1º Boletim de Geração de Energia Elétrica
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1º Boletim de Geração de Energia Elétrica


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média histórica, no Sudeste/Centro-Oeste esse número sobe para 98%. 
Confirmadas as projeções, o volume de água nos reservatórios do Sudeste 
chegará a 31 de outubro com o equivalente a 28,9% da capacidade de armazenamento. 
No Nordeste, esse número está estimado em 9,5%. As informações são do jornal O 
Estado de S. Paulo 
 
Fonte: EM-Economia\u2013 Em 26/09/2015 
Contribuinte: Débora Reis 
 
 
 
Estacionamento solar da UFRJ 
gera energia que pode abastecer 
70 casas 
Com 414 painéis, será o maior em geração de energia, diz Fundo Verde. 
Energia vai alimentar rede da Light e será distribuída por todo o campus. 
 
Estacionamento da UFRJ tem 414 painéis solares (Foto: Divulgação/Bruno Allevato) 
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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugura nesta terça-feira (18) um 
estacionamento com painéis solares que se tornará o maior do país em geração de energia. O 
estacionamento fica no campus da Ilha do Fundão, tem espaço de 651,64 metros quadrados, 
com capacidade para 65 carros, e seus 414 painéis solares fotovoltaicos são capazes de gerar 
140 mil kWh por ano. O investimento do projeto é de R$ 1,6 milhão. 
Essa energia é suficiente para abastecer até 70 residências com consumo médio de 
167 KWh por mês, informou o Fundo Verde da UFRJ, iniciativa que financia projetos de 
desenvolvimento sustentável na Cidade Universitária. O programa de energia do Fundo 
Verde usa os recursos do ICMS que é cobrado na conta de luz da universidade para 
implantar projetos sustentáveis no campus da Cidade Universitária. 
A energia gerada pelos painéis instalados no estacionamento alimentará a rede da 
Light que, distribuirá a energia por todo o campus. 
Suzana Kahn, coordenadora executiva do Fundo Verde, e vice-presidente do grupo 
de Mitigação do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC), da ONU, 
explicou que países tropicais têm um grande potencial para projetos desse tipo: 
 
Estacionamento solar da UFRJ: investimento de R$ 1,6 milhão (Foto: Divulgação/Bruno Allevato) 
\u201cPor conta de nosso enorme potencial hidrelétrico, tínhamos uma posição 
confortável em termos de energia renovável. Só que esse potencial não é mais suficiente para 
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o atendimento da demanda de energia elétrica no Brasil. Tanto hidrelétricas quanto 
termoelétricas exercem forte impacto no meio ambiente e enfrentam muitas limitações, 
como regiões com grande biodiversidade, e a necessidade de um amplo sistema de 
transmissão para grandes centros. A energia eólica e a solar são as novas fronteiras de fontes 
renováveis. Com as iniciativas do Fundo Verde, pretendemos demonstrar a viabilidade e 
eficácia do uso da energia solar\u201d, disse. 
Outra vantagem dos painéis é que cerca de 70 toneladas de dióxido de carbono 
(CO2) deixarão de ser emitidas por ano na atmosfera, ajudando na redução do aquecimento 
global. 
\u201cFora do país, o uso de energia solar fotovoltaica já é uma realidade, principalmente 
na Europa, China e nos Estados Unidos. Por aqui, ainda é uma alternativa incipiente, mas 
que tem muito potencial por ser um país tropical. Esperamos que esse projeto do 
estacionamento, e depois o que será implementado no telhado do Hospital Pediátrico, tornem 
a Cidade Universitária o campus com maior uso de energia solar no Brasil, e ajude a 
propagar essa iniciativa para outras regiões\u201d, ressalta ela. 
Para Suzana, é possível ter desenvolvimento sem agressão ao meio ambiente por 
meio de ações sustentáveis e de inovação ao fazer bom uso dos impostos para medidas 
eficazes. Ela afirma que o estacionamento solar é um dos projetos desenvolvidos pelo Fundo 
Verde que podem contribuir para que outras cidades passem a debater novas práticas de 
sustentabilidade. 
 \u201cAs cidades brasileiras têm grandes espaços que poderiam ser cobertos com painéis 
para gerar energia. Estacionamentos são um bom exemplo, pois podem gerar energia ao 
mesmo tempo que fornecem sombra aos veículos estacionados\u201d, disse. 
O Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia para a Cidade Universitária da UFRJ 
tem como objetivo transformar o campus da Ilha do Fundão em um polo de projetos de 
desenvolvimento sustentável, para melhorar a mobilidade urbana e tornar mais eficiente o 
uso de recursos de energia e água. O orçamento destinado ao Fundo Verde é gerenciado pela 
Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos da UFRJ, e é oriundo 
da isenção do imposto ICMS cobrado na conta de luz do campus da Cidade Universitária. 
 
 
Fonte: G1-Rio de Janeiro \u2013 Em 18/08/2015 
Contribuinte: Ailton Andrade 
 
 
 
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Gerador elétrico mais fino do 
mundo 
 
 
 
Piezoelétrico e piezotrônico 
 
Geradores elétricos podem ser fabricados na forma de materiais 
bidimensionais, com uma única camada atômica de espessura. 
Isto significa que materiais extremamente leves, transparentes e flexíveis 
podem ser usados para gerar eletricidade para pequenos aparelhos. 
"Este material, com apenas uma única camada de átomos, poderá ser 
fabricado na forma de um dispositivo de vestir, talvez integrado nas roupas, para 
converter energia do movimento do seu corpo em eletricidade e alimentar sensores 
ou equipamentos médicos, ou talvez fornecer energia para recarregar seu celular," 
disse o professor James Hone, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. 
Hone ajudou a coordenar uma equipe multi-institucional que, pela primeira 
vez, demonstrou que a molibdenita apresenta os efeitos piezoelétrico e 
piezotrônico. 
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O efeito piezoelétrico está por trás de todos os progressos recentes no campo 
dos nanogeradores, sendo responsável pela transformação de um movimento 
mecânico em eletricidade. 
Já o efeito piezotrônico permite controlar o fluxo de corrente elétrica através 
do material da mesma forma que ocorre nos transistores, o que dá ainda mais 
versatilidade à molibdenita. 
Ocorre que, em dimensões normais, o dissulfeto de molibdênio (MoS2) não 
possui nenhuma dessas propriedades, mostrando o quanto os materiais mudam de 
comportamento quando são levados à escala atômica. 
 
Eletrônica ativa 
 
A equipe descobriu que, para transformar o MoS2 em um material 
piezoelétrico e piezotrônico é necessário usar um número ímpar de camadas, já que 
um número par cancela o efeito. Além disso, é necessário flexionar o material na 
direção correta - a tensão gerada inverte de sinal quando o material é flexionado na 
direção inversa. 
Os pesquisadores afirmam que sua descoberta poderá permitir a construção 
de nanossistemas com espessura atômica que sejam autoalimentados, explorando 
energia mecânica que se apresenta na forma de vibrações no ambiente. 
O efeito piezotrônico também expande as possibilidades de aplicação desses 
materiais emergentes em interfaces homem-máquina, robótica, MEMS e 
equipamentos eletrônicos flexíveis ativos. 
 
Fonte: Inovação Tecnológica \u2013 Em 20/10/2015 
Contribuinte: Helder Henri 
 
 
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Novas regras estimulam 
geração de energia pelos 
consumidores