GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS
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GESTÃO DE ESTOQUES E OPERAÇÕES INDUSTRIAIS


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de dados \u2013 EDI, 
em sua modalidade financeira e mercantil. Enquanto a financeira está voltada para 
transações bancárias, como transferência de fundos entre varejo e bancos, a mercantil 
intermedeia a troca de informações entre varejo e fabricante. Deve-se ressaltar que 
hoje cresce muito a utilização da Internet nessas duas modalidades, guardadas as suas 
deficiências relacionadas ao sigilo.
A transmissão eletrônica, em tempo real, do pedido para o fornecedor visa de-
sencadear a rápida reposição do estoque consumido, e isto constitui um dos funda-
mentos principais do movimento ECR. Em circunstâncias ideais, em que há disponi-
bilidade de produto em estoque no fornecedor ou o lead time é inferior a um dia, o 
fornecedor imediatamente coletará o item de reposição no estoque e o embarcará 
num veículo no mesmo dia para o cliente. A figura a seguir caracteriza de forma su-
cinta um sistema ECR:
Figura 8 \u2013 Sistema ECR.
O
 a
ut
or
.
DISTRIBUIDOR PDV
BASE DE DADOS
BASE DE DADOS
ARMAZÉMEDI
MANUFATURA
*Internet
Fornecedor Varejista
A otimização de múltiplos setores das empresas e entre as empresas conduz a 
uma variedade crescente de tarefas para a logística. A logística, sendo responsável 
pelo fluxo geral dos materiais e produtos e das informações dentro das organizações e 
entre fornecedores e clientes, torna fundamental o desempenho eficiente desse fluxo. 
Somente assim é possível a resposta eficiente ao consumidor. Essa é a visão do ECR.
Benefícios do ECR
Segundo a Associação ECR do Brasil, as economias alcançadas pelo ECR resultam 
de três fatores: a redução dos custos operacionais em toda a cadeia e os ganhos finan-
ceiros derivados da redução dos estoques e da depreciação, pelo aumento da produti-
vidade dos ativos fixos. Através de estudo realizado pela mesma entidade, concluiu-se 
que os ganhos quantificados com a implantação das estratégias do ECR (reposição, 
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sortimento, promoção e introdução eficiente dos produtos) para a indústria e para 
uma parte significativa do varejo vêm sendo da ordem de aproximadamente 10% do 
faturamento do setor varejista. A indústria concentrou aproximadamente 60% dos 
ganhos com o ECR enquanto o varejo deteve 39%.
De uma forma geral, os benefícios provocados pela implementação da parceria 
são:
 confiabilidade de entregas \u2013 mais estáveis e repetitivas;
 baixos níveis de estoques \u2013 se dá através da consistência dos atendimentos 
dos pedidos e, se for ocaso, do aumento da frequência das entregas, ou seja, 
quanto menor a consistência do prazo de entrega do fornecedor, maior serão 
os estoques de segurança e, por consequência, maiores os custos com a ma-
nutenção de estoques;
 menos burocracia \u2013 não necessita, a cada compra, de uma nova licitação e o 
desgaste da negociação com o fornecedor;
 melhor controle do processo \u2013 processo praticamente todo automatizado, 
com pouca interferência humana;
 dependência mútua e congruência de objetivos \u2013 a relação entre parceiros 
de negócios está baseada numa dependência mútua e duradoura, onde o 
fornecedor tem a garantia da colocação de seu produto no mercado, e o 
cliente a garantia de fornecimento de um insumo de qualidade, no local e 
momento certos e com apoio técnico, ou seja, \u201co sucesso do meu cliente é o 
meu sucesso\u201d;
 custos da cadeia logística reduzidos \u2013 muitos custos são reduzidos ou até 
eliminados \u2013 pelos ganhos financeiros derivados das reduções do estoque 
e da depreciação, pelo aumento da produtividade dos ativos fixos (repo-
sição eficiente, maior sortimento, promoção de produtos e introdução efi-
ciente de produtos), redução ou eliminação do fluxo de papéis, telefone-
mas etc.;
 foco comum na qualidade \u2013 é de interesse de ambos que o produto tenha 
ótima aceitação no mercado.
Além desses benefícios tangíveis, existem importantes benefícios intangíveis para 
os consumidores, distribuidores e fornecedores, que ressaltarão as diferenças competi-
tivas entre esses e outros varejistas mais tradicionais, ou seja:
 consumidores \u2013 aumento das opções de produtos e conveniências, redução 
de itens em falta, produtos mais frescos;
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Sistem
as de Inform
ação e Tecnologia de Inform
ação na logística
 varejistas \u2013 melhora o relacionamento com o consumidor, aumentando a sua 
lealdade, aumento das vendas e redução dos índices de devolução de produ-
tos e de falta de itens no estoque, ajuste do estoque à demanda, consolida o 
relacionamento com o fornecedor;
 indústria \u2013 garantia de vendas, aumento da integridade da marca, melhora e 
consolida o relacionamento com o varejo.
Entre os principais desafios da implementação do ECR, não reside os investimen-
tos em tecnologia, mas sim a mudança cultural que a empresa experimenta quando 
da implementação não somente dessa, mas de qualquer tecnologia. Envolve signifi-
cativa e transparente troca de informações entre os parceiros, fato que, num primeiro 
momento, é de difícil aceitação e ajuste.
Com a tendência da horizontalização, em que as empresas passam a comprar 
cada vez mais, fabricando cada vez menos, a relação cliente\u2013fornecedor adquire uma 
grande importância, passando a ser um fator de vantagem competitiva, tanto para o 
cliente quanto para o fornecedor.
Deve-se ter em mente que, para a implementação de parcerias, é necessário que 
os processos e procedimentos sejam muito bem analisados, com contratos bem ela-
borados e medidas de desempenho mutuamente acordadas, envolvendo responsabi-
lidade de ambas as partes.
Gerenciamento do relacionamento com os clientes \u2013 CRM 
O CRM (Customer Relationship Management) é uma iniciativa, e não um compo-
nente tecnológico, utilizado para se aprender mais sobre as necessidades e o compor-
tamento dos clientes e consumidores e, dessa forma, poder atender e até superar estas 
necessidades. Tem como finalidade desenvolver um relacionamento mais eficaz. Ele 
se utiliza da tecnologia para dar suporte aos negócios e obter informações adequadas 
sobre clientes (BERTAGLIA, 2003).
Com um mercado cada vez mais commoditizado, a palavra de ordem tem sido a 
diferenciação dos produtos e serviços oferecidos para atrair os consumidores, ofere-
cendo-lhes produtos e serviços com maior valor agregado, ou seja, entregando-lhes 
mais do que os requisitos exigidos para aquele produto ou serviço (commodity).
Um aspecto cada vez mais evidente no mundo dos negócios e que tem que ser 
encarado de forma definitiva pelas empresas é o fato do mercado estar mudando e 
continuar em constante mutação. A universalização dos mercados e o surgimento cada 
vez maior de produtos similares vêm aumentando a ação competitiva das empresas.
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Até pouco tempo atrás, as empresas conseguiam garantir seus resultados a partir 
da redução dos custos, do aumento da produtividade e redução de mão de obra. Isso 
poderia ser obtido com a reestruturação de processos e até da implementação de sis-
temas de gestão integrada. Com commoditização dos produtos, em que são lançados 
cada vez mais produtos similares com qualidade e preços similares, a lealdade dos con-
sumidores com a marca já não tem a mesma consistência de outros tempos e isso se 
apresenta como um grande desafio para as empresas.
O gerenciamento do relacionamento com o cliente tem permitido às empresas 
responder de forma mais eficaz e direta ao atendimento das necessidades e conve-
niências desses clientes, criando um diferencial em relação aos seus concorrentes, as-
segurando a realização de negócios e fortalecendo a sua competitividade. Isso só é 
possível buscando entender o que é necessário para satisfazer esses clientes em suas 
necessidades e procurando superá-las (MOURA et al., 2003).
Assim, o CRM passa a ser uma ferramenta de administração das necessidades dos 
clientes, tornando
José
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