1º Boletim de Geração de Energia Elétrica
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1º Boletim de Geração de Energia Elétrica


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\u201cEsta é a importância de se ter reservatórios, porque você consegue adequar o seu 
processo de produção ao consumo das pessoas. Nem sempre a cheia vem no momento em 
que as pessoas querem consumir. Um exemplo é quando ela ocorre aos domingos e o 
consumo geralmente é pequeno\u201d, observa o superintendente. 
 
Previsão do tempo 
 
 De acordo com o Instituto Meteorológico Simepar, as áreas de instabilidade atuam 
principalmente no sudoeste e sul do Paraná, próximo à divisa com Santa Catarina. A frente 
fria, que segue presente sobre o Oceano Atlântico, na altura do litoral sul do país, mantém 
elevada a instabilidade atmosférica no Paraná. Pode chover a qualquer hora do dia. 
A chuva forte, com presença de granizo e vendaval, ganha mais força no oeste, 
sudoeste, centro-sul, Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e no litoral 
paranaense. Já no norte do estado, as chuvas são irregulares, porém podem se tornar mais 
fortes ao longo do dia. O instituto não descarta novos temporais nesta região. 
 
'Excedente' de energia produzido em uma hora por Itaipu na quarta-feira (21) seria suficiente para 
abastecer uma cidade do porte de Curitiba ( (Foto: Divulgação / Itaipu Binacional) 
 
Fonte: G1-Oeste e Sudoeste \u2013 Em 22/10/2015 
Contribuinte: Ailton Andrade 
 
 
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Em setembro, consumo e 
geração de energia caem cerca 
de 2% 
 
Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de setembro 
apontam redução no consumo (-1,9%) e na geração (-1,8%) de energia elétrica no país, 
quando comparados com o mesmo período de 2014. As informações constam na mais 
recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de 
Energia Elétrica \u2013 CCEE, que traz dados de geração e consumo de energia, além da 
posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais. 
Em setembro, a análise do desempenho da geração indica que 61.347 MW 
médios de energia foram entregues ao Sistema Interligado Nacional \u2013 SIN. O destaque 
segue na produção das usinas eólicas com o registro de 2.991 MW médios, um aumento 
de 57,7% em relação ao mesmo período do ano passado. As usinas hidráulicas tiveram 
queda de 3,6% com a geração de 41.485 MW médios no mês. A representatividade da 
fonte, em relação a toda energia gerada no país, foi de 67,7%, índice 1,1 ponto 
percentual inferior ao registrado em 2014. 
O consumo de energia elétrica somou 59.357 MW médios com redução tanto no 
mercado cativo \u2013 ACR, no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, 
quanto no Ambiente de Contratação Livre \u2013 ACL, no qual os consumidores compram 
energia diretamente dos fornecedores. O consumo cativo registrou 45.235 MW médios, 
uma diminuição de 0,7%. Já os agentes livres consumiram 14.122 MW médios, ou seja, 
5,3% a menos do que no mesmo período do ano passado. 
Entre os segmentos industriais que adquirem energia no Ambiente de 
Contratação Livre \u2013 ACL, apesar da redução na maioria, cinco setores registraram 
elevação. O maior aumento ocorreu na extração de minerais metálicos (4,3%), que foi 
seguido pelas empresas químicas (3,1%), de telecomunicações (1,5%), comércio (1%) e 
alimentícios (0,8%). 
A análise dos dados de agentes autoprodutores, ou seja, empresas que investem 
em usinas próprias devido à grande demanda por eletricidade, aponta aumento de 12,4% 
na geração e queda de 2% no consumo em setembro. O setor de transporte (-10,7%), 
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metalurgia e produtos de metal (-10,5%) e alimentícios (-6,7%) foram os que mais 
contribuíram com os índices. Mesmo com a redução, empresas que atuam nos 
segmentos extração de minerais metálicos (+7,8%), de serviços (+4,6%) e madeira, 
papel e celulose (3,5%) ampliaram o consumo em relação ao mesmo período do ano 
passado. 
O InfoMercado semanal também apresenta estimativa de que as usinas 
hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia \u2013 MRE gerem, na 
quinta semana de setembro, o equivalente a 91,6% de suas garantias físicas, ou 42.481 
MW médios em energia elétrica. 
 
Fonte: CCEE\u2013 Em 02/10/2015 
Contribuinte: Débora Reis 
 
Geração de energia eólica bate 
recorde no Sul 
Depois dos seguidos recordes de geração eólica no Nordeste e no montante produzido 
em todo o país, as usinas eólicas da Região Sul alcançaram a maior marca já 
registrada. 
 
 
Na ultima sexta-feira (20/11), a geração eólica na região alcançou 1.097 MW 
médios. Essa energia gerada pelos ventos na região Sul nesse dia é suficiente para abastecer 
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aproximadamente 4,85 milhões de unidades consumidoras residenciais, com base no 
consumo médio de energia elétrica residencial de 5,5 kWh/dia. 
Com a expansão da geração elétrica no Brasil privilegiando as fontes limpas e 
renováveis, a energia eólica vem batendo sucessivos recordes. No dia 2 de novembro, a 
geração eólica no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 4.215 MW médios, 
superando os 3.921,5 MW médios gerados no dia 09 de agosto deste ano, e atingindo marca 
recorde. No mesmo dia, a geração eólica no Nordeste também atingiu seu maior montante, 
com 3.198 MW médios gerados pelos ventos. 
 
 
Fonte: Mídia News\u2013 Em 27/11/2015 
Contribuinte: Alaine Soares 
 
Termelétricas atingem o limite e 
há risco de escassez energética no 
verão 
A geração de energia por termoelétricas nunca esteve tão alta. 
Por causa dessa alta dependência, especialistas estão preocupados. 
 
Com quase todas as usinas térmicas funcionando, ficam ainda mais reduzidas as 
opções de geração de energia extra no verão. 
O nosso futuro energético está mais uma vez dependendo da quantidade de chuva 
que teremos daqui para frente. O nível de água nos reservatórios está muito baixo. 
No Nordeste é de 9%. Se cair mais um pouco, o sistema já não poderá operar, com 
risco de danificar as máquinas. No Sudeste e Centro-Oeste está em 28%, quando o normal 
seria entre 45% e 50%. No Norte também, mas o nível de água está em 25% apenas. A 
situação só é boa no Sul. 
Enquanto isso, a geração de energia pelas termoelétricas nunca esteve tão alta. Em 
agosto, o governo desligou 21 usinas, mas ligou outras. Especialistas do setor dizem que a 
queda no consumo industrial possibilitou o desligamento, mas o fato é que ainda 
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dependemos dessa energia mais cara e que tem mantido a bandeira vermelha nas contas de 
luz. 
Para os especialistas, o risco agora é termos um verão semelhante ao passado: quente 
e sem muita chuva. Uma péssima combinação porque, nesse caso, teremos aumento de 
consumo com os aparelhos de refrigeração e pouca água nos reservatórios para a produção 
de energia. 
"Se não chover nós vamos ter problemas similares ou até piores porque as térmicas já 
estão ligadas. Será que nós vamos ter? Nós não temos mais térmicas pra ligar, pra atender 
uma possível falta de hidrologia nos reservatórios", explica Reinaldo Castro Souza, prof. 
engenharia elétrica da PUC-Rio. 
Se a chuva não vier, o risco é ter que diminuir o consumo. "Tem o risco de enfrentar 
um verão de racionamento. Isso basta pegar os números, a gente percebe claramente isto. 
Você diz: 'Olha, todos nós