2º Boletim de Geração de Energia
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2º Boletim de Geração de Energia


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em lagos 
de usinas hidrelétricas. Serão instaladas estruturas flutuantes nos reservatórios de 
Sobradinho (BA) e Balbina (AM), com investimentos de R$ 100 milhões em recursos da 
Chesf e Eletronorte 
 
Fonte: Agência Brasil \u2013 Em 15/12/2015 
Contribuinte: Débora Reis 
 
 
 
 
 
O Brasil estará entre os 20 
países com maior geração solar 
em 2018 
Em 2014, houve a primeira contratação de energia solar de geração pública 
centralizada, e, em 2015, mais dois leilões ocorreram, totalizando 2.653 MW 
 
 
 
 
 
 
 
Estudos para o planejamento do setor elétrico em 2050 estimam que 18% dos domicílios no Brasil contarão com 
geração fotovoltaica 
 
 
 
01 de Fevereiro de 2016 ENG 447 
 
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O mundo contabilizou, ao final de 2014, uma potência instalada de geração de energia 
solar fotovoltaica de 180 Gigawatts (GW), 40,2 GW a mais que em 2013. Os dados 
constam do boletim \u201cEnergia Solar no Brasil e no Mundo \u2013 Ano de Referência \u2013 2014\u201d, 
publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e apontam que, em dois anos, o 
Brasil deverá estar entre os 20 países com maior geração de energia solar no mundo. 
Os cinco primeiros países em potência instalada \u2013 Alemanha, China, Japão, Itália e EUA 
\u2013 respondem por 70% do total mundial nessa fonte. Em 2015, a China deverá alcançar o 
1º lugar no ranking mundial de potência instalada. De acordo com o boletim, a Grécia 
tem o maior percentual de geração solar em relação à sua geração total (9,5%), seguida 
pela Itália (8,6%). 
De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (IEA), a energia solar poderá 
responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050 (5 mil TWh). 
A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa energia é de 8 mil km², o 
equivalente a um quadrado de 90 km de lado (quase uma vez e meia a área do DF). 
Em 2018, o Brasil deverá estar entre os 20 países com maior geração de energia solar, 
considerando-se a potência já contratada (2,6 GW) e a escala da expansão dos demais 
países. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024) estima que a capacidade 
instalada de geração solar chegue a 8.300 MW em 2024, sendo 7.000 MW geração 
descentralizada e 1.300 MW distribuída. A proporção de geração solar deve chegar a 1% 
do total. 
Estudos para o planejamento do setor elétrico em 2050 estimam que 18% dos domicílios 
no Brasil contarão com geração fotovoltaica (8,6 TWh), ou 13% da demanda total de 
eletricidade residencial. 
Geração centralizada 
Em 2014, houve a primeira contratação de energia solar de geração pública centralizada 
(890 MW). Em 2015, mais dois leilões foram realizados, totalizando 2.653 MW 
contratados, com início de suprimento em 2017 e 2018. Os leilões foram realizados na 
modalidade de energia de reserva, com o objetivo de promover o uso da energia solar 
fotovoltaica no Brasil, além de fomentar a sua indústria. 
O potencial brasileiro para energia solar é enorme. O Nordeste apresenta os maiores 
valores de irradiação solar global, com a maior média e a menor variabilidade anual, 
dentre todas as regiões geográficas. Os valores máximos de irradiação solar são 
observados na região central da Bahia e no noroeste de Minas Gerais. 
Incentivos 
O Ministério de Minas e Energia lançou, no dia 15 de dezembro, o Programa de Geração 
Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). O objetivo é de estimular a geração de energia 
pelos próprios consumidores (residencial, comercial, industrial e rural) com base em 
fontes renováveis, em especial a fotovoltaica. Há potencial para a instalação de 23,5 GW 
até 2030. 
 
 
 
 
 
Fonte: Portal Brasil \u2013 Em 03/01/2016 
Contribuinte: Débora Reis 
01 de Fevereiro de 2016 ENG 447 
 
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Hidracidade: Usar hidrogênio 
para armazenar energia do sol 
 
 
 
 
 
Usinas termossolares já são bem conhecidas - a novidade está em sua integração com o hidrogênio.[Imagem: University of Colorado] 
 
Armazenar hidrogênio 
 
Em busca de fontes limpas de energia e de abrir caminho para uma economia sustentável, 
pesquisadores estão propondo um novo conceito que eles batizaram de "hidricidade". 
A ideia é juntar a geração de eletricidade a partir da energia solar com a produção de 
hidrogênio a partir de água superaquecida, obtendo uma produção de energia 24 horas 
por dia, sete dias por semana. 
Trata-se de uma versão voltada para a energia solar comparável às diversas opções 
conhecidas como "armazenar o vento", estas voltadas para a energia eólica. 
"O conceito de hidricidade que propomos representa uma potencial solução inovadora de 
geração contínua e eficiente de energia," disse o professor Rakesh Agrawal, da 
Universidade Purdue, nos EUA, coordenador do projeto. "O conceito proporciona uma 
excelente oportunidade para vislumbrar e criar uma economia sustentável para atender a 
todas as necessidades humanas, incluindo alimentos, químicos, transporte, aquecimento 
e eletricidade." 
Eficiência e comparações 
 
"A eficiência global sol-para-eletricidade do processo hidricidade, na média de um ciclo 
de 24 horas, chega próximo dos 35%, o que é quase a eficiência alcançada usando as 
melhores células fotovoltaicas juntamente com baterias," disse Emre Gençer, principal 
idealizador do conceito de hidricidade. 
"Em comparação, o nosso processo armazena energia termoquimicamente de forma mais 
eficiente do que os sistemas de armazenamento de energia convencionais, o hidrogênio 
coproduzido tem usos alternativos nas indústrias petroquímicas, químicas, transporte e, 
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ao contrário das baterias, a energia armazenada não descarrega com o tempo e o meio de 
armazenamento não degrada com usos repetidos," acrescentou Gençer. 
 
A produção de hidrogênio com energia solar é uma das grandes esperanças para mudar a matriz energética mundial, embora a tão 
difundida Economia do Hidrogênio encontrou mais entraves do que se esperava. [Imagem: Peter Allen] 
 
Hidricidade 
 
A hidricidade usa concentradores solares para focalizar a luz solar, gerar altas 
temperaturas e sobreaquecer a água, produzindo vapor para alimentar uma série de 
turbinas para geração de eletricidade, além de reatores para a separação da água em 
hidrogênio e oxigênio. 
Os concentradores já são largamente usados em usinas termossolares, que aproveitam o 
calor do Sol, e não a luz, como fazem os painéis fotovoltaicos - há também concentradores 
para células solares, mas trata-se de uma tecnologia diferente. 
Já o sobreaquecimento envolve aquecer a água muito além do seu ponto de ebulição - no 
caso proposto, entre 1.000 e 1.300 graus Celsius - gerando um vapor de alta temperatura 
adequado tanto para rodar turbinas com alta eficiência, como também para operar reatores 
solares para dividir a água em hidrogênio e oxigênio. 
 
 
Os concentradores solares já são largamente usados, mas é a primeira vez que eles são pensados em conjunto 
com a produção de hidrogênio. [Imagem: Rehnu] 
 
O hidrogênio seria armazenado para utilização durante a noite, sendo queimado para 
sobreaquecer a água e manter toda a usina funcionando. O excedente também pode ser 
utilizado para qualquer outra aplicação, já que ele não gera emissões de gases de efeito 
estufa, podendo ser usado sobretudo em células a combustível. 
"Tradicionalmente, a geração de eletricidade e a produção de hidrogênio foram