GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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com venda direta ao cliente. Todos os processos ocorridos antes da montagem final 
dos produtos (antes do atendimento do pedido) são processos push, até aquele mo-
mento a demanda não é conhecida e os componentes têm de estar à disposição no 
estoque; todos os processos ocorridos após e durante a montagem são iniciados em 
resposta ao pedido do cliente, sendo portanto processos pull.
Exemplo 2: empresa que faça entregas pelo correio, que receba pedidos por cen-
tral de telemarketing (ou web). Todos os processos do ciclo de reabastecimento são re-
alizados em antecipação à demanda, para garanti-la, sendo, portanto, processos push. 
Todos os processos do ciclo do pedido do cliente são executados após a solicitação do 
cliente, sendo processos pull.
Logística da distribuição física (saída)
A distribuição física é uma das etapas mais características de um sistema logístico, 
visto que ainda hoje é confundida com o próprio sistema. A logística da distribuição 
trata da estocagem, movimentação e transporte de produtos acabados ou semiacaba-
dos para entrega aos clientes.
Na distribuição física, o cliente é o destino final dos canais de distribuição (canais 
de marketing). Ela efetua o planejamento da distribuição a partir dos pedidos, define 
as modalidades e rotas de transporte, sendo responsável desde a estocagem no arma-
zém de expedição, retirada dos estoques, até a entrega ao cliente final. Quanto mais 
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abrangente for a distribuição física, maior é o potencial de crescimento e da lucrativi-
dade de uma empresa, porém se torna mais complexa a logística da distribuição para 
a manutenção de um bom nível de serviço.
Embora possa parecer que, num primeiro momento, a distribuição física não agre-
gue valor ao produto, isso não corresponde à verdade. Sabe-se que a produção acres-
centa valor de forma a um produto (utilidade), porém a distribuição física acrescenta 
valor de lugar (espacial) e valor de tempo (temporal).
Existe uma série de indagações para a tomada de decisão a respeito da distribui-
ção física de uma empresa:
 Quais locais serão atendidos?
 Como será feita a distribuição do produto?
 Qual a periodicidade de atendimento?
 Qual o nível de exigência mínima para atendimento?
 Qual o nível de serviço, em termos de disponibilidade de produto, que será 
praticado para cada região/tipo de cliente?
Canais de distribuição
Segundo Stern, El-Ansary e Coughlan (1996), canais de distribuição constituem 
conjuntos de organizações interdependentes envolvidas no processo de tornar o pro-
duto ou serviço disponível para uso ou consumo. Ou seja, um canal de distribuição 
corresponde a uma ou mais empresas ou organizações que participam do fluxo de 
produtos ou serviços, desde o produtor até o cliente ou consumidor final.
As empresas normalmente pensam em entregar seus produtos diretamente aos 
seus clientes, porém nem sempre isso é possível; com isso, muitas vezes necessitam 
utilizar serviços de outras organizações mais especializadas nessa atividade para a dis-
tribuição de seus produtos ao cliente final.
Embora se possa afirmar que o suprimento físico de uma organização é a distri-
buição física de outra, existem algumas diferenças que podem ser consideradas como 
básicas, como a importância e as condições físicas de matérias-primas e de produtos 
acabados. Num primeiro momento, o produto acabado, tendo já o valor agregado e 
que irá diretamente para o seu consumidor, apresenta, teoricamente, um grau maior 
de importância.
A distribuição física apresenta sua relevância em cima do fato que geralmente os 
fabricantes, clientes e clientes potenciais estão geograficamente mal distribuídos, oca-
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sionando sérios transtornos logísticos. Por outro lado, empresas que atendem apenas 
o seu mercado regional acabam restringindo seu potencial de crescimento e lucrativi-
dade. Porém, ao estender o seu mercado, as organizações podem ganhar economias 
de escalas na produção. Logo, pode-se afirmar que a distribuição física agrega valor de 
lugar e tempo, colocando os produtos em mercados distantes, onde eles ficam dispo-
níveis para os clientes no momento em que desejarem.
As decisões sobre o planejamento e a logística da distribuição física devem consi-
derar fatores importantes sobre como os materiais serão movimentados; dentre esses 
fatores podem ser destacados:
 os canais de distribuição que a empresa utiliza \u2013 por exemplo, do fabricante 
para o intermediário (atacadista), desse intermediário para o varejista e deste 
para o consumidor;
 os tipos de mercados atendidos \u2013 as características do mercado, tais como sua 
dispersão geográfica, o número de clientes e o tamanho dos pedidos;
 as características do produto \u2013 por exemplo, peso, densidade, fragilidade e 
nível de deterioração;
 as modalidades de transporte disponíveis para levar o material \u2013 ferroviário, 
hidroviário, aeroviário, rodoviário, dutoviário.
Deve-se considerar que todos os modais de transporte estão intimamente rela-
cionados através da intermodalidade ou da multimodalidade e se procura usufruir o 
quanto for possível das virtudes de cada um deles e em conjunto, na busca pela eficiên-
cia e eficácia do transporte. Por exemplo, os produtores de frutas vendem o seu produto 
muito perecível para um mercado regional, provavelmente distribuindo com veículos 
mais ágeis. Entretanto, uma empresa de produtos não perecíveis e com grandes quan-
titativos de remessas pode utilizar um canal de distribuição composto de atacadistas, 
usando uma combinação de modais mais lentos associados a veículos mais versáteis.
Atividades da logística da distribuição
A logística da distribuição é diretamente responsável pela administração do ar-
mazém de expedição (centro de distribuição), coordenação das atividades de movi-
mentação e manuseio de materiais, abastecimento da área de separação de pedidos, 
unitização de cargas, controle da expedição, escolha das modalidades e transporte 
de cargas e coordenação dos roteiros de transportes. Com isso, todos esses proces-
sos juntos devem constituir um sistema de distribuição que deve ser bem coordena-
do e integrado.
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O sistema de distribuição física
Distribuição física \u2192 entregar ao cliente \u2192 o produto desejado \u2192 no tempo exigido 
\u2192 a um custo mínimo \u2192 atingindo o nível de serviço exigido pelo cliente
O sistema de distribuição é constituído de várias etapas, entre estas:
 recebimento de produto acabado ou semiacabado \u2013 administra o recebimen-
to dos produtos para o armazém de expedição, oriundos da manufatura para 
posterior atendimentos dos pedidos dos clientes;
 desconsolidação \u2013 algumas vezes os produtos originados da manufatura vêm 
embalados e/ou unitizados para sua proteção ou facilidade de manuseio, 
sendo muitas vezes necessária a desconsolidação para adequação aos pedidos 
e até mesmo para facilitar a atividade de Picking no armazém de expedição;
 conferência física, quantitativa e documental \u2013 a conferência é necessária para 
atualização do inventário, atividade esta que pode ser efetuada totalmente de 
forma automatizada (Tecnologia de Informação);
 armazenagem \u2013 o produto, uma vez recebido, deve ser guardado de forma or-
ganizada, de modo que facilite a busca, que seja preservada sua integridade, 
que tenha a menor movimentação e que ocupe o menor espaço possível, até 
sua requisição para expedição;
 controle de estoque \u2013 o controle de estoque é um fator também de muita 
importância no armazém de distribuição, pois é fundamental para o atendi-
mento rápido de pedido e, consequentemente, na redução do lead time;
 recebimento de pedidos \u2013 manuais ou eletrônicos;
 separação (Picking)
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