1º Boletim de Geração de Energia Elétrica
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1º Boletim de Geração de Energia Elétrica


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vamos ter que reduzir 10%, 15% do consumo porque eu não 
tenho reservatórios e termelétricas suficientes para atender esta demanda", diz Castro Souza. 
 
Fonte: Jornal da Globo \u2013 Em 28/10/2015 
Contribuinte: George Duarte 
 
Chesf espera ampliar 
armazenamento em Sobradinho 
Mesmo diante dos cenários pluviométricos desfavoráveis na bacia do rio São 
Francisco, a previsão da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) é de que o 
reservatório de Sobradinho, na Bahia, passe a replecionar (aumentar o armazenamento) 
ao atingir a marca de 1% da sua capacidade hídrica. O armazenamento seria ampliado 
com a ajuda não só das poucas chuvas previstas, e também das medidas restritivas de 
redução das vazões, atualmente em 900m3/s e com forte possibilidade de chegar a 
800m3/s já no início de dezembro. 
A informação foi dada pelo superintendente de Operações de Contratos de 
Transmissão de Energia da Chesf, João Henrique Franklin Neto, durante o XXI 
Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que acontece até sexta-feira (27.11), no 
Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. \u201cNós precisamos ter regras, 
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diretrizes e restrições para todos os usuários das águas da bacia, para que possamos 
fazer a operação da usina\u201d, disse. 
Ele lembrou ainda que a matriz energética da região Nordeste mudou nos 
últimos anos, não sendo mais dependente apenas das hidrelétricas, mas sim de uma 
interligação de fontes eólicas e térmicas. \u201cA operação futura na bacia do São Francisco 
será muito mais hídrica do que energética\u201d, concluiu. 
 
Fonte: CBHSF\u2013 Em 24/11/2015 
Contribuinte: José Henrique 
 
 
Célula solar zumbi gera energia 
depois de morta 
 
Células solares de plástico 
As células solares orgânicas - que respondem por vários nomes, comocélulas 
de Gratzel, células solares sensibilizadas por corantes, DSCs, células solares de 
plástico etc - são muito promissoras porque são fabricadas em plásticos flexíveis, 
podendo ser aplicadas sobre qualquer superfície, são transparentes e potencialmente 
muito baratas. 
Além disso, elas não precisam do Sol direto, podendo gerar quantidades 
razoáveis de eletricidade mesmo em dias nublados ou em um lusco-fusco. 
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Ao contrário dos cristais de silício das células solares tradicionais, elas usam 
polímeros e moléculas orgânicas em estado líquido para absorver a luz e transportar 
as cargas elétricas geradas. 
Ocorre que, com o tempo, esse líquido seca, e a célula solar orgânica deixa de 
funcionar - ou, pelo menos, deveria deixar de funcionar. 
Célula solar zumbi 
 
Foi isso que deu um susto na pesquisadora Marina Freitag, da Universidade 
de Uppsala, na Suécia, que recolheu uma série de células solares orgânicas "mortas" 
- cujo eletrólito tinha-se evaporado completamente - e verificou que elas haviam-se 
transformado em "células solares zumbis", e continuavam funcionando. 
"As células solares secas funcionaram em alguns casos ainda melhor do que 
quando estavam cheias de líquido e vivas. A eficiência na conversão de energia de 
algumas aumentou até 8%, o que é um recorde para uma célula solar sensibilizada 
por corante com um condutor positivo sólido," conta o professor Gerrit Boschloo. 
 
Os pesquisadores constataram que, quando o eletrólito secou, formou-se uma 
estrutura sólida capaz de transportar cargas positivas - um condutor sólido de 
lacunas - que ninguém havia conseguido fabricar até hoje. 
Ao tentar copiar o "DNA" das células solares renascidas, a equipe verificou 
que não é fácil fazer clones de zumbis: é mais fácil construir as células orgânicas da 
maneira tradicional, líquidas, e deixá-las morrer e voltarem à vida por conta 
própria. 
 
 
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Zumbis resistentes 
 
A descoberta é promissora porque um dos grandes entraves à 
comercialização das células solares orgânicas é que é muito difícil selá-las, 
justamente para evitar que o eletrólito evapore. 
A equipe agora vai acompanhar a resistência a longo prazo das células 
solares zumbis para verificar se esse é um caminho seguro rumo a células solares 
orgânicas sólidas que sejam duráveis, alcançando uma vida útil de pelo menos 
alguns anos. 
 
 
Fonte: Inovação Tecnológica \u2013 Em 19/10/2015 
Contribuinte: Helder Henri 
 
 
 
 
Como o Nordeste virou polo da 
energia eólica no Brasil 
A maior turbina eólica do mundo tem uma área 
total de cobertura pelo rotor de 18.600 metros 
quadrados. 
[Imagem: Siemens] 
Energia para os ventos 
 
 Em menos de uma década, o 
Brasil passou de um país nulo em 
energia eólica para se tornar o 10º 
maior produtor do mundo - e, no centro 
desta mudança, a região Nordeste é 
protagonista. 
 Até 2006, a geração de eletricidade a partir do vento era inexpressiva no 
Brasil. Isso havia começado a mudar antes, em 2002, com o lançamento de um 
programa de incentivo a fontes de energia renovável pelo governo federal. 
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 E ganhou força a partir de 2009, quando passaram a ocorrer leilões para a 
criação de usinas e a contratação do fornecimento desse tipo de energia, como o que 
foi realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira. 
Mas a geração de energia eólica é alvo de críticos que veem prejuízos ambientais e 
privatização de áreas comunitárias para a criação dos parques. Além disso, ainda há 
dificuldades na transmissão da energia gerada até as linhas de distribuição. 
Leilões de energia eólica e solar 
 Vinte projetos de geração de energia eólica foram contratados no 2º Leilão 
de Energia de Reserva 2015, realizado na última sexta-feira. 
 O leilão ainda contratou outros 33 empreendimentos de geração de energia 
solar. 
 Ao todo, estes projetos representam R$ 6,8 bilhões em investimentos em 
geração de energia solar e eólica no país nos próximos três anos. Eles serão 
construídos em nove Estados (BA, MG, PE, CE, TO, SP, RN, MA e PB). 
 Os projetos terão capacidade instalada de 548,2 megawatts, no caso da 
energia eólica, e 1.115 megawatts para a energia solar. 
 Com a disputa entre empresas, o valor da energia solar atingiu R$ 
297,75/MWh, uma queda de 21% em relação ao preço inicial, de R$ 381,00/MWh. 
No caso da energia eólica, a redução foi de 4,5%. O preço ficou em R$ 
203,46/MWh, diante de um valor inicial de R$ 213,00/MWh. 
 Os empreendimentos entrarão em operação a partir de 1º de novembro de 
2018, com prazo contratual de 20 anos de fornecimento. 
 
 
 
O ruído das turbinas eólicas é um grande 
problema para as populações locais, sendo um 
entrave para a instalação de fazendas eólicas em 
áreas mais densamente povoadas. [Imagem: 
WindTrust Project] 
 
Energia eólica no Brasil 
 Há hoje no país 322 usinas, com capacidade de produção de 8,12 gigawatts, 
o equivalente à usina hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, a segunda maior em 
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operação no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). 
Essa fonte de energia responde atualmente por 5,8%