23035A Literatura Portuguesa. MOISES  Massaud
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feita diretamente pelo público às 
revistas especializadas em televisão e denotam que 
o público participava ativamente do processo de 
desenvolvimento do meio, exercendo o papel de 
crítico com o objetivo de modificar tanto em termos 
de programação, de técnica, de escolha de atores, 
cenários, etc. 
 
a) As alternativas I, II, III e IV estão corretas 
b) As alternativas II, III, IV e V estão corretas 
c) As alternativas I, III, IV e V estão corretas 
d) Apenas a alternativa V não está correta 
e) Todas as alternativas estão corretas 
Apostilas Solução - Professor Educação Básica \u2013 PEB II 
 
 136 Bibliografia para Língua Portuguesa 
2) Assinale a afirmação que não reflete as afirma-
ções de Roseli Stier Azambuja em \u201cA decodificação 
do discurso adulto da televisão pelo público infantil\u201d: 
a) A criança precisa de mensagens claras e enre-
dos pertinentes. Ela não é crítica e não sabe distin-
guir o verdadeiro do falso. Entretanto, ela gosta de 
informação e do produto ou da propaganda que a 
faça sentir-se mais velha, assim a criança gosta do 
discurso adulto, na TV ou não, capaz de respeitá-la 
como ela é. 
b) Crianças assistem a programas na TV em média 
4 horas/dia. Embora seja a atividade mais freqüen-
te, não é a preferida do público infantil, porém é a 
companhia preferida nos momentos de solidão, 
sendo que os meninos, quando sozinhos gostam 
mais de ver TV que as meninas. Estas gostam tanto 
de ver TV quanto de ouvir música. 
c) Os pais interferem pouco sobre o tempo de ex-
posição da criança à TV. Aumenta um pouco em 
relação ao tipo de programa assistido. Esse controle 
é exercido proporcionalmente à idade da criança: os 
menores e as meninas são mais controlados, espe-
cialmente sobre cenas de terror e sexo muito mais 
do que sobre cenas de violência, tiros, brigas, ex-
plosões, etc. 
d) A forma como a criança decodifica o discurso 
adulto na TV é muito afetada pela decodificação do 
discurso dos pais. Segundo a autora, mães passi-
vas em relação às propagandas de TV estimulam os 
filhos a uma alta predisposição ao consumo. 
e) A análise do discurso publicitário reforça e/ou 
ilustra pontos dessa lógica infantil, pois as crianças, 
sobretudo as menores, tendem a interpretações 
literais, mas lidam muito bem com simbolismos que 
sejam de fácil compreensão e que sejam intrínsecos 
e adequados àquilo que determinada propaganda 
está querendo comunicar. 
 
 
3) De acordo com Silvia Helena Simões Borelli, em 
\u201cGêneros Ficcionais: materialidade, cotidiano, ima-
ginário\u201d só não está correto afirmar: 
 
a) A transposição de uma obra literária para o ci-
nema e a televisão, mesmo que no processo man-
tenham suas características globais se apropriam 
de algumas das características da linguagem dos 
portadores utilizados. 
b) Os gêneros são instituições com função de cará-
ter ideológico, construindo significações e subjetivi-
dade capaz de relacionar \u201carte e sistema\u201d. Porém 
não podem ser entendidos como \u201cestratégias de 
comunicabilidade\u201d, \u201cfato cultural\u201d e \u201cmodelo dinâmi-
co\u201d articulados às dimensões históricas de espaço 
onde são produzidos e apropriados. 
c) No campo audiovisual, gênero é uma categoria 
abrangente capaz de classificar uma série bem di-
versificada de elementos e servir como elo dos dife-
rentes momentos da cadeia que une espaço de 
produção, anseios dos produtores culturais e do 
receptor. 
d) O gênero telenovela, fundamental para a conso-
lidação da televisão no Brasil, iniciou sua trajetória 
de maneira melodramática e, progressivamente, foi 
se modificando para responder às necessidades de 
uma sociedade que se moderniza. 
e) O gênero telenovela é responsável pela amplia-
ção do mercado de bens simbólicos, pelo aumento 
do consumo de aparelhos de televisão, pela moder-
nização das técnicas de estruturação empresarial e 
desenvolvimento tecnológico, entre outros. 
4) No texto Ämérica Latina e os anos recentes: o 
estudo da recepção em comunicação social, Jesús 
Martín-Barbero, aponta caminhos que deverão ser 
percorridos numa pesquisa que busque investigar a 
recepção em comunicação, a saber: 
I. Através de estudos da vida cotidiana, local onde 
os atores sociais se fazem visíveis do trabalho ao 
sonho, da ciência ao jogo. Aqui reside o grande 
desafio: que papel exerce a práxis cotidiana na co-
municação? A vida cotidiana é espaço de reconhe-
cimentos socialmente importantes? 
II. Através de estudos sobre o consumo como práti-
ca de apropriação dos produtos sociais; como lugar 
da distinção simbólica, por meio do que consumi-
mos materialmente e dos modos de consumir: lugar 
de diferenciação social, de demarcação das diferen-
ças, de distinções, de afirmação da distinção simbó-
lica; 
III. Através de estudos sobre o consumo como sis-
tema de integração e de comunicação de sentidos; 
como cenário de objetivação de desejos; como lugar 
de processo ritual segundo os diferentes atores 
sociais, grupos, classes, etnias e gerações. 
IV. Através de estudos sobre estética e semiótica da 
leitura: a leitura como interação e da história social e 
cultural dos gêneros artísticos/narrativos. 
Assinale a alternativa correta: 
a) As alternativas I, II, e III estão corretas 
b) As alternativas II, III e IV estão corretas 
c) As alternativas I, II e IV estão corretas 
d) Todas as alternativas estão corretas e se com-
plementam 
e) Nenhuma das alternativas 
 
5) Segundo Mauro Wilton de Souza, no texto \u201cRe-
cepção e Comunicação: a busca do sujeito\u201d só não 
está correto afirmar: 
a) Sousa propõe reflexões a respeito das questões 
relacionadas ao receptor e à comunicação, tomando 
como ponto de referência as seguintes questões 
\u201cquem é, afinal, o homem no processo de comuni-
cação social contemporâneo? Onde se colocar para 
melhor visualizá-lo?\u201d. 
b) O caminho dos estudos de comunicação, princi-
palmente nos países da América Latina, está em 
deixar um pouco de lado suas vinculações com a 
sociologia e a política, e se ocupar das ligações 
dessa comunicação com o mundo plural das práti-
cas culturais cotidianas, mas não somente na busca 
das significações e usos sociais e sim com uma 
visão de cultura, de como a comunicação pode ser 
vista com base nessas práticas. 
c) De acordo com a teoria da dependência em nível 
empírico, o sujeito da comunicação é uma peça que 
dá suporte à ordem do sistema social; nível teórico, 
ele é a própria ordem do sistema social funcionan-
do. Essa teoria procurava explicitar como as rela-
ções dos países centrais com os periféricos iam 
além de questões econômico-financeiras, mas en-
volviam tecnologia, cultura, saber e concepções de 
vida. 
d) O modelo norte-americano funcionalista de aná-
lise em comunicação se sustenta no trabalho com o 
indivíduo, e não com a massa, porém recusa a aná-
lise das causas sociais em nível estrutural, preser-
vando e sustentando a lógica do sistema sócio-
econômico de produção. 
 
GABARITO 
1 - E 2 - A 3 - B 4 - D 5 - C