GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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acesso à Inter-
net, principalmente no Brasil, fato que restringe o universo de consumidores.
 Redução dos custos: a utilização e o arquivamento de papéis são extrema-
mente reduzidos, com ganhos em tempo e acuracidade das informações, visto 
que é mínima a interferência humana nas transações. Os custos operacionais e 
administrativos também são bastante reduzidos.
 Facilita o relacionamento com os clientes: o registro histórico de informações 
das transações efetuadas com os clientes por via eletrônica permite o uso pos-
terior em apelos comerciais, desenvolvimento de novos produtos etc.
Desvantagens nas transações em comércio eletrônico
Mesmo com as consideráveis vantagens apresentadas pelo comércio eletrônico, 
ele apresenta também algumas desvantagens nas transações efetuadas.
 Fraude: são relacionadas às informações sigilosas, de pessoas e empresas, in-
seridas nos sites. Esses dados não estão totalmente seguros e podem ser uti-
lizados fraudulentamente por terceiros, como para efetuar saques em contas 
bancárias para realizar compras via Internet, implantar vírus no computador 
do e-consumer etc.
 Impostos: sendo a Internet uma rede global, não restringindo operações entre 
países, estados ou qualquer localização geográfica, ocorre o problema com a 
taxação e a cobrança de impostos entre fronteiras, sendo praticamente impos-
sível controlar as transações via Internet sob o enfoque fiscal.
 Propriedade intelectual: a proteção da propriedade intelectual é um proble-
ma no comércio eletrônico, uma vez que as informações estão disponíveis de 
forma aberta, com grande possibilidade de cópia ilegal de material escrito, 
produtos etc.
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 Sigilo das informações: a troca de informações nas transações muitas vezes 
são violadas eletronicamente por terceiros, utilizando-as para finalidades 
fraudulentas.
 Confiança: a falta de uma base física de referência para dar apoio à transação 
causa em muitos momentos uma desconfiança, quer seja na eventualidade 
de ocorrer algum problema ou divergência na transação, quer seja na pos-
sibilidade da empresa em que se está efetuando a transação ser fictícia. Por 
exemplo, o vendedor é uma empresa fictícia que desaparecerá do sistema tão 
logo engane um determinado número de incautos.
Impacto do CE nos custos
 Redução do manuseio do produto com uma cadeia de suprimentos mais cur- 
ta: reduz os custos de manuseio por existirem menos estágios no contato com 
o produto.
 Adiamento da customização do produto para depois do pedido feito: reduz 
os custos pela redução dos estoques do produto acabado que possui maior 
volume.
 Redução do custo e, praticamente, eliminação do tempo de entrega de produ-
tos que podem ser \u201cbaixados\u201d: se a empresa consegue disponibilizar seu pro-
duto de maneira que este possa ser \u201cbaixado\u201d, a Internet deverá economizar 
em custo e tempo de entrega. Exemplo, o formato mp3 para músicas oportu-
niza a eliminação dos custos associados ao transporte dos CDs.
 Redução nos custos de instalações e processamento: o CE pode reduzir os 
custos de instalações centralizando todos os estoques e reduzindo o número 
de instalações necessárias. A Amazon é capaz de atender à demanda com 
poucos depósitos, enquanto a rede de livrarias Borders contrai custos com 
instalações em toda a sua rede de lojas. O cliente é que escolhe o pedido.
 Redução nos custos de estoques por meio da centralização: o CE pode centra-
lizar seus estoques porque não necessita mantê-los perto dos clientes.
 Melhoria na coordenação da cadeia de suprimentos por meio do comparti-
lhamento de informações: o compartilhamento das informações é tremenda-
mente facilitado no CE, devido à facilidade do fluxo dessas informações.
Desvantagens do CE relacionadas aos custos
 Custos de manuseio mais altos: pedidos individuais muito fragmentados, ou 
seja, geralmente pequenas peças ou pequenos volumes por pedido.
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 Custos de transporte mais altos: pedidos são atendidos para qualquer ponto 
geográfico e com possibilidade de consolidação reduzida.
Logística da produção (manufatura)
A logística da produção não envolve nenhuma relação externa diretamente. Trata-
se de um bloco de atividades totalmente desenvolvido pela empresa, envolvendo todas 
as áreas da mesma, na conversão de materiais em produto acabado. Ela procura, com 
seus métodos e procedimentos, sincronizar a produção com as demandas dos clientes.
Tem como principal responsabilidade na manufatura participar da formulação da 
programação e controle da produção (PCP), providenciar e disponibilizar em tempo 
hábil materiais, componentes e estoques em processo, além de coordenar as ativida-
des intervenientes e interdependentes da produção.
É um processo que administra a movimentação para abastecer os postos de con-
formação e montagem no chão de fábrica, segundo ordens e cronogramas estabeleci-
dos pela programação da produção.
Atividades da logística da produção
Deve-se observar que a maior parte das atividades da logística na produção (primá-
rias e de apoio) são também empregadas nas etapas de suprimentos e também na dis-
tribuição física, principalmente aquelas que se referem ao recebimento, armazenagem e 
expedição de materiais e componentes. As interfaces entre essas etapas existem sempre, 
seja a empresa focal recebendo insumos de fornecedores, seja a manufatura recebendo 
matérias e componentes do setor de suprimentos para agregar valor, seja o setor de distri-
buição recebendo o produto acabado para fornecer ao cliente. Evidentemente, cada uma 
dessas etapas apresenta peculiaridades, fazendo com que algumas dessas atividades pos-
suam maior peso que outras ou, até mesmo, apresentem atividades mais características de 
sua função operacional. Por exemplo, o conceito JIT e a técnica Kanban basicamente são 
empregados dentro de uma manufatura, visando à produtividade e redução de custos.
Neste item, logística da produção, serão abordadas apenas as atividades mais es-
pecíficas da manufatura, deixando para capítulos posteriores a abordagem mais de-
talhada de outras atividades que são também comuns às outras etapas da cadeia de 
suprimentos.
 Apoio à produção (automação): são atividades cujos objetivos são de agilizar 
e reduzir custos do processo de produção, entre elas, Kanban, JIT, Picking (pre-
paração de kits de produção), abastecimento de linhas, entre outras.
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 Armazenagem: permite manter os materiais íntegros, bem guardados e acon-
dicionados e dispostos de maneira que facilite sua movimentação no momen-
to da requisição.
 Embalagem: aplicação de invólucro apropriado com objetivo de proteger, pre-
servar e dar condições que facilite a unitização para a movimentação até a 
expedição e também comercialização.
 Unitização: processo de consolidação de diversos volumes num só com obje-
tivo de facilitar o manuseio e a movimentação de materiais e produtos.
 Expedição industrial: processo de expedição de produtos acabados ou semi-
acabados a partir da fábrica.
Técnica logística do Kanban
Kanban é uma palavra japonesa que significa literalmente registro ou placa visí-
vel (cartão). É uma técnica logística japonesa integrada ao conceito Just-in-Time, lar-
gamente difundida quando se fala em produção ou administração de estoque. Numa 
indústria significa um cartão de sinalização que controla os fluxos de produção.
A ideia do Kanban nasceu em 1953, em uma pequena indústria de caminhões 
chamada Toyota. Um empresário
José
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