1º Boletim de Geração de Energia Elétrica
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1º Boletim de Geração de Energia Elétrica


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01 de Dezembro de 2015 ENG 447 
 
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ENG 447 
 
Geração de 
Energia Elétrica 
 
 
 
Redator: 
Fernando Sérgio Jr. 
 
 
 
 
Gerador Elétrico Mais 
Fino do Mundo 
Pág. 8 
 
 
Célula solar zumbi 
gera energia depois 
de morta 
Pág. 23 
 
GERANDO 
CONHECIMENTO 
 
Fonte: Revista Campo e Negócio, acessado em 30 de Novembro de 2015. 
 
Alunos do IFBA produzem Boletim 
Alunos do curso de Engenharia Industrial Elétrica do Instituto Federal da 
Bahia, campus Salvador, produzem Boletim sobre Geração de Energia 
Elétrica. Tal atividade, vista como uma forma interessante de se obter 
conhecimentos atualizados é uma atividade proposta pelo professor 
Antônio Luiz Silva Moisés. 
 
2015.2 
Ailton Andrade 
Alaine Soares 
Débora Reis 
Fernando Sérgio 
George Duarte 
Helder Henri 
José Henrique 
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Potência instalada do setor 
elétrico recebeu 4,1 mil MW em 
2015 
Do total de entrada de unidades em operação comercial entre janeiro e outubro, 1,6 
mil megawatts são de usinas eólicas. 
Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini 
 
A geração de eletricidade a partir dos ventos vem ganhando espaço na matriz energética brasileira 
 
O parque de geração de energia elétrica brasileiro registrou a entrada em 
operação comercial de 4.179 megawatts (MW) de potência instalada entre 1º de janeiro 
e 15 de outubro deste ano. Desse total instalado, 1.654,2 MW são provenientes de 
usinas eólicas; 1.209 MW, de hidrelétricas; 1.222,9 MW, de termelétricas; e 92,6 MW, 
de pequenas centrais hidrelétricas. 
Os dados estão presentes no boletim de acompanhamento da expansão da oferta, 
divulgado nesta terça-feira (17) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O 
boletim destaca, ainda, que a expansão da matriz energética brasileira conta, atualmente, 
com projetos de 763 usinas, totalizando 44.249,25 megawatts (MW) de capacidade a ser 
instalada. 
Segundo a Aneel, um destaque em relação ao boletim anterior, divulgado em 
julho, refere-se à incorporação das usinas fotovoltaicas (UFV), atualmente responsáveis 
por pouco mais de 1.000 MW de capacidade instalada a ser implantada, representando 
cerca de 3% da matriz de expansão da energia elétrica. Outro ponto que merece ser 
ressaltado é o acréscimo de cerca de 1.000 MW da fonte eólica quando comparada à 
edição de julho de 2015. 
O elevado percentual de potência a ser instalada por usinas hidrelétricas (UHE) 
com obras em andamento (94%) deve-se a importantes hidrelétricas que estão em fase 
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avançada: Belo Monte (11.233,1 MW) e Teles Pires (1.819,2 MW). Juntas, representam 
71% do total de potência a ser acrescida ao sistema proveniente de hidrelétricas. A UHE 
Teles Pires teve liberada a operação em teste de unidades geradoras no início de outubro 
de 2015. 
Outro destaque das usinas com obras em andamento são as hidrelétricas do rio 
Madeira, Jirau e Santo Antônio. Elas estão contribuindo com energia para o sistema 
com a operação comercial de 35 unidades geradoras (2.625 MW), em Jirau, e 32 
turbinas (2.286 MW), em Santo Antônio. As demais unidades geradoras dessas usinas 
estão em processo de motorização e correspondem à capacidade a ser instalada de 1.125 
MW (15 turbinas) para Jirau e 1.282 MW (18 turbinas) para Santo Antônio. Está 
prevista, ainda para este ano, a operação comercial de mais três unidades geradoras de 
Jirau e duas de Santo Antônio. 
 
Fonte: Portal Brasil \u2013 Em 17/11/2015 
Contribuinte: George Duarte 
 
 
Sobradinho pode ter de parar 
de gerar energia 
O nível no reservatório de Sobradinho, principal reserva de água da região 
Nordeste, está em queda e pode atingir, ainda neste ano, um número próximo a zero. 
Em um cenário extremo de falta de chuvas, o reservatório alcançaria apenas 2% a 3% da 
capacidade útil ao final de novembro, segundo a Companhia Hidro Elétrica do São 
Francisco (Chesf). Nesse caso, a geração de energia na usina de Sobradinho seria 
inviabilizada e o risco de desabastecimento de água para o consumo humano cresceria a 
patamares considerados limites. 
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que o 
reservatório opera atualmente com 9% do volume útil. Ao final de outubro, esse número 
pode cair a 6% e, então, o volume de chuvas em novembro passaria a ser determinante 
para o futuro do abastecimento de água na bacia do São Francisco. \u201cSe assumirmos a 
possibilidade de chuva zero em novembro, chegaríamos ao final do mês com 2% a 3% 
da capacidade útil. Nesse caso, teríamos de discutir a situação de vazão. Mas o histórico 
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mostra que sempre entra água nova no São Francisco em novembro\u201d, afirma o diretor 
de Operação da Chesf, José Ailton de Lima. 
A estatal, uma empresa do grupo Eletrobrás, reduziu em duas oportunidades a 
vazão de água que passa pela barragem de Sobradinho. Em 2013, o volume foi reduzido 
de 2 mil metros cúbicos por segundo (m³/s) para 1,3 mil m³/s. Em julho, esse volume 
caiu de novo, então para 900 m³/s. Não fosse essa decisão, o reservatório já estaria seco, 
segundo o diretor da Chesf. 
O volume é considerado suficiente para garantir um nível mínimo de água no 
curso abaixo da barragem de Sobradinho, mas há questionamentos do Ministério 
Público sobre o tema. 
A redução do nível de água nos reservatórios para um patamar próximo a 2% da 
capacidade de armazenamento obrigaria o desligamento da hidrelétrica de Sobradinho, 
usina com capacidade instalada de 1.050 MW, além de resultar em uma situação ainda 
mais adversa em termos de fornecimento de água às regiões localizadas às margens do 
São Francisco. 
De acordo com Lima, a maior preocupação momentânea da Chesf, do governo 
federal, do ONS e do Ibama está relacionada ao abastecimento para o consumo humano, 
e não à geração elétrica. \u201cHoje, temos as usinas eólicas, as térmicas e ainda podemos 
receber energia da região Norte. Por isso, nosso principal problema é \u2018esticar\u2019 a água até 
o final de novembro\u201d, afirma o executivo, em referência ao primeiro mês do chamado 
período chuvoso no Brasil. \u201cSe tivermos 70% a 80% da média histórica de chuvas (no 
período úmido), teríamos o reservatório com 60% da capacidade em abril, pelo menos. 
Se chover 100% da média de longo termo (MLT), então a barragem de Sobradinho já se 
recuperaria.\u201d 
 
Carga 
 
Dados de ontem (25) mostram que a carga de energia que circula pelo Nordeste 
está em aproximadamente 10,2 mil MW, sendo 2,8 mil de geração hidráulica. O envio 
de energia pelas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Norte pode chegar a 5 mil MW, o que 
reduz a preocupação quanto a um eventual desabastecimento elétrico. 
Em função da capacidade de transferência de energia, a Chesf também observa 
de perto as indicações em relação ao volume de chuvas das regiões Sudeste - que tem 
influência sobre a Bacia do São Francisco - e Norte. A sinalização do ONS para o 
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volume de chuvas na região Sudeste/Centro-Oeste é mais favorável. Se para o Nordeste 
a previsão de Energia Natural Afluente (ENA) em outubro é equivalente a 42% da