Guia de Aulas praticas de Quimica Analitica
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Diminua o peso úmido com o peso seco, o resultado desta subtração divida pelo 
peso seco. Este é o teor de umidade, para colocá-lo em porcentagem, basta 
multiplicar o resultado por 100. 
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Divida o peso seco pelo peso úmido, este é o valor do A.S.. Para obter em 
porcentagem, basta multiplicar o resultado por 100. 
 
3. Cálculo do teor de umidade 
%\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd\ufffd \ufffd\ufffd. \ufffd\ufffd = 
\ufffd\ufffd\ufffd \u2212 \ufffd\ufffd!
\ufffd\ufffd\ufffd
"100 
 
%. ! =
\ufffd\ufffd!
\ufffd\ufffd!
"100 
 
 
Para o relatório 
 
1) Qual a importância da determinação da umidade e da consistência (AS) 
da madeira? 
2) Os valores encontrados foram característicos para a amostra 
analisada? 
 
4. Referência 
POTULKI, D., BARBOSA T. F. FICHAS PARA PRÁTICA DE ANÁLISES QUÍMICAS 
DA MADEIRA. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2008. 
 
 
Prática QAP11 \u2013 Determinação de cinzas 
 
1. Introdução 
É o resíduo inorgânico que permanece após a queima da matéria orgânica, que 
é transformada em CO2, H2O e NO2. O teor de cinzas determina a quantidade de 
material inorgânico presente na madeira. 
2. Material e Métodos 
2.1 Material 
Mufla 
2 Cadinho de porcelana com tampa 
Dessecador 
Sílica gel 
2.2 Procedimento 
Limpe os cadinhos de porcelana cuidadosamente, e incinere-os em mufla a 
525°C ± 25°C por 30-60 minutos. 
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Retire-os, COM CUIDADO E UTILIZANDO LUVAS E PINÇA, da mufla e deixe 
esfriar em dessecador por, pelo menos, 30 minutos. Pese em balança analítica, 
anotando o peso. 
Pese 5 g de amostra 
Calcine a amostra, previamente, em bico de bunsen até cessar a fumaça. 
Coloque o material na mufla a 550º C por 4 \u2013 5 horas. 
 Retire com cuidado os cadinhos, colocando-os diretamente em dessecador. 
Espere esfriar por 30 minutos. 
Pese-os em balança analítica, anotando o valor. 
3. Cálculo 
% &\ufffd'(\ufffd) =
\ufffd &\ufffd'(\ufffd)
\ufffd\ufffd\ufffd
*100 
Onde: P cinzas: peso das cinzas em grama, PMF: peso da amostra fresca em 
gramas. 
 
4. Referência 
 
POTULKI, D. BARBOSA T. F. FICHAS PARA PRÁTICA DE ANÁLISES QUÍMICAS 
DA MADEIRA. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2008. 
 
 
Prática QAP12. Determinação da dureza total de águas. 
 
1. Introdução 
A dureza total é calculada como sendo a soma das concentrações de íons cálcio 
e magnésio na água, expressos como carbonato de cálcio. A dureza de uma água 
pode ser temporária ou permanente. A dureza temporária, também chamada de 
dureza de carbonatos, é causada pela presença de bicarbonatos de cálcio e 
magnésio. Esse tipo de dureza resiste à ação dos sabões e provoca incrustações. É 
denominada de temporária porque os bicarbonatos, pela ação do calor, se 
decompõem em gás carbônico, água e carbonatos insolúveis que se precipitam. 
O índice de dureza é um dado muito importante, usado para avaliar a qualidade 
da água para diferentes aplicações industriais, tais como fábrica de cervejas, de papel 
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e celulose e várias outras aplicações, além do monitoramento da água para uso em 
caldeiras e em lavanderias. 
No Brasil, a portaria Min. da Saúde N.º 2.914 de 14 de dezembro de 2011, 
estabelece o limite máximo de 500 mg CaCO3/L para que a água seja admitida como 
potável.. Parece não existir problemas fisiológicos ligados á água dura, a objeção fica 
por conta do gosto, que eventualmente pode ser considerado uma característica 
desagradável de águas muito duras. 
2. Material e Métodos 
 2.1 Material 
a) bureta de 50 ml; 
b) pipeta volumétrica de 25 ml; 
c) balão volumétrico de 50 ml; 
d) béquer de 100 ml; 
e) frasco erlenmeyer de 250 ml; 
f) solução padrão de EDTA 0,01 M; 
g) solução tampão (NH4Cl\NH4OH); 
h) indicador eriochrome Black T; 
i) inibidor I - cianeto de sódio P.A em pó; 
j) inibidor II - sulfeto de sódio. 
k) padrão de cálcio (CaCO3 anidro P.A) 
l) Sulfato de magnésio P.A. 
m) Cloreto de sódio P.A. 
n) Sulfeto de sódio pentahidratado (Na2S. 5H2O) 
o) 4 balões volumétricos de 1000 ml 
p) 4 Balões volumétricos de 50 ml 
q ) 4 copos de béquer de 100 ml 
r) 4 erlenmeyer de 100 ml 
s ) Almofariz e pistilo 
 
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3. Reagentes e Soluções 
I) Solução de EDTA 0,01M 
O EDTA é um padrão primário, pode ser preparado diretamente, devendo ser 
dessecado a 80ºC, utilizando água livre de cátions polivalentes para o preparo da 
solução. Deve ser armazenados em frascos de polietileno e devemos padronizá-lo 
contra um padrão primário de carbonato de cálcio. 
a) pesar 3,723 gramas de EDTA (sal di-sódio do ácido etilenodiamino tetraacético), 
dissolver em água destilada e diluir a 1000 ml; 
b) padronizar contra uma solução-padrão de Carbonato de Cálcio; 
c) guardar esta solução em frasco de polietileno. 
II) Solução padrão de cálcio 
Pesar 1,0 grama de Carbonato de Cálcio anidro (CaCO3) padrão primário e colocar em 
um frasco Erlenmeyer de 250 ml. O carbonato de cálcio deve ser dessecado em estufa 
a 150º C. 
a) pesar 1,0 grama de Carbonato de Cálcio anidro (CaCO3) padrão primário e colocar 
em um frasco Erlenmeyer de 250 ml; 
b) adicionar aos poucos, com auxílio de um funil HCl 1:1 até dissolver todo CaCO3; 
c) adicionar 200 mL de água destilada e ferver por alguns minutos para eliminar o CO2; 
d) esfriar e adicionar algumas gotas de vermelho de metila e ajustar para a cor laranja 
intermediária por adição de NH4OH 3N ou HCl 1:1; 
e) transferir toda a mistura para um balão volumétrico de 1000 ml e completar o 
volume até a marca com água destilada (1 ml desta solução = 1,0 mg de CaCO3). 
 
III ) Solução tampão para dureza 
a) pesar 16,9 gramas de Cloreto de Amônia (NH4Cl) e dissolver em 143 ml de 
Hidróxido de Amônia concentrado (NH4OH); 
b) adicionar 1,25 gramas do sal de magnésio do EDTA e diluir a 250 ml com água 
destilada. 
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Observação: Caso não disponha do sal de magnésio do EDTA, dissolver 1,179 
gramas do sal sódico do EDTA e 780 mg do MgSO4 .7H2O ou 644 mg do MgCl2.6H2O 
em 50 ml de água destilada e juntar à solução do item 1, completando o volume para 
250 ml com água destilada. 
IV) Indicador Eriocrome Black T 
a) pesar 0,5 gramas de Eriocrome Black T em um vidro de relógio; 
b) pesar 100 gramas de Cloreto de Sódio P. A. em um béquer; 
c) transferir os dois reagentes para um almofariz e triturar a mistura até se transformar 
em pó; 
d) armazenar em frasco de boca larga, bem fechado. 
V) Inibidor I - cianeto de sódio P.A 
Usar 250 mg na solução a ser titulada. 
VI) Inibidor II - sulfeto de sódio 
a) pesar 5 gramas de Sulfeto de Sódio ( Na2S.9H2O) ou 3,7 gramas de 
Na2S.5H2O; 
b) dissolver em 100 ml de água destilada; 
c) guardar em frasco de vidro bem fechado a fim de evitar sua deterioração por 
contato com o ar. 
3. 1 Padronização da solução de EDTA 0,01 M 
a) medir 25 ml da solução padrão de cálcio e diluir para 50 ml com água destilada em 
frasco Erlenmeyer de 125 ml; 
b) adicionar 1 a 2 ml da solução tampão para obter o pH em torno de 10 ± 0,1; 
c) adicionar 0,05 gramas do indicador Eriochrome Black T; 
d) titular com EDTA 0,01 M gota a gota até desaparecer a última coloração violácea e 
aparecer a cor azul indicadora do ponto final da titulação. 
 
3.2 Procedimento para determinação da dureza 
a) tomar 25 ml da amostra e diluir para 50 ml com água destilada em balão 
volumétrico; 
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b) transferir para um béquer de 100 mL e adicionar 1 a 2 ml da solução tampão para 
elevar o pH a 10 ± 0,1; 
c) transferir para um frasco Erlenmeyer de 250 ml e adicionar aproximadamente 0,05 
gramas do Indicador Eriochrome Black T; 
d) titular com EDTA 0,01M agitando continuamente até o desaparecimento da cor 
púrpura avermelhada e o aparecimento da cor azul (final da titulação); 
e) anotar o volume de EDTA gasto (ml); 
f) fazer um branco