Projeto Tiossemicarbazona   ESSE!
18 pág.

Projeto Tiossemicarbazona ESSE!


DisciplinaBioquímica I49.494 materiais1.129.806 seguidores
Pré-visualização3 páginas
uma cadeia que envolve a flavoproteína flavina adenina dinucleosídeo (FAD), a tiorredoxina redutase (TR), a tiorredoxina (T) e a RDR[16, 17]. 
 
Figura 5: ilustração do ciclo de reações de oxi-redução envolvidas na conversão de ribonucleotídeos à desoxirribonucleotídeos, catalisadas pela RDR.
Tiossemicarbazonas: Estudo Estrutural. 
É fundamental para o químico, engenheiro, conhecer a estrutura cristalina e a microestrutura de um material para poder entender suas propriedades. O termo estrutura cristalina envolve o arranjo dos átomos, enquanto que o termo microestrutura engloba desde os constituintes estruturais tais como composição presente, fases, quantidades, inclusões até contornos de grãos, trincas, vazios, etc. Uma das técnicas de análise estrutural e microestrutural mais empregada para identificar os diferentes materiais é a difração de raios \u2013 X (figura 6). 
Assim, Existe uma variedade de técnicas utilizadas para ilustração estrutural dos materiais, podendo aqui destacar a espectroscopia por infravermelho, absorção molecular, ressonância magnética nuclear, difração de raio-x em pó e monocristal. No estudo da tiossemicarbazonas, a técnica mais empregada para investigação da disposição espacial dos átomos é a difração de raio-x em monocristal[18]. 
Cerca de 95% de todos os materiais sólidos conhecidos podem ser descritos como cristalinos. Quando raios X gerados por uma determinada fonte interagem com um material cristalino, mono ou polifásico, pode-se obter um padrão de difração. Cada substância (fase) cristalina produz um padrão de difração característico, que pode ser considerado sua impressão digital. Em uma mistura, cada uma das substâncias produz o seu padrão independente das demais. O método de difração do pó ideal para a identificação e caracterização de materiais mono ou policristalinos.[19] 
Figura 6: difratômetro de raio-x, Rigaku, modelo Miniflex. 
O objetivo dessa técnica é determinar as posições dos átomos que formam um composto sólido, e, portanto, fornecer uma descrição das estruturas em termos de funcionalidades, tais como comprimentos de ligação, ângulos e as posições relativas de íons e moléculas em uma célula unitária[19]. 
Os raios-x ao atingirem um material podem ser espalhados elasticamente, sem perda de energia pelos elétrons de um átomo. O fóton da radiação ao colidir com o elétron, muda sua trajetória, mantendo, porém, a mesma fase e energia do fóton incidente. [19]. Ou seja, os raios X são ondas eletromagnéticas e, como tal, são constituídos de um pacote de energia formado por um campo elétrico oscilante, denominado de fóton. Um fóton ao se interagir com um elétron é absorvido, elevando o elétron a um estado excitado, e ele ao voltar a seu esta do natural, se torna uma fonte de ondas eletromagnética com mesma frequência e comprimento de onda do fóton absorvido (apenas em caso de espalhamentos). Dessa interação surge assim uma nova frente de onda esférica de raios X, com o elétron como sua origem, derivando sua energia do feixe incidente. Por este processo diz-se que o elétron dispersa o feixe original[20]. Um átomo é constituído por um núcleo carregado positivamente rodeado por uma nuvem de elétrons, um para cada incremento de carga nuclear, sendo o número igual ao número atômico do elemento em questão. As ondas dispersas dos diversos elétrons num átomo combinam-se, de modo que o efeito de dispersão de um átomo pode ser considerado como essencialmente o de uma fonte pontual de raios X dispersos. A intensidade da dispersão é, obviamente, dependente do número de elétrons no átomo, mas porque os elétrons estão distribuídos ao longo do volume do átomo em vez de concentrados em um ponto, a intensidade varia com a direção. No entanto, no presente caso, no tratamento da geometria da difração, o átomo é considerado uma fonte de dispersão pontual. 
O fenômeno de difração obedece a lei de Bragg, a qual pode ser deduzida da seguinte forma (figura 7).
	
	AB = d sin\u3b8
como  AB = BC
n\u3bb= 2AB, ou seja: 
n\u3bb = 2 d sin\u3b8
Figura 7: dedução da lei de Bragg. 
É importante ressaltar que que a difração de raio-x não determina as posições no núcleo atômico, mas as posições do centro metálico das cargas negativas das densidades eletrônicas atômicas, pois os raios-x são difratados pelos elétrons dos átomos. No entanto, os centros de carga negativa coincidem praticamente com as posições do núcleo atômico[21]. 
Assim, as tiossemicarbazonas são caracterizadas no estado sólido por difração de raio-x em monocristal. 
Complexos De Níquel (II) de Tiossemicarbazonas. 
Tiossemicarbazonas e semicarbazonas apresentam um amplo perfil farmacológico e constituem uma importante classe de compostos cujas propriedades têm sido extensivamente estudadas na Química Medicinal e, particularmente, na Química Medicinal Inorgânica, em razão de sua capacidade quelante e do papel da coordenação no seu mecanismo bioquímico de ação. Apesar da ampla versatilidade farmacológica desses compostos como uma classe, especificidades estruturais podem levar à manifestação de atividades específicas. Para os complexos metálicos, em alguns casos é possível modular a atividade através do desenho do ligante ou através da escolha do metal. Vinculada a esta afirmação se encontra a discussão estrutural desses compostos para melhores esclarecimentos sobre as relações estruturais e suas atividades. 
Desta forma, sabe-se que a atividade biológica das tiossemicarbazonas varia com a presença de substituintes no nitrogênio terminal. Em muitos casos, a presença do substituinte faz aumentar a atividade biológica desses compostos. Assim, nesse trabalho, pretende-se realizar a a síntese de complexos de níquel(II) de tiossemicarbazonas. 
OBJETIVOS
Objetivo geral.
Sintetizar e determinar a estrutura de uma nova tiossemicarbazona por meio do níquel (II).
Objetivos específicos.
Determinar estrutura por técnica de raio-x em monocristal e em pó.
Contribuir para o estudo da química de coordenação do íon níquel (II) com ligantes tiossemicarbazona. 
Contribuir para o estudo químico dos derivados da Isatina-Tiossemicarbazona. 
JUSTIFICATIVA
As tiossemicarbazonas constituem uma classe de ligantes que despertam interesse tanto dentro da síntese inorgânica, pois alguns destes ligantes apresentam atividade biológica na forma livre dos ligantes como na forma de quelatos. Logo, sintetizar e caracterizar novos ligantes tiossemicarbazonas e seus complexos constitui uma preocupação constante dos químicos inorgânicos.
Diante da importância dos compostos da classe das tiossemicarbazonas, esse trabalho concentra-se na síntese de um ligante dessa classe, obtido através da reação entre a tiossemicarbazona e perclorato de níquel(II).
METODOLOGIA 
Os ligantes serão obtidos pelo método já descrito anteriormente. 
Os complexos a serem obtidos através da reação entre a tiossemicarbazona e perclorato de níquel(II) na proporção M:L 1:2. Para isso, a mistura permanecerá sob refluxo e agitação continua por aproximadamente 5 horas. Os sólidos resultantes serão filtrados, lavados com EtOH e Et2O e secados sob vácuo. Com isso, os compostos serão caracterizados através de microanálises, e de seus espectros de infravermelho pela difração no raio-x, onde para isso, utilizaremos o difratômetro de raios-x , Rigaku, modelo Miniflex(para amostras na forma de pó. Equipado com goniômetro do tipo \u3b8:2\u3b8 (theta:2theta) baseado na geometria de Bragg-Brentano, fenda divergente variável e filtro de níquel, sendo possível coletar difratogramas entre os valores 2° e 140° / 2\u3b8 (2theta), utilizando um tubo de cobre estacionário como fonte de raios-X (K\u3b11,2 ; \u3bb = 1,5418 Å ; aprox 8,0 keV), obtendo assim novos complexos de níquel(II). 
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 
	MÊS E ETAPA
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	MÊS
	Levan- tamento biblio- gráfico.
	 X
	X