Neoliberalismo

Neoliberalismo


DisciplinaEconomia I28.878 materiais198.320 seguidores
Pré-visualização1 página
Micro e Macroeconomia 
Conceitos Primeiros de Neoliberalismo.
Conceitos Primeiros de Neoliberalismo: O neoliberalismo pode ser definido como um conjunto de ideias políticas,econômicas e capitalistas que defende a não participação do estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver livre mercado, pois este princípio garante o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país. Na década de 1970, ocorreu um crescimento muito grande o que resultou num ambiente muito propício aos neoliberais e em 1973, quando os países mais avançados caem numa longa recessão provocada pelo aumento excessivo nos preços. O pensamento começa a ganhar força. A proposta neoliberal para combater a crise era simples: Mínima participação estatal nos rumos da economia de um país; Pouca intervenção do governo no mercado de trabalho; Política de privatização de empresas estatais; Livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização; Abertura da economia para a entrada de multinacionais; Adoção de medidas contra o protecionismo econômico; Desburocratização do estado; Leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas; Diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente; Posição contrária aos impostos e tributos excessivos; Aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico; Contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços; A base da economia deve ser formada por empresas privadas; Defesa dos princípios econômicos do capitalismo. 
A ideologia neoliberal considera a propriedade privada o fundamento da liberdade individual defenda através do individualismo, nos interesses individuais de cada indivíduo é que se poderia crescer economicamente e inovar, porque haveria recompensa àqueles que fossem produtivos. A maioria dos serviços prestados deveriam ser realizados pela iniciativa privada, porque em sua visão o Mercado é mais eficiente e garante a liberdade. Por meio da competição os produtores se esforçariam para oferecer produtos melhores e o preço tenderia cair para o consumidor. Ao Estado caberia mediar os conflitos sociais e garantir a ordem e a paz social interna e externa, a propriedade privada, os contratos e poderia oferecer serviços que fossem de utilidade pública desde que não houvesse interesse da iniciativa privada em explorá-los. 
O Papel da Política Monetária no discurso de Milton Friedman,ele critica a hegemonia da política econômica keynesiana. Havia hegemonia intelectual dos seguidores dessa política keynesiana, na equipe econômica do governo norte-americano. A prevenção da inflação era um objetivo secundário. Friedman destaca os limites da política monetária discricionária de ativismo da demanda. Argumenta que a autoridade monetária não pode usar seu controle sobre quantidades nominais. A taxa de juros real, a taxa de desemprego, o nível da renda nacional real, e/ou a quantidade de moeda real. Portanto, vale refletir a respeito da razão dessa proposição, monetaristas de mercado. Friedman não nega a evidência de que a política monetária pode e deve ter efeitos importantes. No curto prazo, a política keynesiana de ativismo da demanda provoca algum impacto sobre o emprego e o produto real. Entretanto, ela se neutraliza, no longo prazo, dado o tempo necessário para os agentes se informarem perfeitamente com os sinais de mercado. Assim, as variações da demanda agregada acabam sendo absorvidas somente por variações no nível geral dos preços. O gasto e dos preços às variações na oferta de moeda, e menor extensão, na resposta dos condutores da política monetária às mudanças na economia, os esforços estabilizadores em desestabilizantes. As defasagens das medidas monetárias podem constituir-se em fator desestabilizador da economia, que já teria se alterado, quando começam a surtir efeitos. A autoridade monetária poderia assegurar baixas taxas de juros nominais, mas, para isto, teria partir para o que pareceria ir em direção oposta, em aparente paradoxo, através de seu engajamento com política monetária deflacionista. Isto porque asaltas taxas de juros nominais correspondiam à política inflacionária, com movimento, anterior, em direção oposta, no sentido de queda das taxas de juros.
A existência do indivíduo e de sua liberdade de decisão e escolha. São essas as questões das quais nos ocuparemos e é em função de sua natureza que as reflexões de Hayek e faz uma crítica devastadora ao caráter do individualismo que embasa a teoria de extração neoclássica, e a partir de então dirige suas investigações para outras questões que não mais as propriamente econômicas. Muito se discute sobre tal mudança de curso na vida intelectual de Hayek. Antes, porém, que nos detenhamos no pensamento hayekiano, que será o objeto da seção IV, é preciso: Demonstrar que o indivíduo é historicamente constituído e indicar sua natureza contraditória; Demonstrar que posição peculiar ele ocupa no mundo das relações materiais que é o objeto da ciência econômica; Precisar os conceitos de individualismo metodológico e de individualismo ontológico bem como dar conta da relação entre os dois.