A eliminação de rejeitos radioativos líquidos deve respeitar as concentrações e os limites previstos pela norma CNEN-NE 6.05, que são diferenciados para os vários radionuclídeos.
A excreta dos pacientes internados com doses terapêuticas poderá ser lançada na rede de esgoto sanitário, desde que obedecidos os princípios básicos de radioproteção estabelecidos na Norma CNEN-NE-3.01 \u201cDiretrizes Básicas de Radioproteção\u201d.
A eliminação de rejeitos radioativos sólidos no sistema de coleta de lixo urbano deve ter sua atividade específica limitada a 2 \u3bcCi/kg.
14. DESCONTAMINAÇÃO RADIOATIVA:
Tem por objetivo reduzir a contaminação a níveis aceitáveis.
	Quando superfícies do corpo ou da roupa se tornam contaminadas, é importante que a contaminação seja removida tão logo quanto possível, para evitar que se espalhe a outras superfícies. A lavagem com sabão normal e detergente é inicialmente o melhor método. Isto deve ser seguido por métodos de lavagens de mãos, quando necessário utilizamos um sabão abrasivo ou agente complexo. O corte das unhas das mãos pode remover uma quantidade significante de contaminação que permanece nas mãos após a lavagem.
 Pessoas suspeitas de estarem contaminadas devem ser monitoradas com um detector de radiação (Geiger M\u3cbller) para identificar as áreas contaminadas. Roupas que estão significantemente contaminadas devem ser removidas e guardadas em sacos plásticos até que a sua atividade tenha decaído a nível aceitável de atividade (200 dps por 100 m2). Solução radioativa derramada deve ser absorvida imediatamente com algodão ou papel absorvente e verificada a radioatividade.
		Se ocorrer contaminação na pele, os procedimentos de descontaminação não devem aumentar a penetração da radioatividade no corpo por abrasão excessiva da pele. Se a contaminação estiver na área de um ferimento, um médico deverá supervisionar a operação de descontaminação. Ferimentos suspeitos de contaminação deverão ser irrigados com água morna em abundância. 
		Uma vez ocorrido o acidente, os seguintes passos devem ser tomados:
Primeiramente lave as mãos da seguinte forma: - Molhe as mãos aplique sabão ou detergente (sem esfregar); - enxugue as mãos com bastante água; - monitore a eficiência do procedimento usando um detector de radiação; - se necessário repita o procedimento de lavagem; - se o nível de radiação ainda estiver alto, use um sabão abrasivo; - aplique lanolina ou outro creme de mãos para evitar rachadura na pele.
 As contaminações dos olhos, nariz e boca devem ser cuidadosamente tratadas, inicialmente lavando-se com bastante água. Se possível devem ser utilizados copos de lavagem ocular. Este procedimento de lavagem de mãos se estende as outras áreas da pele do corpo que estiverem contaminadas.
Coloque luvas de borracha para evitar a contaminação das mãos.
Cubra o material radioativo derramado ou respingado com material absorvente para evitar que a contaminação se alastre.
Desligar ventiladores, ar condicionado que estejam operando na área.
Marcar a área contaminada com giz, marcador, corda, etc., e restringir o tráfego nesta local.
Não permitir que alguém saia da área contaminada sem antes ser monitorado para assegurar que não está contaminado e levando contaminação para outros lugares.
Notificar a ocorrência do acidente ao responsável pela proteção radiológica.
Coloque todo o material contaminado em sacos plásticos para decaimento. Faça o mesmo com o material de limpeza utilizado para o procedimento de descontaminação, até que sua atividade tenha decaído o suficiente, antes de sua reutilização.
AGENTES DESCONTAMINANTES:
LÍQUIDOS: Água e sabão; Sabão abrasivo e água; Água e detergentes; Agentes químicos.
SECOS: Fubá e detergente (pó); Pasta ou creme de dióxido de titânio; Permanganato de K + Bissulfito de Na; Sudorese.
LEGISLAÇÃO:
RESOLUÇÃO-RDC Nº- 63, de 18/12/2009 \u2013 Esta Resolução possui o objetivo de estabelecer os requisitos mínimos a serem observados na fabricação de radiofármacos, que deve cumprir com as Boas Práticas de Fabricação de Radiofármacos e também com os princípios básicos de Boas Práticas
de Fabricação (BPF) de Medicamentos.
RESOLUÇÃO-RDC Nº 64, de 18/12/2009 \u2013 Esta resolução possui o objetivo de estabelecer os requisitos mínimos para o registro de radiofármacos no país visando garantir a qualidade, segurança e eficácia destes medicamentos.
RESOLUÇÃO Nº 486 de 23/09/2008 (CFF) \u2013 Dispõe sobre as atribuições do farmacêutico na área de
Radiofarmácia.
Nota de aula elaborada a partir das seguintes REFERÊNCIAS: 
Oliveira, R e cols. Preparações radiofarmacêuticas e suas aplicações. Rev. Bras. Ciên.Farm.42 (2) 2006.
Boletim do CIM. Importância terapêutica dos radiofármacos. Mar/Abr 2003.
Aplicações da Energia Nuclear- CNEN
Radiações Ionizantes