Guia de Aulas praticas de Quimica Analitica
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através da observação visual da 
chama. A radiação liberada por alguns elementos possui comprimento de onda na 
faixa do espectrovisível, ou seja, o olho humano é capaz de enxergá-las através de 
cores. Assim, é possível identificar a presença de certos elementos devido à cor 
característica que eles emitem quando aquecidos numa chama. 
O teste de chama apenas fornece informação qualitativa. Dados quantitativos, 
sobre a proporção dos elementos na amostra, podem ser obtidos por técnicas 
relacionadas a fotometria de chama (espectroscopia de emissão). 
O teste da chama está fundamentado nos princípios do modelo de Bohr, de que 
quando certa quantidade de energia é fornecida a um determinado elemento químico, 
alguns elétrons da camada de valência absorvem essa energia passando para um 
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nível de energia mais elevado, produzindo o que chamamos de estado excitado. 
Quando um ou mais elétrons excitados retornam ao estado fundamental, eles emitem 
uma quantidade de energia radiante igual àquela absorvida, cujo comprimento de 
onda é característico do elemento e da mudança de nível eletrônico de energia. Assim, 
a luz de um comprimento de onda particular pode ser utilizada para identificar um 
referido elemento. 
Uma chama não-luminosa de Bunsen consiste em 3 partes: um cone interno azul 
(ADB), compreendendo, principalmente, gás não queimado, uma ponta luminosa em D 
(que só é visível quando os orifícios de ar estão ligeiramente fechados), um manto 
externo (ACBD), na qual se produz a combustão completa do gás. As partes principais 
da chama, de acordo com Bunsen, são claramente indicadas na Figura 1. A mais 
baixa temperatura está na base da chama (a), que é empregada para testar 
substâncias voláteis, a fim de determinar se elas comunicam alguma cor à chama. A 
parte mais quente da chama é a zona de fusão (b), que fica a cerca de um terço de 
altura da chama e eqüidistante do interior e exterior do manto. A zona oxidante inferior 
(c) está situada na borda mais externa de b e pode ser usada para oxidação de 
substâncias dissolvidas em pérolas de bórax. A zona oxidante superior (d) é a ponta 
não-luminosa da chama. Nesta região há um grande excesso de oxigênio e a chama 
não é tão quente. A zona redutora superior (e) está na ponta do cone interno azul e é 
rica em carbono incandescente. A zona redutora inferior (f) está situada na borda 
interna do manto próximo ao cone azul. 
 
 
FIGURA 1. Regiões características da chama produzida em bico de Bunsen. 
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2. Objetivo 
Verificar a emissão de radiação eletromagnética quando substâncias químicas 
contendo diferentes átomos metálicos é aquecido na chama do bico de bunsen. 
3. Material e Método 
3.1 Material 
- bico de bunsen 
- cloreto de potássio anidro P.A. 
-cloreto de cobre anidro P.A. 
-cloreto de cálcio anidro P.A 
-cloreto de sódio anidro P.A. 
-cloreto de zinco anidro P.A 
-alça de platina 
3.2 Procedimento 
Verificar se a alça de platina está perfeitamente limpa. Em caso negativo, limpá-
la imergindo-a em HCl concentrado e levando-a à chama até não haver mais formação 
Repetir a operação com a mesma amostra até a cor da mesma ficar bem memorizada. 
de cor. Repetir essa operação tantas vezes quantas forem necessárias. 
Em seguida, umedecer a alça de platina em HCl concentrado, isento de 
contaminação, tocar na amostra devidamente pulverizada e levar à base da chama. 
Caso não haja aparecimento de coloração na chama erguer a alça vagarosamente e 
procurar uma região mais quente da chama. O fio de cobre pode ser aquecido 
diretamente sobre a chama 
Verificar atentamente a cor, associando-a ao íon metálico presente na amostra, 
de acordo com a tabela abaixo: 
Repetir todos os itens anteriores utilizando amostras diferentes. 
Presença de: Cor observada Cor esperada Comprimento 
de onda 
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Potássio (K +) 
Cobre (Cu+2) 
Cálcio (Ca 2+) 
Sódio (Na +) 
Zinco (Zn+2) 
 
Questões: Responda e coloque no relatório 
1) Explique porque ocorre a emissão de cor na chama quando há os metais são 
colocados em uma chama. 
2) Porque cada metal produz emissão de uma radiação de coloração 
característica? 
3) Todos os metais testados produziram emissão de radiação no visível?. 
Quando uma espécie não apresenta coloração ao ser colocada na chama, 
podemos afirmar que não está ocorrendo transição eletrônica? Justifique. 
4) Usando o sódio como exemplo, qual o E dos elétrons que estão sofrendo 
essa, considere c=3,0 x 108 m/s. Considerando o \u3bb médio do intervalo que 
representa a cor obtida no teste. 
5) Qual a diferença entre espectros moleculares e espectros atômicos? 
6) Explique porque os fogos de artifícios são coloridos? 
4. Referência 
HARRIS, D. A. Análise Química Quantitativa. 6ª ed. LTC \u2013 Livros Técnicos e 
Científicos Editora: Rio de Janeiro, 2005. 
SKOOG, D. A.; West, D. M.; Holler, F. J. Crouch, S. R. Fundamentos de Química 
Analítica. 8ª ed. Pioneira Thomson Learning; São Paulo, 2006. 
 
Prática QAP18 - Determinação potenciométrica da concentração de ácido 
acético em vinagre 
 
1. Introdução 
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A potenciometria é um método eletrométrico que consiste na determinação do 
potencial elétrico entre dois eletrodos, o indicador e o de referência, os quais se 
encontram mergulhados na solução, como indicado abaixo: 
 
 
 
 
 
Figura 1. Esquema do eletrodo de vidro combinado. 
Fonte: Skoog et al. 2006. 
 
Nas titulações potenciométricas é suficiente determinar a mudança de potencial 
em relação à quantidade de solução titulante que foi acrescentada. Obtendo-se um 
gráfico que relaciona E (mV) ou pH em função do volume do titulante adicionado, 
como: 
2. Material e Métodos 
2.1 Material 
- Um potenciômetro sensível a 0,05 unidade de pH; 
- Uma bureta de 50mL; 
- Uma pipeta volumétrica de 25mL; 
- Um agitador magnético; 
- Uma barra magnética; 
- Três erlenmeyer de 250mL; 
- dois béqueres de 100mL; 
- Pisseta 
 2.2. Reagentes e Soluções 
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- Amostra de vinagre; 
- Hidróxido de sódio 0,5 MolL-1; 
2. 3. Métodos 
b) Titulação potenciométrica da amostra de vinagre. 
1. Transferir cerca de 20ml da amostra de vinagre para um béquer de 
250mL; 
2. Cuidadosamente, introduzir o eletrodo de vidro no béquer de 250mL; 
3. Adicionar água destilada até cobrir o \u201cbulbo\u201d do eletrodo; 
4. Colocar a barra magnética no béquer; 
5. Colocar o béquer sobre o agitador magnético; 
6. Preencher a bureta com a solução padronizada de hidróxido de sódio 
padronizada anteriormente; 
7. Ligar o agitador magnético evitando o contato da barra com o eletrodo; 
8. Ligar o Potenciômetro e observar o potencial em mv (f.e.m.); 
9. Adicionar cerca de 1 mL de hidróxido de sódio, anotar o potencial em mV, 
o volume adicionado em mL e o valor de pH; 
10. Continuar adicionando hidróxido de sódio, lentamente, até se observar 
uma variação \u201cbrusca\u201d de potencial (mV). Faça mais algumas adições de 
base; 
11. Construa um gráfico de pH x Volume de base (Figura 1), outra da 
variação do valor de pH pela variação do volume (\u22062pH/ \u2206V2) (Figura 2). 
12. Determine o ponto de equivalência, através da análise gráfica. 
13. Com o volume de base determinado no ponto de equivalência, calcule o 
teor do ácido acético. 
14. Calcular a massa de ácido acético presente no vinagre 
 
3 Cálculos: 
(M.V)ácido acético = (M.V)NaOH; 
Através da expressão da concentração molar, calcular a massa de ácido acético 
presente amostra de vinagre. 
 
49 
 
NaOH 
(volume 
adicionado em 
mL) 
pH V (mV) 
12
12
VV
pHpH
\u2212
\u2212
 
12
12
VV
pHpH
\u2212
\u2206\u2212\u2206