GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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passadas ao consumidor final, atendendo da melhor forma as suas necessidades. Para 
que isso seja possível, portanto, é necessário coordenar um conjunto de atividades em 
sintonia, e isso só é possível através do uso intensivo de Tecnologia de Informação e de 
um amplo sistema de monitoramento entre as empresas parceiras.
Fornecedores
A competitividade empresarial cada vez maior e a evolução nos processos de 
aquisição têm influenciado de forma significativa na maneira de realizar as compras. 
Comprar materiais e serviços pelo menor preço, ainda que seja uma preocupação cons-
tante, é a busca por um equilíbrio entre preço, qualidade, serviços, relacionamento e 
capacidade de entrega que tem prevalecido entre profissionais do setor de logística 
de suprimentos.
Os fornecedores devem estar preparados e afinados com as necessidades de seus 
clientes; para tanto, alguns fatores tornam-se importantes para que possam atingir um 
mínimo de nível de serviço. Entre estes fatores está o investimento em tecnologia, seja 
Tecnologia de Informação para melhorar a interação com os clientes, ou para melhorar 
os fluxos operacionais, diminuindo o lead time (tempo de resposta) e aumentando a 
acuracidade dos processos transacionais.
O ponto crítico para as empresas é o processamento do pedido, no qual é funda-
mental o tempo, a consistência, a frequência, a qualidade e o local de entrega. Tudo 
isso está relacionado ao nível de serviço e é considerado um dos maiores problemas. 
Muitas vezes quando a data é atendida, os produtos estão incorretos ou em quantida-
des incoerentes com o pedido etc.
Avaliação de fornecedores
Com o uso cada vez mais frequente de conceitos de relacionamento colaborativo 
através da cadeia de suprimentos, os clientes reduziram drasticamente suas bases de 
fornecedores, procurando efetuar parcerias consistentes com aqueles mais capazes e 
com melhor nível de serviço oferecido. Com isso, deve ser efetuada com os futuros par-
ceiros uma análise prévia rigorosa e com muito critério. Várias são as formas utilizadas 
pelas empresas para avaliar seus fornecedores:
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 custo \u2013 verificar se os custos estão compatíveis com o mercado;
 qualidade \u2013 o relacionamento só irá evoluir se o fornecedor dispuser de quali-
dade ou predisposição para alcançá-la;
 pontualidade \u2013 o fornecedor deverá possuir cultura de pontualidade nas suas 
entregas;
 inovação tecnológica \u2013 o fornecedor deve ter capacidade de atender as so-
licitações de inovações que lhes são impostas; operar com equipamentos 
desatualizados pode comprometer os processos produtivos, reduzindo a 
produtividade;
 flexibilidade \u2013 é a capacidade que tanto o cliente quanto o fornecedor devem 
ter para se adaptarem rapidamente às alterações e solicitações do mercado;
 produtividade \u2013 tanto o cliente quanto o fornecedor devem estar preparados 
para, de forma contínua, implantar programas de melhoria da produtividade;
 instalações \u2013 o cliente deve avaliar as instalações produtivas do fornecedor, 
como layout, movimentação interna de materiais, condições de armazena-
gem, limpeza, de forma que possa ter as condições mínimas de fabricar pro-
dutos com qualidade (housekeeping \u2013 busca pela qualidade);
 capacitação gerencial \u2013 verificar se o fornecedor dispõe de estrutura organiza-
cional definida, com a cadeia decisória estruturada, possibilitando identifica-
ção dos responsáveis pelas decisões;
 capacitação financeira \u2013 checar se a capacidade financeira da empresa é sau-
dável, se dispõe de capital de giro para atender aos pedidos que eventualmen-
te lhes sejam colocados.
Comércio eletrônico
Pode-se definir o comércio eletrônico com sendo o conjunto de processos nos quais 
clientes, empresas, parceiros de negócios, instituições financeiras, operadores logísticos 
e instituições governamentais, entre outros, efetuam transações via tecnologia baseada 
na Internet. A importância dessas transações baseadas na Internet reside no fato de que 
qualquer cliente ou empresa envolvida dentro desse universo é parte de um mercado 
global, onde as informações trafegam sem barreiras geográficas nem temporais.
Pode-se dizer ainda que o comércio eletrônico é o meio pelo qual as empresas 
podem se relacionar comercialmente com seus fornecedores, clientes e/ou consumi-
dores em uma escala global. É uma das formas mais difundidas atualmente de transa-
ção comercial, em especial o sistema e-business \u2013 relação comercial entre empresas. Ge
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Para isso, é suficiente estar conectado a um provedor de serviços de Internet e toda a 
world wide web (www) estará ao seu alcance, 24 horas por dia, sete dias na semana.
Viabilização do comércio eletrônico
Para alcançar esse mercado global basta que exista um computador conectado 
à rede mundial de computadores. Ou seja, com o advento da Internet, cada organiza-
ção necessita apenas de um link diretamente com a Internet, para suprir todas as suas 
necessidades de informações através de interações com seus parceiros, seus clien-
tes ou fornecedores. As informações trafegam num conglomerado de redes globais 
interconectadas.
Bertaglia (2003, p. 478) menciona um aspecto interessante: \u201cA tecnologia possi-
bilita o contato direto entre compradores e vendedores, fato que não significa o fim 
dos intermediários, pois basta uma adaptação destes a essa nova forma de transação\u201d. 
Essa afirmação tem sentido se for considerado que muitas empresas especializadas 
no comércio eletrônico simplesmente efetuam o marketing e efetivam as transa-
ções via web, deixando a armazenagem e a distribuição para parceiros de negócios 
(intermediários).
As principais vantagens da Internet como veículo de comércio:
 baixo investimento em tecnologia, quando comparado com EDI;
 atinge praticamente todos na cadeia de suprimentos;
 pode ser operada praticamente em tempo real, também;
 maior flexibilidade nos tipos de transação.
A Internet, porém, tem uma grande desvantagem em relação ao EDI, que é a falta 
de segurança em relação ao sigilo nas transações. Os mecanismos de segurança na In-
ternet são de grande importância, visto que as transações efetuadas no comércio ele-
trônico não necessitam do contato físico entre os agentes para efetivar a transação \u2013 as 
informações fluem eletronicamente. Ou seja, conduz a um sistema muito vulnerável 
e passível de infiltração indesejada, já que a Internet constitui-se numa rede aberta a 
quem quer que seja. Frequentemente, técnicas de segurança eletrônica são desenvol-
vidas com objetivo de dar mais sigilo às transações. Porém, à medida que as técnicas 
de segurança eletrônica progridem, os hackers encontram meios de burlá-las.
As principais vantagens do comércio eletrônico (NOVAES, 2007)
 Inserção instantânea no mercado: os produtos ou serviços ficam expostos ins-
tantaneamente em toda a rede global. Esse é um aspecto positivo, mas gera-
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dor, muitas vezes, de expectativas não atendidas por inviabilidade de entre-
gas. \u201cFácil de efetuar a transação, difícil de efetuar a distribuição física\u201d.
 Relações mais ágeis: o comércio eletrônico possibilita a agilização das transa-
ções comerciais entre consumidores e vendedores.
 Acesso abrangente de informações aos consumidores: no comércio tradicional, 
o consumidor decide suas compras com base num conjunto restrito de infor-
mações sobre um determinado produto desejado, já que essas informações 
estão limitadas pelo tempo e pelo espaço. A web diminui sensivelmente essa 
limitação, permitindo uma análise abrangente e rápida de todo o universo da 
rede. Um outro tipo de limitação que ocorre, no entanto, é o acesso à Internet. 
Ou seja, ainda é bastante limitado o percentual de pessoas com
José
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